3 de outubro de 2012
Resistência ao encoro do Úmia. A razóm como defensa
25 de setembro de 2012
Crónica do Acampamento de montanha 2012
Mais umha vez, AMAL achegou-nos a lugares atípicos para o turismo e sendeirismo convencionais, os quais os tenhem infravalorados, o que provoca o seu uso para parques eólicos, exploraçons de eucalipto, etc. ainda contenhendo um enorme valor natural e paisagístico.
Desenvolvimento do acampamento
A sexta-feira organizou-se umha rota ciclista pola Serra da Madalena com algumhas dificultades derivadas da complexidade do circuito, com abondosas pendentes que fazia esbarar as rodas das bicicletas e obrigavam a estar num alto estado de forma. Ainda com tudo, este esforço veria-se recompensado em grande medida polo espectacular da zona, de grande fermosura e cum bosque livre da invassom de eucaliptos. Mas como nom podia ser doutro jeito, esta impresionante paisagem tem de suportar a eiva dum Parque Eólico no cúmio da Serra, no qual os ciclistas puiderom observar o uso industrial e privado do terreo, aturando a vigilância dos guardas do parque eólico.
O sábado transcurriu o roteiro a pé pola Serra da Martinhá, um lugar único com bosque autóctono e umhas alturas máximas duns 1000 m. dende onde se puido ver cara o Sul as montanhas do Larouco na fronteira com Portugal e cara o Norte o Pico Sacro na comarca de Compostela, aliás de ter aos pés umhas fabulosas vistas do Canom do Sil. O caminho nom foi especialmente duro ao ser umha subida relativamente escalonada e sem muitas pendentes exageradas.
O domingo figérom jogos populares como tiro de corda e tiro contra cartazes cos inimigos do monte galego.
E para rematar figérom-se duas palestras. Na primeira, titulada "Vida e resistência no rural", falou-se da plataforma contra a incineradora do Irijo, dende a qual obervam que a actual detençom do projecto nom tem mais a ver que cumha pretensom eleitoral, pois em quanto a situaçom seja favorável para os interessados com toda seguridade a incineradora será levada a cabo. Na segunda palestra falou o representate dumha cooperativa agrária sobre a vida no rural e o deslocamento do independentismo de cara a novas formas de organizaçom apoiadas no ámbito rural.
Valoraçom dos organizadores
Em geral a valoraçom é moi positiva e cum ambiente inmelhorável tanto nas actividades como nas foliadas nocturnas. A assistência foi dumhas 20 pessoas, menor ca doutros anos por mor de problemas de deslocamento e em grande medida económicos que imposibilitarom a muita gente interessada no acampamento. Aliás, também se notou em falta a presença dos seqüestrados polo Estado dende hai meses Maria e Antom, assim como dos últimos detidos, alguns deles habituais das actividades de AMAL.
Porém as actividades transcurriram com total normalidade e cum comportamento por parte dos integrantes ejemplar mais outro ano AMAL sentiu o acosso policial com carros da “secreta” perguntando por eles nas aldeas da zona mas sem os poder atopar ao nom fazer-se um roteiro publicado com anterioridade. Por outra parte, a diferença doutros anos, este estiverom livres da identificaçom dos assistentes por parte da Guardia Civil.
Próximas actividades
Agora mesmo AMAL está a trabalhar conjuntamente com o reconhecido artista Leandro Lamas na creaçom dum mapa físico-artístico da Galiza prestando especial antençom a serras, cúmios e rios. Nom é seguro, mas possivelmente seja com o Apalpador quando poidamos desfrutar deste mapa.
12 de setembro de 2012
Como chegar ao Acampamento de montanha 2012
Se xa tes decidido ir ao acampamento, liga o antes possível co telefone 988 280 400 (de 9h a 13h) ou escrebe a aguaslimpas@gmail.com . Precisamos saber quantas pessoas imos ser para calcular a comida e bebida do acampamento.
Como chegar a Freás de Canda?
Desde Compostela
Se colhedes a autoestrada desde Lalím cara a Ourense, havedes sair no Reino (a saida seguinte à do alto de Doçom). Ali dades numha rotunda na que fiades, segundo ides, para a frente, atravessando O Reino pola comarcal e ao final da aldeia colhedes à esquerda cara ao Pinhor (cv-400). Logo de 1,5 Kms estades em Cotelas onde tomaredes um ramal cara a esquerda. Freás está a menos dum Km. Alí reparade num sinal, à direita, que indica um area recreativa (ou umhas piscinas), e ide cara alô até o final.
