27 de setembro de 2013

Publicamos un precioso vídeo sobre o Courel e animamos a visitar o web dos nossos colaboradores e companheiros de luita de SOS Courel
AXUDA URXENTE PARA O COUREL!!!

25 de setembro de 2013

Algumhas quantas fotinhas do acampamento de montanha 2013


 
Publicamos algumhas quantas fotinhas á espera dumha crónica escrita do nosso acampamento de montanha 2013. Nos vindeiros dias publicaremos também mais fotos para ilustrar o acampamento de AMAL deste ano que decorreu no Courel.

6 de setembro de 2013

VI ACAMPAMENTO DE MONTANHA

Desde fai anos, da AMAL organizamos um Acampamento de Montanha no último fim de semana do verao, que sempre adicamos à denúncia dalgumha das agressões que está a sofrer a nossa Terra.

Este ano, no VI Acampamento, centraremos o nosso discurso contra da exploraçom mineira, a “última moda” nos desastres ambientais que ameaçam o nosso território, impostos polos interesses do capitalismo transnacional, que reserva para o nosso país o mais lamentável papel de colónia fornecedora de matérias primas para o desenvolvimento industrial.

O IV Acampamento vai ter lugar na Serra do Courel, belida ainda mais nestas alturas do ano.

O programa é o seguinte

Sexta feira, dia 20
Recebimento a partir das 19 h.
Ceia
Jogo nocturno

Sábado, dia 21
Almorço
Roteiro: Rota circular partindo desde a aldeia de Hórreos.
Ceia
Foliada e jogos nocturnos.

Domingo, dia 22
Almorço
Rota etnográfica
Jogos populares

12h.
Palestra informativa sobre a situaçom do Courel.
Dinámica de grupo: Alternativas.
Jantar
Sobre mesa e encerramento.

O preço do acampamento é de 20 euros, destinados à elaboraçom das comidas e a sufragar outros gastos derivados da organizaçom. A ementa é a seguinte:
- Almorço (Sábado e Domingo): Café, leite, cacau, torradas, marmelada, fruta.
- Comida para o roteiro: Um par de sandes e fruta.
- Ceia Sábado: Lentelhas e arroz, pam; Sobre mesa de castanhas do Courel; Café.
- Jantar Domingo: Massa, pam; Salada; Sobre mesa de castanhas do Courel; Café

Todos as ementas serám elaboradas sem carne nem peixe, exceptuando as sandes do roteiro que incluirám opçom carnaca.

 Outras questions de importancia
 
- A ceia da sexta feira vai por conta de cada montanheira, nom a organizamos nós.
- Cumpre levar prato, copo e talheres para as comidas, e todo o necessário para durmir (tenda, saco...).
- A aldeia de Horreos, onde imos fazer noite e as actividades do Domingo tem auga numha fonte. Cumpre que cada quem leve a sua garrafa ou cantimplora.
- Nom dispomos de ponto de luz, polo que era boa cousa levar focos ou lanternas.
- O roteiro do sábado parte às 9h desde a aldeia de Horreos; às pessoas que cheguem o sábado cumpre que esteam pontuais a esta hora.
-Os carros nom se podem meter na aldeia de Horreos, polo que ficarám estacionados a um Km de distância, aproximadamente. Indicaremos com um cartaz a zona de estacionamento, mas se houver qualquer dúvida podedes ligar aos telefones: 687 913 857 // 649 536 270
- Se alguem nom solucionou o jeito de ir ou volver, que ligue para nos, que ainda fica algumha vaga de carro.

Como chegar
Desde Ourense:
Desde Lugo:
 
Mais informaçom, consultanos no nosso co-e: aguaslimpas@gmail.com

30 de maio de 2013

Galiza nom é umha mina!! Manifestaçom nacional contra a minaria salvaxe

Cartaz da convocatória
 
Representantes de várias das organizaçóns que integram o colectivo ContraMINAcción, do que a nossa agrupaçom forma parte, oferecerom uma conferência de imprensa o 16 de maio, para anunciar uma grande manifestaçom em Compostela para o próximo 2 de junho, que partirá às 12:00 horas da Alameda. Com esta manifestaçom, que as entidades organizadoras auguramos maciça, pretende-se expressar o rexeitamento que está a gerar o incremento de concesións mineiras na Galiza por parte da Xunta sem atender à salvagarda de espaços protegidos, comunidades humanas e médio ambiente; nem à defesa dos milhares de pessoas e postos de trabalho que estám ameaçados polas actividades extractivas de umhas poucas empresas.

