24 de novembro de 2009

SOBERANIA É DEMOCRACIA




Recollemos o manifesto de Causa Galiza pola soberania nacional para o povo galego da vindeira manifestaçom do 6 Dezembro de 2009. O acto vai-se celebrar em Compostela e irá acompanhado dumha romaria popular na Alameda com concertos e jantar incluido. Para mais informaçom consultade o web de Causa Galiza: causagaliza.org

Nem Autonomia, nem constituiçom espanhola,

nem Estatuto de naçom:

Galiza pola Autodeterminaçom

O projecto espanhol acha-se em plena ofensiva contra os direitos nacionais da Galiza e do resto de naçons submetidas à dominaçom imposta pola Constituiçom de 1978. Hoje, trinta e um anos depois da aprovaçom do texto pactuado com o franquismo polas principais forças espanholas, a supervivência da Naçom Galega acha-se em perigo.

O Estado espanhol após três décadas tentando impor umha implacável assimilaçom da Galiza nom cessa na sua tentativa hegemónica de aniquilar-nos como Povo e como Naçom. Para poder atingir estes objectivos necessita acelerar a destruiçom dos sinais medulares da nossa identidade.

Contrariamente ao que o sistema afirma, a raquítica descentralizaçom administrativa contemplada nessa constituiçom e o posterior Estatuto de Autonomia de 1981 tenhem-se demonstrado eficaces ferramentas para aprofundar e perpetuar a nossa exploraçom económica, opressom cultural e dominaçom política.

Qualquer reforma tendente a incrementar competências ou aparentar avançar no “autogoverno” nom som mais que manobras diversionistas para desviar atençom sobre a nossa carência de soberania, e para procurar melhorar o nosso “encaixe” no seio desta cárcere de povos chamada Espanha, que nega direitos fundamentais como o de autodeterminaçom.

Para poder solucionar os enormes problemas económicos, sociais, culturais, meio-ambientais, que padece o povo trabalhador galego e a Galiza é necessário superar a opressom nacional a que nos submete o capitalismo espanhol.

Após quatro anos de governo PSOE-BNG continuista com o fraguismo, a recuperaçom de Sam Caetano polo PP activou a implementaçom de umha beligerante estratégia espanholista que se pudor pretende destruir o nosso idioma e cultura. Nesta intolerante atmósfera de agressom contra a língua nacional da Galiza promovida polos sectores mais extremistas o PSOE activa a guerra do topónimo da Corunha.

Simultaneamente a grave crise estrutural capitalista fai recair sobre a classe trabalhadora, a imensa maioria do nosso povo, as nefastas conseqüências de um modelo socio-económico que provoca um cada vez maior desigual distribuiçom da riqueza e a marginalizaçom e empobrecimento da nossa pátria.

Esta adversa conjuntura só se pode entender pola claudicaçom da direcçom do nacionalismo institucional com o projecto espanhol. Polas suas práticas entreguistas que lamentavelmente deslocárom amplos sectores populares à desmobilizaçom e aceitaçom de políticas timoratas e acomplexadas.

Perante este panorama cumpre procurar amplas convergências de todas as forças e activistas políticos e sociais que consideramos que Galiza é umha Naçom com direitos inalienáveis, que é o Povo Galego o único sujeito legítimo para decidir o seu destino, que a mobilizaçom e organizaçom popular é a melhor garantia para evitar sermos absorvidos por Espanha.

Causa Galiza apela a todas as galegas e galegos que desde parámetros patrióticos e de esquerda consideram que chegou a hora de ocupar a rua e fazer frente a ofensiva espanhola a aderir a esta iniciativa difundindo que o exercício de autodeterminaçom é a chave para umha Galiza soberana.

Hoje, quando celebram a sua constituiçom que conculca os nossos direitos básicos impossibilitando decidirmos livremente o nosso futuro, nós nom temos nada que celebrar e muito que demandar.

Galiza, 6 de Dezembro de 2009.

Falo como irmá aos povos cheios de esperança



Falo como a irmã para os povos cheios de esperança

Falo como a irmã para os povos cheios de sereias,
falo envolta nos lenços entre os que dormes,
falo por dentro das consciências e dos dias,
falo para cada uma das almas que caminha comigo a novo passo.