Desde Lugo
Viajaredes até A Barrela pola N-540. No começo da vila ides polo ramal da direita, que dá numha recta, andades uns 500 m e veredes um novo ramal à esquerda que já vos guia até Cea (uns 20 Km). Numha curva no meio da vila, cara a direita sae um desvio indicado cara Oseira e Cotelas. Apanhade-lo e tirades até Cotelas, onde colheredes à direita já cara a Freás que está a menos dum Km. Alí reparade num sinal, à direita, que indica um area recreativa (ou umhas piscinas), e ide cara alô até o final.
Desde Vigo
Achegar-vos pola A-52 até a Vila Podre, como chamava o "Cabanelas" a Ribadávia. Na saída tomades as duas rotundas em direçom Ribadávia e a uns 300m, logo de passar a bomba de gasolina, há um ramal à direita. Tomáde-lo e de imediato há um cruzamento no que virades à esquerda cara ao Sao Cristovo-O Carvalhinho...pola Ou-504. Abandonaremos esta via já em Cea, após percorrer uns vinte kms. Numha curva no meio da vila, cara a direita sae um desvio indicado cara Oseira e Cotelas. Apanhade-lo e tirades até Cotelas, onde colheredes à direita já cara a Freás que está a menos dum Km. Alí reparade num sinal, à direita, que indica um area recreativa ou umhas piscinas, e ide cara alô até o final.
Desde Ourense
Chegades até Cea pola N-525. Entrades na vila e numha curva, cara a direita sae um desvio indicado cara Oseira e Cotelas. Apanhade-lo e tirades até Cotelas, onde colheredes à direita já cara a Freás que está a menos dum Km. Alí reparade num sinal, à direita, que indica um area recreativa ou umhas piscinas...nom lembro bem, e ide cara alô até o final.
7 de setembro de 2012
Recuperar o rural para defender a Terra: Acampamento de montanha 2012
Data: A fim de semana do 21, 22 e 23 de setembro de 2012.
Contato: Telef. 988 280 400 (de 9h a 13h). aguaslimpas@gmail.com
Programa do acampamento
A rota em bici vai-nos achegar até a Serra da Madanela. Subiremos pola cara Norte,bordeando, até o coto do Marco. Desde aqui teremos umha vista quase cenital do Irijo, e estaremos a escassos metros do monte comunal onde a Junta e mais o presidente da câmara municipal deste concelho, Manuel Penedo, maquinam com instalar umha incineradora. Retornaremos através dos eólicos que dominam o monte, passando polo pico mais alto, o Pico Seco, que conta com 938 m. Desde aqui agarda-nos umha forte baixada e voltaremos cara a Freás subindo uns quilómetros depois de passar o rio Arenteiro a umha cota de 465m. Teremos nos conta-quilómetros por volta de 30 kms. Como resumo dizer que será umha rota de dureza alta. Para assistir será necessária umha bici bem de montanha, bem de passeio. Se alguém nom puidesse trazer bici pode consultar no telefone de contacto, pois pode que tenhamos algumha disponível. Telefone: 988280400 (Antom) de 9:00 a 13:00.
16h. Feche do acampamento de montanha 2012.
7 de agosto de 2012
V acampamento de montanha 2012: Serra da Martinhá
Esta serra con orientaçom N-SO acarom da Serra do Faro e alturas que rondam os 1000m (o cúmio mais alto é o Castro ou ou Martinhá 1042m). Nascem o rio Búbal, afluente do Minho, o Oseira e o Mirela e cara o sul o Barbantinho. Formada por rochas graníticas, predomina o monte baixo, turbeiras e algumhas formaçons de árvores caducifolias. É umha serra que sofre o azoute dos incéndios.
Estamos desejosos de percorrer os seus caminhos, conhecer a sua história e beber das suas fontes.
Actualizaremos no web horarios, programaçom, como chegar e conselhos.