Desde a Agrupaçom de Montanha Áugas Limpas animamos a participar na manifestação de 2 de junho para deter o espolio do nosso território que está a ser perpetrado por umas poucas empresas, o meirande delas estrangeiras.

29 de maio de 2013

Informaçom para a marcha aos Ancares este fin de semana do 1 e 2 de Junho

Saida o sábado 1 de junho: 09:30 do Albergue Campo da Branha  (umha vez en Sam Romam de Cervantes, temos indicador a Degrada, onde esta o albergue).

A duraçom do roteiro seria aproximadamente entre 6 ou 7 horas. A dificuldade seria media-alta. Trataremos de subir ao Cuinha polo val do rio Cuinha  (zona de Candín e Tejedo de Ancares). Existe a posibilidade de regreso mais doado até porto Ancares e despois escender por estrada 3 ou 4 km. Cada umha de nos tem que levar a súa comida para o roteiro, e abundante auga (que sempre queda escasa).

Chegada ao albergue onde temos reservado liteiras por custo cada umha de 8€/persoa. A ceia do sábado será partilhada, assim que cada quem ten que trazer algumha coisa para partilhar co resto das montanheiras.

Domingo 2 de junho: O almorzo tem previsto fazerse na cafetería do albergue (cafe+ bolinho= 2€ aprox). O roteiro do domingo falarase durante o sábado que se prefire,se umha ascenssom ao Pena Rubia se a gente preferise algo mais de montanha, ou um roteiro circular por Donis. (durará só de manha). A comida do meiodia do domingo a facilitará AMAL, com um custo de 2€ por persoa.

 QUE NECESSITAMOS LEVAR?
Sería convinte que cada persoa traia um copo, um prato e talheres para o seu proprio uso.
Saco de durmir para o albergue. Roupa e calzado cómodo e lixeiro. Comida para levar ao monte (comida meiodia) e comida para partilhar no sábado na ceia. Garrafas com agua.


COMO CHEGAR A SAM  ROMAM DE CERVANTES DESDE COMPOSTELA?
https://maps.google.es/maps?hl=es&tab=wl

COMO CHEGAR A SAM ROMAN DE CERVANTES DESDE OURENSE?
https://maps.google.es/maps?hl=es&tab=wl
COMO CHEGAR A SAM ROMAN DE CERVANTES DESDE LUGO?

https://maps.google.es/maps?hl=es&tab=wl

COMO CHEGAR A SAM ROMAN DE CERVANTES DESDE VIGO?

https://maps.google.es/maps?hl=es&tab=wl

COMO CHEGAR A SAM ROMAN DE CERVANTES DESDE FERROL?

https://maps.google.es/maps?hl=es&tab=wl

24 de maio de 2013

36ª MARCHA DA AMAL: ANCARES

Pico Cuinha; Ancares
 
Os próximos dias 1 e 2 de Junho da AMAL trilharemos os caminhos da Serra dos Ancares, no ascenso ao Cuinha o dia 1 e umha ruta de menor dureça por determinar para o Domingo dia 2.

Cumpre anotar-se antes da próxima quarta feira dia 29 por questons organizativas, já que faremos noite de albergue e procuraremos aforrar o máximo possível no número de carros para o despraçamento. Telefone de contacto: 697 565 470

A próxima semana publicaremos mais informaçom sobre o roteiro, adiantando que a dificuldade será média e, como sempre, tendo em conta as capacidades do grupo de montanheiras.

16 de maio de 2013

DOMINGO, 19 MAIO, 11 HORAS, ANDAINA PELOS MONTES DE CABRAL

Como nom resultam suficientes os centros comerciais que há na cidade de Vigo e arredor, a Câmara municipal de Vigo apoiado por capital estrangeiro planea levar a cabo um macro centro lúdico comercial e residencial nos montes de Cabral. Este levaria por diante toda uma grande área de importante valor ecológico e cultural, valor dado tanto pelos seus vestígios arqueológicos coma pela sua vitalidade acuífera. Portanto, querem arrasar com o monte alegando postos de trabalho e maior riqueza e benefício para a vizinhança em particular e a cidade em geral.

Pois nom! Nom é verdadeiro! Impossível de acreditar!