Falo como irmã para os povos cheios de sereias,
colgando da minha pele chegam barcos todos os dias.
Desde o norte frio do fim do mundo
conto histórias que um dia outros sonharam.

Nas cantigas velhas da memoria escrevo,
escrevo na onda do mar que buscou meu amigo,
escrevo na onda do mar que busca o samba.

Partilhando com a lua
pensamentos que penduram dos cabelos
caminho sobre uma e outra pedra
e no meio mesmo da pedra
encontro um caminho cheio de esperança.

Não sou de longe nem de perto,
nem do sol ou da lua nova.

Levo colados à pele muitos anacos duma memória escindida
A memória que fugiu nos barcos e nas expedições,
a memória de milhões e milhões de escravas,
a memória dos povos que éramos antes da invasão dos tempos.

Caminham ao meu rente muitos homens,
também caminham mulheres e cavalos.
Se as nossas palavras são as mesmas,
se os nossos sofrimentos também são os mesmos.
Se é que temos a mesma dor nas feridas,
se é que eu sou a irmã da lua,
se é que eu falo como uma irmã.

Abaixo os puristas,
todas as pessoas com o seu alento para criar, todas,
todo o feio, suxo e infértil, todo,
os erros, as incorreções, todas,
as nações sem protocolo nem carta de felicitações ao senhor diretor, todas.
Abaixo os puristas, não quero saber da vida que não é libertação

E que venham através de mim muitas vozes,
vozes longo tempo silenciadas,
vozes de inumeráveis nações escravas,
porque quero ser a vossa voz,
a calor do vosso rosto,
a lua nova da madrugada.

Junto à estrela da manha
debuxarei de novo a vida
para cantar com todas as vozes que habitam nos nossos olhos,
para cantar também aos que estão por vir
para humilhar uma a uma todas as gerações,
para que venham outras nascidas de areia,
para seguir vivendo o tempo eterno da palavra.

Falo como a irmã para os povos cheios de sereias,
falo envolta nos lenços entre os que dormes,
falo por dentro das consciências e dos dias,
falo para cada uma das almas que caminha comigo com novo passo.

Na fronte levo milhões de estrelas,
nas mãos uma canção eterna,
Caminho rompendo as cadeias
impostas à liberdade da minha mente,
e começo tudo com um sim,
porque neste tempo de emergência e calamidade pública
falta ainda a resposta.

Oh Wall Street lameiro luminoso,
deixa sair já a voz da civilização enterrada no ouro preto,
deixa aboiar a longa noite que nos fixo renascer com a lua,
deixa que soprem os berros do presente ao passado num futuro incerto,
deixa nascer as flores sobre as estrelas novas
penduradas deste infinito céu.

Falo como a irmã para os povos cheios de sereias,
falo envolta nos lenços entre os que dormes,
falo por dentro das consciências e dos dias,
falo para cada uma das almas que caminha comigo com novo passo.

Iolanda Gómis Parada

SOBERANIA É DEMOCRACIA

Recollemos o manifesto de Causa Galiza pola soberania nacional para o povo galego da vindeira manifestaçom do 6 Dezembro de 2009. O acto vai-se celebrar em Compostela e irá acompanhado dumha romaria popular na Alameda com concertos e jantar incluido. Para mais informaçom consultade o web de Causa Galiza: causagaliza.org

Nem Autonomia, nem constituiçom espanhola,

nem Estatuto de naçom:

Galiza pola Autodeterminaçom

O projecto espanhol acha-se em plena ofensiva contra os direitos nacionais da Galiza e do resto de naçons submetidas à dominaçom imposta pola Constituiçom de 1978. Hoje, trinta e um anos depois da aprovaçom do texto pactuado com o franquismo polas principais forças espanholas, a supervivência da Naçom Galega acha-se em perigo.

O Estado espanhol após três décadas tentando impor umha implacável assimilaçom da Galiza nom cessa na sua tentativa hegemónica de aniquilar-nos como Povo e como Naçom. Para poder atingir estes objectivos necessita acelerar a destruiçom dos sinais medulares da nossa identidade.