3 de abril de 2012
Lume nos montes mais umha vez: Crónica dumha catástrofe anunciada

Agora os políticos voltam coma sempre tratar o assunto como umha catástrofe natural impredecível, levada a cabo por delinqüentes e investindo milheiros de euros na extinçom umha vez que nom se fixo nada para a prevençom. E quando o incêndio avanzou e foi devastador, descobreu-se a incompetência e mala gestom, mentido sobre a realidade porque segundo informaçons directas ardérom arredor de 1000ha (nom 750 como di a Xunta) das quais 400-500 dentro do parque natural, o lume afectou principalmente à zona de reserva; à zona de maior valor ambiental pola flora e fauna que contem.
As primeiras análises dim que o acontecido pode-se qualificar coma um atentado ecológico já que afectou âs fragas melhor conservadas e às zonas onde se assenta um maior número de espécies catalogadas e de espécies subtropicais e o dano ambiental acrescenta-se pola época na que nos atopamos: floraçom e ciclo reprodutivo de moitas espécies de anfíbios e reptis. Se chover a acidez matará as larvas e/ou os ovos.
Qualquer pessoa com sentido comum sabe que a melhor forma de evitar umha catástrofe e a prevençom, assi é recolhido em qualquer manual básico de emergências e assim se fai no caso da seguridade dos prédios, nos barcos, nos automóveis, nos centros desportivos e de lazer, etc. No entanto no caso do monte, a política forestal levada a cabo polo PP e polo bipartito (PSOE-BNG) baseiou-se principalmente no contrário da máxima bem conhecida por todo o mundo: previr antes de curar.
A irracionalidade do atual modelo florestal que esqueze os serviços ambientais e sociais do monte e da biodiversidade, que fomenta os monocultivos e que permitiu a proliferaçom de eucaliptos dentro do parque das fragas do Éume, é conseqüência da miopia dum sistema de luita contra o lume que segue primando a extinçom e o desbaldimento de recursos em lugar de investir em prevençom.
En lugar de investir na prevençom inviste-se nos serviços de extinçom, e actualmente nem isso já que os investimentos nos servizos de incêndios reducirom-se consideravelmente nos últimos anos e quando nom, militarizarom-se delegando no ejército espanhol o trabalho próprio da populaçom civil galega. Incumple-se reiteradamente a Lei de Prevençom de Incêndios Forestais, precariza-se a contrataçom dos serviços de extinçom e avandonam-se terras agrícolas e plantando nelas eucaliptos e pinheiros. Desenha-se umha nova Lei de Montes (ainda um projecto) que dá mais facilidades para a entrada de empressas na exploraçom do monte, reduce as faixas de segurança contra os incêndios arredor dos núcleos de populaçom, generaliza a invasom do eucalipto favorescendo a introduçom massiva de cultivos de agromasa e energéticos nos montes e facilita o cámbio de usso de terras agrárias a usso forestal.
Pensemos por um intre que aconteceria se avandonasemos as cidades? Nom ficariam em ruínas? Nom seriam mergulhadas pola floresta selvagem? Pois bem, o que está a acontecer nos nossos montes é que nom há novas geraçons que mirem por eles que se assentem no rural para aproveitarem os seus recursos respeitando os seus ritmos biológicos. Essa identidade de verdadeira gestom forestal própria dos nossos "velhos" e "velhas" está a desaparescer, sendo desprestigiada polos governantes que olham para o rural e vem apenas os benefícios económicos que traceria sua exploraçom.
Nom pensamos que exista um povo louco que queima os montes. Pola contra cremos que existe sim, umha mao escura que desenha para o monte galego massas de eucliptos para satisfacer as necessidades de ENCE; multitude de parques eólicos em zonas de máxima proteçom; pistas e concentraçons parcelárias em maos de multinacionais madereiras; proxectos mineiros e louseiros que fam estremecer as miradas de quem habitavam esses montes (agora furados e com entulheiras); autoestradas e AVEs que como umha navalhada fam umha fenda de destruiçom e incomunicaçom ali por onde passam; desenho de parques naturais sem plam de ussos, valeiros de contido, orientados à turistificaçom e ao consumo de paisagem verde; e assim mil e um exemplos espalhados pola nossa geografia. Pensamos que estes som os maiores inimigos que tem a nossa Terra e o nosso monte.
Mas nom avonda com combate-los. A nossa identidade colectiva como povo deve ser restaurada. O amor a Terra deve ser a nossa bandeira. Devemos reocupar aos ermos nos que convertemos às nossas aldeias, leiras, prados, soutos e carvalheiras. Desterrar o consumismo e combater o capitalismo.