A riqueza é ter-mos um ecosistema vivo que sirva para alimentarmos-nos. O benefício deve vir do pequeno comércio, da empresa familiar que permita que todas as pessoas tenham aceso a um prato de comida. E, finalmente, a parte lúdica nom pode estar num shopping. É preciso que crianças e meninas aprendam a construir os seus próprios jogos e brinquedos, as suas inquietaçons. Se nom alcançamos que leiam, sonhem e construam de por sim estaremos condeando à inopia às próximas geraçóns. Já que estes, hoje, só som pequenos autómatas que jamais darám em fazer uma carro de bolas!

Por isso, neste domingo 19 de maio botámonos ao monte para revalorizalo e conhecê-lo!
Vem, acode e difunde!

UMA TERRA VIVA É UMA VIDA DIGNA!

 

 

16 de abril de 2013

Minas para quê? IV andaina pola proteçom da Serra do Galinheiro


Será 21 de abril, com saída do Parque florestal de Zamáns às 10:30 h.
Chegada: Parque forestal de Zamáns as 14:00 h.
A lonxitude aproximada da andaina é de 10 Km. (3:30 – 4:00 horas).
Nivel da ruta medio-baixo, sendeiros doados e con poucos tramos de desnivel.

Manifesto pola proteçom da Serra do Galinheiro
Manifestamos que a Serra do Galiñeiro, lugar natural de encontro dos Concellos de Vigo, Gondomar, Mos, O Porriño e Tui, é un lugar senlleiro polos seus valores naturais (xeolóxicos, biolóxicos, paisaxísticos), culturais (históricos, arqueolóxicos, etnográficos), sociais e económicos (actividades tradicionais que aproveitan de xeito sustentable e rendible os recursos do monte; actividades de lecer; deportes de natureza).

Consideramos que este espazo natural e os seus valores teñen que ser protexidos ao amparo das lexislacións europea, galega e municipal vixentes. A pesar dos convenios internacionais e das directivas europeas, Galicia só protexe (e de xeito ineficaz) o 11,6% do seu territorio (a media estatal é do 27%, Asturias protexe o 33 %, e Madrid o 40%). Por tal motivo, o noso país ten que enfrontar unha sanción da Unión Europea. A rede galega de espazos protexidos debe ser ampliada, e a Serra do Galiñeiro debe formar parte dela.

Denunciamos as actividades altamente impactantes que estragan a Serra, perseguindo a cega idea dun desenvolvemento ilimitado, e usando a natureza dun xeito irreponsable: a plantación masiva e a proliferación incontrolada de especies foráneas (eucaliptos, piñeiros e acacias), que reducen a biodiversidade e aumentan o risco de incendio; a proliferación de canteiras (moitas delas ilegais), o abandono de canteiras esgotadas sen a debida restauración; a apertura masiva de pistas, o seu ancheado e recrecemento con terra e entullo, o seu asfaltado; a práctica deportiva con vehículos a motor (todoterreos, motos de cross e quads) dentro e fora das pistas; os movementos incontrolados de terra; os vertedoiros incontrolados de lixo e entullo; a acampada ilegal;a destrución neglixente ou intencionada de patrimonio arqueolóxico. E agora están en proxecto grandes infraestruturas (un parque eólico; estradas de circunvalación urbana) e industrias de alto impacto (unha trituradora de entullo), que ameazan con degradar a Serra dun xeito xeralizado e irreversible.

Solicitamos a protección da Serra do Galiñeiro pola súa riqueza como espazo natural e cultural. A Serra é un ben natural, valioso en sí mesmo. Pero tamén é un ben común. A xeración actual debe preservala para as xeracións vindeiras e, con ela, debe conservar os seus valores:

· A súa morfoloxía: o seu modo e elevarse e a configuración das súas formacións rochosas, que fan dela un referente paisaxístico nas bisbarras do Val Miñor, Vigo, A Louriña, O Baixo Miño e O Morrazo.

· O seu rico patrimonio xeolóxico: as formacións de gneis de riebeckitanos cumes máis altos da Serra. Os seus valores tectónicos, únicos no mundo. As súas formacións xeomorfolóxicas, como A Cova da Becha, de orixe periglaciar, en Vincios, ou Os Milaghres da Trapa, nos Cabreiros. As súas cavidades, como as do monte dos Arruídos, en Vincios, ou A Lapa da Moura, en Vilas, Morgadáns.