Contrariamente ao que o sistema afirma, a raquítica descentralizaçom administrativa contemplada nessa constituiçom e o posterior Estatuto de Autonomia de 1981 tenhem-se demonstrado eficaces ferramentas para aprofundar e perpetuar a nossa exploraçom económica, opressom cultural e dominaçom política.

Qualquer reforma tendente a incrementar competências ou aparentar avançar no “autogoverno” nom som mais que manobras diversionistas para desviar atençom sobre a nossa carência de soberania, e para procurar melhorar o nosso “encaixe” no seio desta cárcere de povos chamada Espanha, que nega direitos fundamentais como o de autodeterminaçom.

Para poder solucionar os enormes problemas económicos, sociais, culturais, meio-ambientais, que padece o povo trabalhador galego e a Galiza é necessário superar a opressom nacional a que nos submete o capitalismo espanhol.

Após quatro anos de governo PSOE-BNG continuista com o fraguismo, a recuperaçom de Sam Caetano polo PP activou a implementaçom de umha beligerante estratégia espanholista que se pudor pretende destruir o nosso idioma e cultura. Nesta intolerante atmósfera de agressom contra a língua nacional da Galiza promovida polos sectores mais extremistas o PSOE activa a guerra do topónimo da Corunha.

Simultaneamente a grave crise estrutural capitalista fai recair sobre a classe trabalhadora, a imensa maioria do nosso povo, as nefastas conseqüências de um modelo socio-económico que provoca um cada vez maior desigual distribuiçom da riqueza e a marginalizaçom e empobrecimento da nossa pátria.

Esta adversa conjuntura só se pode entender pola claudicaçom da direcçom do nacionalismo institucional com o projecto espanhol. Polas suas práticas entreguistas que lamentavelmente deslocárom amplos sectores populares à desmobilizaçom e aceitaçom de políticas timoratas e acomplexadas.

Perante este panorama cumpre procurar amplas convergências de todas as forças e activistas políticos e sociais que consideramos que Galiza é umha Naçom com direitos inalienáveis, que é o Povo Galego o único sujeito legítimo para decidir o seu destino, que a mobilizaçom e organizaçom popular é a melhor garantia para evitar sermos absorvidos por Espanha.

Causa Galiza apela a todas as galegas e galegos que desde parámetros patrióticos e de esquerda consideram que chegou a hora de ocupar a rua e fazer frente a ofensiva espanhola a aderir a esta iniciativa difundindo que o exercício de autodeterminaçom é a chave para umha Galiza soberana.

Hoje, quando celebram a sua constituiçom que conculca os nossos direitos básicos impossibilitando decidirmos livremente o nosso futuro, nós nom temos nada que celebrar e muito que demandar.

Galiza, 6 de Dezembro de 2009.

11 de novembro de 2009

Roteiro polo Courel


Cara a devesa da Cerva (ou de Montouto)



SÁBADO 21 DE NOVEMBRO:


Rota circular de aproximadamente 16 km desde a aldeia do Soldom, O Mazo, a Devesa da Cerva o linde administrativo com Leom, (questionado e em demanda de revisom pelos vizinhos), as canteiras e volta com diferentes alternativas. Teremos soutos, rios, flora de ribeira, ruínas do património etnográfico (velho mazo), solares castrejos, devesa, monte (Montouto 1542m).

Para chegar a aldeia do Soldom indo desde Lugo ou Monforte há que ir a Quiroga, atravesar a vila e a saida, ja fora do nucleo urbano, e direccom a Valdeorras, colher à esquerda direcçom a Fisteus e Outeiro, aldeia anterior O Soldóm. A considerar que a 3 kilometros e pico de Quiroga hai que collhr un cruze a deieita (atençom aos sinais).

DOMINGO 22 DE NOVEMBRO:

O domingo 22 será para achegar-nos à fervença de Vieiros e as aldeias da Seara, Ferramulín e Hórreos. Subiremos até Hórreos, aldeia que volta a estar habitada depois de muitos anos de abandono, cruzando um Souto que vai desde a aldeia de Ferramulín.