Mudemos a indignaçom em revolta!
Pola língua, a terra e o mar: Galiza Ceive, Poder Popular!
25 de fevereiro de 2012
Roteiro pola serra do Suido 24 e 25 de Março

Neste roteiro moveremo-nos por un territorio ainda domínio do lobo, no que iremos vendo chozos centenários de pastores de diversa tipologia. Retaremos a atopar foxos de lobo, sitíos com mamoas, cotos con abrigos rochosos e "sesteiros" do gando e vistas ate o mar... Também veremos turbeiras, com os seus endemismos.
A Serra do Suido prolongase cara ao sur na Serra do Faro e cara ao norte nos Montes do Testeiro, formando no seu conjunto a parte sur-ocidental da Dorsal Galega. A serra tem um perfil suave de alti-planicies por riba dos 900m. Destacam as cimas de Coto Minhoto (1051m),Cotos Cornudos (1032m), Porto do Val do home (1014 m), Puza (1025 m) e Vidueiros (943 m).

Info Roteiro:
Sábado 24 de Março:
Dificuldade: meia-baixa
Lugar de encontro/saida: as 10:30 na praça da Igreja da aldeia da Granha, O Covelo. Desde alí desprazamo-nos em carro até o ponto de inicio da rota, distante da aldeia a 5 km/10 minutos.
Distância: 13 Km por caminhos, carreiros e monte travês
Domingo 25 de Março:
Dificuldade: baixa
Distância: 8 Kms por caminhos.
Recomendações: Específicamente calças longas que protexam do mato baixo (toxo etc.), o resto o habitual. Lembrar levar cada quem umha garrafa de água. Levar tendas de campismo já que é provável que acampemos n'A Granha.
Como chegar até A Granha (O Covelo): Indo pola autovia do Porrinho direçom a Ourense, saída do Covelo (mesmo antes do tunel de Canhiza). Logo de 5 kms, confluência coa N120, isleta central, colher à esquerda, direcçom Ponte Areias para já mesmo a 200 metros colher à dereita até O Covelo. Temos que passa-lo todo dereito até Mazeda donde apartaremos à esquerda e a 1400 metros, logo mesmo de cruzar o rio, colher à dereita, subida direcçom (sinalizado) a Granha, colhendo no seguinte cruze, a 800 metros, à dereita e seguido 8 kilometros máis adiante A Granha.
Quen vaia pola autovia desde Ourense lembrar que tem que empregar a saida da Canhiza pois passando o tunel non hai saida da autovia. Também se pode ir até a seguinte saída depois do tunel, a das Neves, para fazer cambio de sentido e voltar pola autovia até a do Covelo.
Mais Info: aguaslimpas@hotmail.com
23 de fevereiro de 2012
Finou o companheiro Xosé Reigosa, "Xosé de Monteferro"

Xose foi a pessoa que nos deu formaçom militante no decrescimento, na crise do petróleo e em xeral na irracionalidade do capitalismo. Encheou de lexitimidade e de argumentos a nossa militância nas conversas posteriores a cada assembléia. A sua capacidade pedagógica conseguia explicar os procesos mais complexos dun xeito simples e compreensível, afastado dos cursos magistrais e egocéntricos tam próprios da academia.
Sem Xosé de Monteferro o movimento ecologista galego fica orfo. Xosé era um referente aglutinador de sensibilidades distintas agrupadas em torno à unidade de acçom pola defesa da Terra. Galiza nom se vende e A ria nom se vende forom uns dos seus campos de acçom e neles demostrou a sua centralidade indispensável para o movimento.
No entanto por parte da militância de AMAL, o que mais queríamos salientar nestas linhas é o que nos doe o coraçom pola ausência do nosso Xosé, a dor que nos causa pensar no seu sufrimento, e o oco que sentimos ao perder este querido amigo.
Para a militância de AMAL os últimos tempos som especialmente duros porque à morte de Xosé temos que sumar a de Martinho que fai, se cabe, mais dolorosa a perda doutro companheiro. Ambos compartiam para nós xunto côa sua referencialidade e carinho, o amor pola nossa Terra e a loita por defendela.