· O seu rico patrimono biolóxico: hábitats de breixeiras húmidas, brañas, turbeiras e matogueiras de influencia mediterránea e termófilas con endemismos, algúns deles catalogados pola Directiva Europea 43/92/CEE, como "Hábitats Prioritarios", (como as "Breixeiras húmidas atlánticas meridionais de Ericas") ou "Hábitats de Interese Comunitario", (como as "Breixeiras secas" e os "Pastos pioneiros en superficies rochosas"). A Serra acubilla fauna de escasa presenza en Galiza, coma a azulenta papuda, e endemismos coma a saramaganta (Chioglossa lusitanica), e a rá patilonga. Tamén acubilla avifauna migratoria, como o picanzo real ou o pedreiro cincento. A ampliación da superficie protexida do Parque Natural do Monte Aloia a toda a Serra do Galiñeiro garantiría a continuidade dos ecosistemas imprescindibles para todas estas especies animais e vexetais da Serra.

· As pegadas da presenza humana en época prehistórica: petróglifos como o de "Agua da Laxe", de características únicas no continente europeo; mámoas como as da Chan das Moutas e as dos Bromús. Elementos senlleiros de época histórica, como os restos da Fortaleza do Galiñeiro. Elementos relevantes da arquitectura e da técnica populares, como as presas, as levadas e os muíños de auga. Pero este valioso patrimonio sofre estragos continuos. Os petróglifos de Santa Lucía (un deles, con alabardas) foron soterrados (enteiros ou relados) ao ampliar un picadeiro. Tres das nove mámoas da Chan das Moutas desapareceron: dúas foron desfeitas ao achanzar unha pradería; a outra foi soterrada por un recheo.

· As numerosas cavidades existentes na Serra. Cavidades que posúen valores xeolóxicos singulares. Abrigueiros naturais que son acubillo e leito de elementos arqueolóxicos de orixe prehistórica e medieval; abeiro para o pastoreo comunal e, ata hai ben pouco, albergue de obradoiros de cantería artesanal, como a "Casa do Demo". Cavidades que son orixe e morada dun rico patrimonio inmaterial, expresado en numerosas lendas populares e nun amplo abano de seres mitolóxicos a elas asociados. Estes verdadeiros monumentos etnográficos e o seu entorno natural deben conservarse inalterados.

· O aproveitamento multifuncional da Serra que fan moitas Comunidades de Montes, veciños e particulares, mediante actividades sustentables e rendibles, que crean as condicións necesarias para a agricultura e a gandería ecolóxicas, e que manteñen viva a identidade do rural. A súa economía sustenta, ademais, valiosas actividades dos centros culturais das parroquias, dinamizando a cultura do pobo.

· O pastoreo de gando ceibe: cabalos, vacas, ovellas e cabras. A existencia de greas de cabalos do monte galegos permite a celebración de dous Curros: o de Vincios e o de Morgadáns. Esta raza equina autóctona está en perigo de extinción, e o Real Decreto 1682/1977 establece a súa protección especial.

· As augas superficiais e subterráneas da Serra, que abastecen ao encoro de Zamáns e ás traídas de auga potable da veciñanza de todo o seu entorno.

· O valor social que ten a Serra, nun territorio tan poboado como é o Val Miñor, Vigo, A Louriña, o Baixo Miño e O Morrazo, como lugar idóneo para actividades de lecer (sendeirismo; colleita de cogumelos), deportes de natureza (escalada; carreiras de orientación) e actividades culturais (estudio e divulgación da riqueza natural, histórica e social do lugar).

Reclamamos que as administracións públicas acometan a protección da Serra dun xeito real e eficaz. No ano 2008, o Conselleiro de Medio Ambiente da Xunta de Galicia e os alcaldes dos Concellos da zona anunciaron a ampliación do Parque Natural do Monte Aloia a todo o cordal da Serra do Galiñeiro. Foi unha declaración baleira. No ano 2009, a Comisión de Espazos Naturais da Axenda 21 do Concello de Gondomar avalou as razóns da ampliación e apoiouna. Pero, a día de hoxe, os poderes públicos abandoaron ese obxectivo. No ámbito local, só os Concellos de Vigo e O Porriño clasifican nos seus Plans Xerais de Ordenación Municipal a súa parte da Serra como Solo Rústico de Protección de Espazos Naturais. O Concello de Gondomar parece seguir o mesmo camiño. Pero a Xunta de Galicia non manifesta intención ningunha de protexer este valioso lugar. Mentras tanto, a degradación da Serra continúa, e multiplícanse o número e o alcance das ameazas que penden sobre ela.
 
Invitamos a toda a cidadanía, entidades (colectivos, asociacións, comunidades, clubes) e particulares, a tomar parte neste esforzo colectivo Pola protección da Serra do Galiñeiro. A vosa participación con traballo, ideas ou un simple apoio é necesaria para salvagardar as riquezas naturais, culturais e sociais da Serra e conseguir a súa protección definitiva.