O sabado a volta do roteiro estamos combidados a um magosto polo vecinho da aldeia de Horreos.

INDICAÇONS:

A saida: Às 9:30 desde a aldeia do Soldom.

Dificuldade: Meia-alta.

Quen vaia sexta feira (venres): Durme-se na aldeia de Vieiros ( a 6 Kms aproximadamente depois do Soldom, umha vez passada a Seara). Ali haverá que perguntar polo Quico, quem estará à noitinha. A saída do sábado permanecerá igual: às 9:30 desde a aldeia do Soldom.

A TER EM CONTA:

-Na aldeia non há cobertura de telefonia movil.

-Levar roupa e calzado axeitado para o frio e a auga/neve, por si acaso. Tambem o necesario para durmir ( tenda, saco, colchoneta-esterilha) quente, sem pasar frio, que fara.

-Levar a comida que consideredes necesaria para os dous dias.

-A saida a patear sera as 9:30 horas. Ser puntuais que ao serán faise noite axinha e non nos sobrara o tempo. Ter en conta, quem nom vaia durmir Sexta -Féira, que dende Quiroga leva chegar arriba meia hora, dende Monforte mais dunha hora, dende Vigo arriba de duas horas e meia...
Telefone de contacto: 652 551 391

Ferreira do Maço

Fervença de Vieiros

O Soldón nevado
o
Mapa da zona

4 de novembro de 2009

CONHECE A TERRA E DEFENDE-A DA DESFEITA!


A Agrupaçom de Montanha “Augas Limpas” organiza várias marchas anuais de conhecimento directo da Terra, recuperaçom da memória histórica e desfrute da sua riqueza natural. Mas também de denúncia das muitas agressons que padece, a maos de Espanha e do capitalismo, que estragam o património de todos em favor do lucro imediato.
Canteiras, parques eólicos, AVE, autovias, eucaliptizaçom, cementeiras... aproximam-nos mais à desfeita definitiva e roubam o nosso território por um monte de euros.

Une-te a nós para gozar desta Terra e para assinalar os responsáveis da desfeita.

Estas som as marchas da AMAL para Outono, Inverno e Primavera:

-Novembro: marcha pola serra do Courel, ameaçada polas canteiras.

-Dezembro: Visita aos montes de Coirós, pola rota da guerrilha antifascista.

-Janeiro: Cabeça de Maceda.

-Março: Marcha pola Galiza oriental: Os Oscos.

-Abril: serra do Jurês, a raia seca entre Galiza e Portugal.

Podes inscrever-te no nosso correio electrónico.

25 de outubro de 2009

Roteiro por Mondonhedo





Olá a tod@s,

Lembrar-vos que o 24 de Outubro é o roteiro de Mondonhedo. Para facilitar as cousas às pessoas que venham de longe, disponibilizamos um albergue (3 ourinhos noite) para o dia anterior. Apenas há que confirmar datas. Mais singelo impossível!!!

Contacto: 630 350 045

Informaçom sobre o roteiro de Mondonhedo do 24 de Outubro de 2009

Duración: 7h 30 min aprox. entre 15-20 km

O roteiro começa na área recreativa da Fervença, no vrao fai funçom de piscina fluvial, (situada a 3km do centro) mui de moda ultimamente pola próxima contruiçom dumhas mini-centrais. Subimos por um caminho que recorre à beira do rio Tronceda no que ascenderemos a ladeira dum monte (um par de costas pronunciadas) ate chegar à parróquia de Tronceda, próxima ao limite con Abadim.

Dende ali poderemonos achegar até um dos pontos mais altos do concelho, A Toxiza, ubicada na zona que e conhecida como a Fraga Velha (LIC da serra do Gistral) lugar onde estivo fuxido o mítico guerrilheiro antifranquista Luis Trigo Chao " O Gardarrios". Próxima a esta zona havia um cruzeiro em honra ao jefe da Falanxe, asasinado por unha partida de anti-franquistas.


No transcurso deste tramo onde poderemos observar os enormes destroços cometidos e os que ainda estam por se cometer no nome do PROGRESO.