10 de janeiro de 2012
CRÓNICA: SERRA DE SAM MAMEDE, A EDREIRA E MONTES DO SAMIOM
As 11:15 da manha, arrancava a andar o grupo de 6 montanheir@s desde a desembocadura do rio Queixa, fazendo-lhe fronte à giada que cobria toda a paisagem e que deixava umha temperatura que convidava a entrar em calor caminhando.
Seguimos a pista rio arriba, direcçom Sul, e ao pouco tempo passamos por Ferreiria, umha aldeia na que só fica um habitante. Desde aqui viramos cara o Noroeste, seguindo a corga dos torneiros até chegar ao Teixedo, aldeia abandonada desde fai mais dumha década e que fica numha paisagem rodeada por prados, carvalheiras e bidueirais. O caminho atravessa a aldeia e vira cara à dereita para começar a subir pola paragem de As Gorbias.
Esta primeira parte da subida remata numha das entradas ao Bidueiral de Gabim, um pequeno exemplo da fraga que noutoutra cobria toda a serra. Como íamos bem de tempo e folgos, decidimos atravessa-lo e subir depois desde a cara Noroeste por um empinado corta-lumes até o alto de Sam Mamede, chegando assim à quota máxima do roteiro de 1618m. Ainda que o dia nom estava totalmente despejado, no ascenso poidemos desfrutar de fermosas vistas. Aproveitamos o refúgio para jantar, recolhendo-nos assim do vento que começava a soprar.
Depois de repor forças e colher auga na fonte do Santo saimos em sentido Sudeste rodeando o val glaciar no que se assenta a aldeia de Rebordechao, chegando até o alto de Os Petaros, donde colhemos cara o Leste para começar a baixada cara a aldeia abandonada da Edreira, a primeira parte por pistas forestais e a segunda por um pequeno sendeiro que discorre à beira do rio.
Com os últimos instantes de sol chegamos até o refúgio da Edreira no que faríamos noite. Depois dumha rota de algo mais de 30km, quentamo-nos ao carom do lume e de repuxemos folgos cum prato de calhos quente para depois descansar para outra dura jornada de montanha.
Umha vez passados os 1200m, a neve acompanhou-nos em boa parte a jornada. O primeiro alto em coroar foi o Pendedo do Samiom, a 1367m. O dia nom deixava desfrutar muito das vistas, mas ainda assim impressionavam as verticais cuncas divisadas desde o alto. A partir de aqui seguimos cresteando, dirigindo-nos sempre cara ao Norte e deixando à esquerda o val do rio Queixa e à dereita o cordo do Boi, até acadar o alto do Gistral, a 1596m.
Desde aqui, e seguindo um corta-lumes coberto de neve, descendemos até a aldeia das Taboaças, para seguir baixando por um caminho até o rio Queixa. Olvidando as frias temperaturas da auga cruzamos até o outro lado para depois caminhar um pouco pola pista até donde tínhamos os carros. As 16:40 rematava esta segunda jornada de roteiro e depois de comer algo ao quente em Monte de Ramo, despedimo-nos até a seguinte rota.
5 de janeiro de 2012
A Coordenadora INCINERADORA NO IRIXO NON, convoca unha mobilizaçom este sábado

A mobilizaçom será o sábado día 7 de Janeiro às 16:00h horas No Irixo, na estrada que vai de Lalím a Carvalhinho ( OU-902) recta do Abanico (ao lado da Gasolinera). O percorrido será de 1 km, dende o o cruze de partida até a Praça do Concelho. Há estaçom de tren a medio km pertencente a linha Ourense-Corunha. Saída de Compostela: 13:45. Saída de Ourense: 14:36, volta Irixo-Compostela: 20:59, volta Irixo-Ourense: 20:31.
A manifestaçom convocou-se dende a Coordenadora INCINERADORA NO IRIXO NON côa intençom de parar a construçom da nova planta de incineraçom tipo SOGAMA, seria construída com um orçamento que será a metade do que foi o de SOGAMA no seu dia, e gestionado dumha maneira totalmente privada mediante a empresa Estela Eólica.
O objetivo no fundo é contrario ao mantemento da poboaçom no rural xa que é evidente que a implantaçom dumha planta incineradora num concelho fai bem pouco atrativo a implantaçom da poboaçom. Por outra banda nom aposta por setores e modos de vida próprios do rural como a agricultura ou a gandeiria.