1 de abril de 2013

PRÓXIMO ROTEIRO: OS CAMINHOS DA SERRA DE QUEIXA

PROXIMO ROTEIRO: OS CAMINHOS DA SERRA DE QUEIXA

Os próximos dias 13 e 14 de Abril da AMAL imos trilhar os caminhos da Serra de Queixa.

Partindo da aldeia de Requeijo, na que resonam nas suas pedras as histórias da Guerrilha Antifranquista e no recordo colectivo nomes como o do Mário de Langulho, subiremos aos altos da Serra de Queixa polo velho caminho da seitura que levava as vizinhas do lugar às "malhadas", chairas no alto da montanha onde se cultivavam os cereais, o qual nom vai deixar de impresionar-nos, ao alcançar alturas que quase chegam aos 1.600 m.

Faremos um percurso circular, pretendendo fazer noite na aldeia da Hedreira mas, por se as condiçoes dos rios nom no-lo permitissem de novo, como aconteceu na Marcha de Janeiro, carregaremos com as nossas tendas de campismo para improvisar um outro lugar. Se todo for como previsto, o Domingo 14 caminharemos os Montes do Samiom que conectam com a Serra de Queixa numha impresionante formaçom montanhosa, a Cença, que deixa aos seus pés o belido vale da Queixelinha. Assim remataremos este roteiro, de novo na aldeia de Requeijo onde, de seguro será um plazer compartilhar umha parrafada com algumha das suas vizinhas. 

Dificuldade: meia-alta
Km: Valoraremos o percurso segundo as condiçoes dos rios e o grupo de montanheiras que nos reunamos.
Equipa necessária: O percurso será circular, fazendo noite na montanha. Polo tanto, para além da roupa necessária para o frio e a água, necessitaremos comida para os dous dias e saco-cama. Compre anotar-se com antelaçom para organizar o número de tendas necessárias.

Tlfe contacto: 687 913 857

18 de março de 2013

Roteiro polas Fragas do Eume: Imos festexar a vitoria do movimento popular em contra da mina de "andalucita".

O vindouro 30 de março as montanheir@s de Ferrolterra realizaremos um roteiro comarcal polas Fragas do Eume. Com este roteiro imos festexar a vitoria do movimento popular em contra da mina de "andalucita". O movimento ani-mina, no que companheir@s de AMAL de Ferrolterra estiverom a trabalhar, paralizou definitivamente a destruiçom dumha parte das Fragas do Eume com a pretendida criaçom dumha mina a ceu aberto de "andalucita".

O roteiro será o sábado 30 de Março e combinamos ás 14h na casa do concelho de As Neves dende nos achegaremos até o ponto de saida do mesmo en Goente. Para mais informaçom contatade com o 649 536 270.

19 de fevereiro de 2013

Colectivos e organizaçons sociais sentam as bases para criar um movimento de oposiçon à minaria selvagem na Galiza

As diversas organizaçons e colectivos que participaram no primeiro "Encontro Galego sobre os impactos da Minaria", que se celebrou o sabado 16 de fevereiro em Teo, remataram a jornada com o compromisso de criar uma rede de trabalho de para constituir um movimento global de oposiçonà minaria selvagem na Galiza.

Antes de atingir este compromisso, abordou-se a problemática dos impactos da minaria desde diversos pontos de vista: jurídico, ecologista, geológico, técnico, económico e agrário. A encarregado de abrir a jornada foi a professora da Universidade de Santiago, Alva Nogueira, que centrou a sua interven em explicar as leis que avalizam as exploraçons mineiras na Galiza e o modo de utilizar a legislaçonpara recorrer as concessões e licencias. Alva Nogueira afirmou a necessidade de forçar à Xunta a utilizar todas as ferramentas legais das que dispom relatórios de impacto ambiental ou declaraçons de projecto industrial estratégico para impedir projectos mineiros que ponham em perigo o médio ambiente, o território ou o tecido sócio-económico dos âmbitos onde se desenvolvem.

A seguinte mesa de palestrantes centrou a sua intervençonno impacto da minaria no meio ambiente. O biólogo Serafín González, presidente da Sociedade Galega de História Natural, achegou cifras interessantes que demonstram que se está arrasando o nosso país com exploraçons mineiras a céu aberto pela permisividade política que existe para este tipo de actividades extractivas. Não em vão, na Galiza extrai-se 50% da lousa para telhados do mundo. O presidente do Instituto Universitário de Geoloxia, Xoán Ramón Vidal Romaní, recordou que a lousa também se extrai em países vizinhos, como França, onde não se faz a céu aberto como na Galiza, senão através de minaria subterrânea, com muito menos impacto no entorno. Por isso, Vidal Romaní perguntou-se se realmente é necessário que produzamos a metade da lousa mundial a costa da devastación que isto supóm.