Na Toxiza, subiremos um pouco mais até alcançar a Pena da Roca (o segundo ponto mais alto do concelho),umha vez alí desceremos até a parróquia de Sam vicente,onde foron axusticiados alguns disidentes do regime (a esta altura teriamos que atravesar a n-634).

Dende Sam Vicente até a zona do Valinhadares (recebe ese nome polo rio que banha esas ladeiras) o percurso discorre polo antigo caminho norte e por umhas pistas,despois de atravessar unha antiga louseira chegaremos ata o salto do coro, umha pequena cascada num entorno fermoso.

Por último,acabaremos o roteiro colhendo umha pequena parte da rota da auga, atravessaremos umha pequena ladeira dum monte, até finalizar numha fonte que há o lado da praça da catedral.


Saúde e Terra

21 de outubro de 2009

Falo como irmão aos povos cheios de esperança



Falo como a irmã para os povos cheios de esperança

Falo como a irmã para os povos cheios de sereias,
falo envolta nos lenços entre os que dormes,
falo por dentro das consciências e dos dias,
falo para cada uma das almas que caminha comigo a novo passo.

Falo como irmã para os povos cheios de sereias,
colgando da minha pele chegam barcos todos os dias.
Desde o norte frio do fim do mundo
conto histórias que um dia outros sonharam.

Nas cantigas velhas da memoria escrevo,
escrevo na onda do mar que buscou meu amigo,
escrevo na onda do mar que busca o samba.

Partilhando com a lua
pensamentos que penduram dos cabelos
caminho sobre uma e outra pedra
e no meio mesmo da pedra
encontro um caminho cheio de esperança.

Não sou de longe nem de perto,
nem do sol ou da lua nova.

Levo colados à pele muitos anacos duma memória escindida
A memória que fugiu nos barcos e nas expedições,
a memória de milhões e milhões de escravas,
a memória dos povos que éramos antes da invasão dos tempos.

Caminham ao meu rente muitos homens,
também caminham mulheres e cavalos.
Se as nossas palavras são as mesmas,
se os nossos sofrimentos também são os mesmos.
Se é que temos a mesma dor nas feridas,
se é que eu sou a irmã da lua,
se é que eu falo como uma irmã.

Abaixo os puristas,
todas as pessoas com o seu alento para criar, todas,
todo o feio, suxo e infértil, todo,
os erros, as incorreções, todas,
as nações sem protocolo nem carta de felicitações ao senhor diretor, todas.
Abaixo os puristas, não quero saber da vida que não é libertação

E que venham através de mim muitas vozes,
vozes longo tempo silenciadas,
vozes de inumeráveis nações escravas,
porque quero ser a vossa voz,
a calor do vosso rosto,
a lua nova da madrugada.

Junto à estrela da manha
debuxarei de novo a vida
para cantar com todas as vozes que habitam nos nossos olhos,
para cantar também aos que estão por vir
para humilhar uma a uma todas as gerações,
para que venham outras nascidas de areia,
para seguir vivendo o tempo eterno da palavra.

Falo como a irmã para os povos cheios de sereias,
falo envolta nos lenços entre os que dormes,
falo por dentro das consciências e dos dias,
falo para cada uma das almas que caminha comigo com novo passo.

Na fronte levo milhões de estrelas,
nas mãos uma canção eterna,
Caminho rompendo as cadeias
impostas à liberdade da minha mente,
e começo tudo com um sim,
porque neste tempo de emergência e calamidade pública
falta ainda a resposta.

Oh Wall Street lameiro luminoso,
deixa sair já a voz da civilização enterrada no ouro preto,
deixa aboiar a longa noite que nos fixo renascer com a lua,
deixa que soprem os berros do presente ao passado num futuro incerto,
deixa nascer as flores sobre as estrelas novas
penduradas deste infinito céu.

Falo como a irmã para os povos cheios de sereias,
falo envolta nos lenços entre os que dormes,
falo por dentro das consciências e dos dias,
falo para cada uma das almas que caminha comigo com novo passo.