As incineradoras estilo Sogama (como a que querem implantar no Irixo) só queren tratar a merda que produz a sociedade de consumo nas cidades lonxe, onde nom moleste; no rural, acrescentando as desigualdades entre o rural-urbano galego e convidando a marchar à vecinhanza para as cidades.
Charla informativa no Carvalhinho
Argumentouse con dados técnicos e oficiais (da propria Xunta) como o modelo de incineraçom proposto é um modelo fracasado e totalmente desfasado. Comentouse cómo nom se fomentam políticas de reduçom, reutilizaçom e reciclagem, e por contra cómo se aposta pola incineraçom como primeira opçom em contra da disposiçom das diretivas europeias. Comentouse como non se cumprem os propósitos que aparecem no “Plan de Residuos de Galicia 2012-2020” de “Responsabilidade do Productor” (quem contamina paga) ou o de “Proximidade e suficiencia” (gestióm dos residuos próxima ás zonas de generaçom).
17 de novembro de 2011
CRÓNICA ROTEIRO ANCARES.
Partimos da aldeia de Búrbia com bastante retraso sobre a hora prevista, e coa dúvida de se daria tempo de ascender até o Mostalhar, o nosso primeiro objectivo. As dúvidas ficárom atrás quando comezçamos a andar acarom do rio Búrbia até chegar ao ponto onde o regato do Vilouso desemboca neste caudal.
A nossa intençom era ascender ao Mostalhar subindo polo val configurado polo citado regato até chegar à crista da serra, e desde ali ganhar a cimeira do emblemático pico, descendo pola outra cara e depois polo mesmo val do rio Búrbia até a anterior confluência de rios, desde onde repetiríamos caminho à inversa até o lugar de Búrbia (aldeia, vale e rio levam o mesmo nome).
A subida polo regato do Vilouso fai-se por um caminho bordeado de carvalhos, que se vam convertendo num autêntico bosque, através do que se podem ver impressionantes penas como a de Soupenadameda.
O caminho remata num sendeiro que sobe polo que agora já é um bosque de carvalhos e acivros, e que nos leva a um lago entre o Mostalhar , o pico de Lagos, e o Corno maldito.
Desde o lago ascendemos até a golada que separa o Corno Maldito e o pico de Lagos, e iniciamos o avanço cara o Mostalhar atravesando toda a crista, e despois de agatunhar e descer a pena denominada Castelim, chegamos à cimeira do Mostalhar.
Um pouco mais abaixo da pedreira segue o carreiro, que remata num caminho que nos levará de novo entre montes escarpados, ao empate do Búrbia co regato do Velouso, e de ali diretamente à aldeia de Búrbia, onde passamos a noite.
O dia seguinte seria o dia do ascenso ao pico Miravales. Dado que nom íamos dispor de todo o dia, escolhêmos a rota com menos desníivel, que é a que parte de Porto Ancares. Até ali subimos nos carros, pois está a bastantes quilómetros de Búrbia e o tempo disponhível era escaso.
Desde Porto Ancares tomamos a crista da serra da Bruteira por onde circulamos sem apenas dificuldade, exceptuando algumha pequena e doada trepada por algum penedo que se interpunha no nosso caminho.
(foto 6 : serra da Bruteira, e o Miravales ao fondo, fotos 7 e 8 : avance pola serra)
Umha vez chegados à base do nosso objectivo, aguardava-nos umha forte subida, ainda que de pouca longitude, que figemos em vinte minutos, e por fim chegamos ao cúmio do Miravales.
(foto 9 : no cumio do Miravales)
Já na descida caminhamos cara ao Sul, co Cuinha de frente, e em pouco mais de hora e média chegamos outra vez aos carros;despois de alguns breves estiramentos e algumha mudança de roupa, dimos por rematado o nosso roteiro polos Ancares.
(foto 10 : descida do Miravales. De fondo: o Cuinha , foto 11 : sem título)
X Acampamento de Verao
Como todos os últimos fins de semana do verao, reunimo-nos num par de jornadas de convívio, caminhadas, lezer e conversa, que servirá...

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Crónica da luita que a vecinhanza do Umia sostida contra a imposiçom do encoro de Caldas:
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Como todos os últimos fins de semana do verao, reunimo-nos num par de jornadas de convívio, caminhadas, lezer e conversa, que servirá...