Para justificar esta sobreexplotación de efeitos ecológicos e paisagísticos irreversíveis, Serafín González explicou que a Câmara Mineira da Galiza e a Xunta amparam-se em dados contraditórios sobre a geraçonde emprego e riqueza: enquanto que a primeira afirma que a minaria na Galiza mantém 10.000 postos de trabalho, a segunda cifra estes em 7.000. Ambas mentem interesadamente, tal e como revelou o professor de Economia da Universidade de Santiago, Xoán Doldán, pois os dados do Instituto Galego de Estatística ao respeito revelam que, em 2010, na Galiza havia 4.549 postos de trabalho relacionados com a minaria, os quais desceram ainda mais nos últimos anos devido ao declive do sector da construção.

Doldán assinalou que a actividade mineira só regista os benefícios directos obtidos da sua actividade, mas na sua contabilidade não computan os custes sociais e ambientais nem a curto nem a longo prazo, gastos que sempre acaba pagando o erario público e sofrendo as pessoas que vivem no rádio de influência das minas. Também nom computan as subvençons públicas milionário que levam estas empresas, algo ao que se opôs rotundamente Xoán Ramón Vidal Romaní, que afirmou que "devem ser as empresas mineiras as que gerem riqueza para a Galiza com a sua actividade, e nom Galiza a que gere riqueza para estas empresas".

O projecto mineiro para extrair ouro em Corcoesto ocupou um bom anaco da atençon dos participantes. Enquanto que Serafín González achegou dados sobre a contaminaçon que geraria, o engenheiro de minas Emilio Menéndez advertiu que se trata de uma exploraçon a muito curto prazo e puramente especulativa, pois só é rendível neste intre pelo bico atingido pelo preço do ouro. Neste senso, Menéndez lembrou que enquanto que o ouro se cota agora a 1.690 $ a onza, em 2000 o seu preço era de 250 $. Quando a crise económica comece a remeter, o preço do ouro baixará e deixará de ser rendível a extracçon em Corcoesto, pelo que a sua permanência de seguro que será inferior aos dez anos que promete a empresa explotadora, Edgewater Exploration. Face a este tipo de minería especulativa e em curto prazo que extrai minerais e metais innecesarios; Menéndez advogou por uma minaria sustentável no tempo, respeitosa com o entorno, geradora de riqueza a longo prazo e baseada na utilidade e necessidade das suas extracçons. Longe disto, o projecto para Corcoesto prevê destruir 50% do território da parroquia, imposibilitando a exploraçon florestal e agrária que se vem fazendo agora nessas terras e a escassos metros de habitaçons habitadas que passarão a ser inhabitables.

A secretária geral do Sindicato Labrego Galego, Isabel Vilalba Seivane, fechou as intervençons advertindo do impacto irreversível sobre os sectores agrogandeiros, e denunciou a "cultura colonial" que leva aos nossos governos a fomentar uma actividade económica em curto prazo e com data de caducidade que só beneficia o lucro de uma empresa privada e gera umas dúzias de empregos temporárias; face a outra permanente, que mantém vivo o meio rural e da que depende totalmente o território agredido porque mantém milhares de postos de trabalho e supóm o meio de vida de milhares de famílias. Vilalba concretizou a conivencia do poder político com as empresas mineiras tirando a colación a Lei do Solo, do ano 2010, que autorizou as actividades extractivas em solo de especial protecçom agropecuaria, até entóm proibidas.

Sem dúvida, o primeiro "Encontro Galego sobre o Impacto da Minaria" deixou bem claro que Galiza se enfronta a uma problemática que se dá ao longo de todo o seu território e, de um modo ou outro, afecta a toda a cidadania ameaçando amplos espaços e sectores sócio-económicos. Daí o compromisso das organizaçons e colectivos participantes de callar um movimento amplo e global que responda a esta problemática de modo integral. Por isso, na próxima semana seguirám produzindo-se encontros para concretizar e fazer realidade esta iniciativa.

X Acampamento de Verao

Como todos os últimos fins de semana do verao, reunimo-nos num par de jornadas de convívio, caminhadas, lezer e conversa, que servirá...