8 de outubro de 2009

Roteiro por Mondonhedo





Olá a tod@s,

Lembrar-vos que o 24 de Outubro é o roteiro de Mondonhedo. Para facilitar as cousas às pessoas que venham de longe, disponibilizamos um albergue (3 ourinhos noite) para o dia anterior. Apenas há que confirmar datas. Mais singelo impossível!!!

Contacto: 630 350 045

Informaçom sobre o roteiro de Mondonhedo do 24 de Outubro de 2009

Duración: 7h 30 min aprox. entre 15-20 km

O roteiro começa na área recreativa da Fervença, no vrao fai funçom de piscina fluvial, (situada a 3km do centro) mui de moda ultimamente pola próxima contruiçom dumhas mini-centrais. Subimos por um caminho que recorre à beira do rio Tronceda no que ascenderemos a ladeira dum monte (um par de costas pronunciadas) ate chegar à parróquia de Tronceda, próxima ao limite con Abadim.

Dende ali poderemonos achegar até um dos pontos mais altos do concelho, A Toxiza, ubicada na zona que e conhecida como a Fraga Velha (LIC da serra do Gistral) lugar onde estivo fuxido o mítico guerrilheiro antifranquista Luis Trigo Chao " O Gardarrios". Próxima a esta zona havia um cruzeiro em honra ao jefe da Falanxe, asasinado por unha partida de anti-franquistas.


No transcurso deste tramo onde poderemos observar os enormes destroços cometidos e os que ainda estam por se cometer no nome do PROGRESO.

Na Toxiza, subiremos um pouco mais até alcançar a Pena da Roca (o segundo ponto mais alto do concelho),umha vez alí desceremos até a parróquia de Sam vicente,onde foron axusticiados alguns disidentes do regime (a esta altura teriamos que atravesar a n-634).

Dende Sam Vicente até a zona do Valinhadares (recebe ese nome polo rio que banha esas ladeiras) o percurso discorre polo antigo caminho norte e por umhas pistas,despois de atravessar unha antiga louseira chegaremos ata o salto do coro, umha pequena cascada num entorno fermoso.

Por último,acabaremos o roteiro colhendo umha pequena parte da rota da auga, atravessaremos umha pequena ladeira dum monte, até finalizar numha fonte que há o lado da praça da catedral.


Saúde e Terra

18 de setembro de 2009

Acampamento de montanha 2009: Defesa da Terra, formaçom, festa e militância

Preme no cartaz para o ver de perto

Os dias 18, 19 e 20 de setembro som as datas para o acampamento de montanha 2009.

Este é a segunda ediçom do Acampamento de Montanha. Neste 2009 organizamos três jornadas de conhecimento directo da serra, longe dos barulhos habituais, e numha comarca que nom se salvou das cuiteladas das grandes infraestruturas, a Seabra.

Desta vez deslocamo-nos ao sul-leste do território galego, a Luviám, tristemente de actualidade por ser um dos tramos desse AVE tam destrutivo com a nossa terra. Umha infraestrutura que consome milheiros de euros e arrasa com o meio natural, vilas e aldeias.

A construçom do AVE destrozará os montes e bosques de Luviam para fazer umha obra nom necesaria para @s galeg@s; um meio de transporte elitista que contribuirá como muitas outras á desfeita do nosso pais em beneficio duns poucos.

Na linha que vimos defendendo de AMAL, tencionamos que os encontros sirvam para conhecer directamente a Terra e livrar-nos de tanta ignoráncia que ainda arrastamos sobre ela; para saber das agressons que padece, e das melhores maneiras de combater os expoliadores que estám a ameaçar a Galiza; para debater e formar-nos; e demostrar que formas de vida anti-consumistas som possíveis. Por suposto, também apostamos pola diversom, mas procurando fugir do lazer encadeado ao dinheiro, à incomunicaçom e às drogodependências.

Como chegar?

Disponibilizamos os horarios de comboio desde Ourense para se achegar a Luviam e voltar o domingo:

Ourense-Luviam----------------- Quinta-Féira 17 de Setembro às 17:25
Ourense-Luviam ---------------- Sexta-Féira 18 de Setembro às 20:10
Luviam-Ourense----------------- Domingo 20 de Setembro às 18:10

Desde AMAL recomendamos que vaiades em transporte público, a pé ou em bicicleta. De precisar vir em transporte privado, compartilhádeo com outras pessoas que tenham pensado ir.

Programaçom do Acampamento 2009:

Resumo 6ª feira
10:00 Recibimento
11:00 Saída rota do Castro das Muradellas. Dificuldade baixa
16:00 Trabalhos na zona de campismo
20:00 Palestra: História e língua da comarca e da Galiza irredenta em geral. Com Mário Pereiro e Xavier Xil.
22:00 Ceia
22:30 Jogos
Resumo sábado
8:00 Alvorada
8:30 Almorço
9:30 Roteiro + formaçom em reconhecemento de plantas
19:00 Palestra: Soverania alimentar. Lidia Senra (Sindicato Labrego Galego)
21:00 Ceia
22:00 Foliada com gaiteir@s, pandereteir@s, tamborileir@s, acordeonistas ... e algumha sorpresa.
Resumo domingo
8:00 Alvorada
8:30 Almorço
9:30 Gincana
14:00 Jantar + recolhida
16:00 Palestra: As consecuências do AVE. Marta (autora do vídeo "O AVE: de Barcelona a Galiza")
17:30 Finalizaçom da actividade
18:10 Trem de volta

Como anotarse?

A dia de hoje podes anotar-te enviandonos um correio a aguaslimpas@gmail.com ou chamando ao 988 280 400 (de 9h a 14h). Faino quanto antes porque precisamos ja a listagem de asistentes para preparar as actividades, comida, etc. O preço das jornadas som 20 Euros para afrontarmos gastos de comida e alojamento.

Que precisas?

Por suposto, tenda de campanha e roupa de monte (apenas botas, prendas resistentes e mudas, deixa-te de marcas e consumo de logos comerciais). Umha linterna, se podes uns prismáticos, navalha... . Nom te preocupes da comida, que disso já se encarrega a organizaçom. Ainda que che pareça mentira, nom precisas praticamente dinheiro, porque na montanha consume-se pouco. Umhas poucas moedinhas por se precisas fazer umha chamada de urgência dum telefone público (no monte tampouco se precisa móbil).

Isso si: som obrigatórias as ganas de andar, de conhecer a nossa Terra e energias para contribuir a esta comunidade de resistência polo nosso país.

Podedes consultar na nossa própria página (no lateral arriba) as entradas do "acampamento de montanha" do ano pasado.

Imagens do concelho de Luviam:




Imagem da aldeia de Luviam

Luis Caruncho, gaiteiro e zanfonista que participou na foliada do acampamento do ano passado, fixo este video-clip de música tradicional com o seu grupo Os Carunchos onde podemos ver o mapa comarcal coa toponímia do pais e ao propio Luis tocando e dançando na Seabra; Comarca onde se fai o acampamento este ano. A letra cantada é original de Manuel Maria do poema Galicia do seu libro Os soños na gaiola de 1968:




Acampamento de montanha 2009: Defesa da Terra, formaçom, festa e militância

Preme no cartaz para o ver de perto

Os dias 18, 19 e 20 de setembro som as datas para o acampamento de montanha 2009.

Este é a segunda ediçom do Acampamento de Montanha. Neste 2009 organizamos três jornadas de conhecimento directo da serra, longe dos barulhos habituais, e numha comarca que nom se salvou das cuiteladas das grandes infraestruturas, a Seabra.

Desta vez deslocamo-nos ao sul-leste do território galego, a Luviám, tristemente de actualidade por ser um dos tramos desse AVE tam destrutivo com a nossa terra. Umha infraestrutura que consome milheiros de euros e arrasa com o meio natural, vilas e aldeias.

A construçom do AVE destrozará os montes e bosques de Luviam para fazer umha obra nom necesaria para @s galeg@s; um meio de transporte elitista que contribuirá como muitas outras á desfeita do nosso pais em beneficio duns poucos.

Na linha que vimos defendendo de AMAL, tencionamos que os encontros sirvam para conhecer directamente a Terra e livrar-nos de tanta ignoráncia que ainda arrastamos sobre ela; para saber das agressons que padece, e das melhores maneiras de combater os expoliadores que estám a ameaçar a Galiza; para debater e formar-nos; e demostrar que formas de vida anti-consumistas som possíveis. Por suposto, também apostamos pola diversom, mas procurando fugir do lazer encadeado ao dinheiro, à incomunicaçom e às drogodependências.

Como chegar?

Disponibilizamos os horarios de comboio desde Ourense para se achegar a Luviam e voltar o domingo:

Ourense-Luviam----------------- Quinta-Féira 17 de Setembro às 17:25
Ourense-Luviam ---------------- Sexta-Féira 18 de Setembro às 20:10
Luviam-Ourense----------------- Domingo 20 de Setembro às 18:10

Desde AMAL recomendamos que vaiades em transporte público, a pé ou em bicicleta. De precisar vir em transporte privado, compartilhádeo com outras pessoas que tenham pensado ir.

Programaçom do Acampamento 2009:

Resumo 6ª feira
10:00 Recibimento
11:00 Saída rota do Castro das Muradellas. Dificuldade baixa
16:00 Trabalhos na zona de campismo
20:00 Palestra: História e língua da comarca e da Galiza irredenta em geral. Com Mário Pereiro e Xavier Xil.
22:00 Ceia
22:30 Jogos
Resuma sábado
8:00 Alvorada
8:30 Almorço
9:30 Roteiro + formaçom em reconhecemento de plantas
19:00 Palestra: Soverania alimentar. Lidia Senra (Sindicato Labrego Galego)
21:00 Ceia
22:00 Foliada com gaiteir@s, pandereteir@s, tamborileir@s, acordeonistas ... e algumha sorpresa.
Resumo domingo
8:00 Alvorada
8:30 Almorço
9:30 Gincana
14:00 Jantar + recolhida
16:00 Palestra: As consecuências do AVE. Marta (autora do vídeo "O AVE: de Barcelona a Galiza")
17:30 Finalizaçom da actividade
18:10 Trem de volta

Como anotarse?

A dia de hoje podes anotar-te enviandonos um correio a aguaslimpas@gmail.com ou chamando ao 988 280 400 (de 9h a 14h). Faino quanto antes porque precisamos ja a listagem de asistentes para preparar as actividades, comida, etc. O preço das jornadas som 20 Euros para afrontarmos gastos de comida e alojamento.

Que precisas?

Por suposto, tenda de campanha e roupa de monte (apenas botas, prendas resistentes e mudas, deixa-te de marcas e consumo de logos comerciais). Umha linterna, se podes uns prismáticos, navalha... . Nom te preocupes da comida, que disso já se encarrega a organizaçom. Ainda que che pareça mentira, nom precisas praticamente dinheiro, porque na montanha consume-se pouco. Umhas poucas moedinhas por se precisas fazer umha chamada de urgência dum telefone público (no monte tampouco se precisa móbil).

Isso si: som obrigatórias as ganas de andar, de conhecer a nossa Terra e energias para contribuir a esta comunidade de resistência polo nosso país.

Podedes consultar na nossa própria página (no lateral arriba) as entradas do "acampamento de montanha" do ano pasado.

Imagens do concelho de Luviam:




Imagem da aldeia de Luviam

Luis Caruncho, gaiteiro e zanfonista que participou na foliada do acampamento do ano passado, fixo este video-clip de música tradicional com o seu grupo Os Carunchos onde podemos ver o mapa comarcal coa toponímia do pais e ao propio Luis tocando e dançando na Seabra; Comarca onde se fai o acampamento este ano. A letra cantada é original de Manuel Maria do poema Galicia do seu libro Os soños na gaiola de 1968:




As consecuencias do AVE na Galiza

Montagem de imagens sobre os efectos das obras do trem de Alta Velocidade Espanhola (AVE) no Val do río Maceiras, no concelho de Redondela. Um ejemplo mais de parroquia galega literalmente destruida polo AVE, obra irracional e nom necesaria para o povo galego:

X Acampamento de Verao

Como todos os últimos fins de semana do verao, reunimo-nos num par de jornadas de convívio, caminhadas, lezer e conversa, que servirá...