19 de fevereiro de 2013

Colectivos e organizaçons sociais sentam as bases para criar um movimento de oposiçon à minaria selvagem na Galiza

As diversas organizaçons e colectivos que participaram no primeiro "Encontro Galego sobre os impactos da Minaria", que se celebrou o sabado 16 de fevereiro em Teo, remataram a jornada com o compromisso de criar uma rede de trabalho de para constituir um movimento global de oposiçonà minaria selvagem na Galiza.

Antes de atingir este compromisso, abordou-se a problemática dos impactos da minaria desde diversos pontos de vista: jurídico, ecologista, geológico, técnico, económico e agrário. A encarregado de abrir a jornada foi a professora da Universidade de Santiago, Alva Nogueira, que centrou a sua interven em explicar as leis que avalizam as exploraçons mineiras na Galiza e o modo de utilizar a legislaçonpara recorrer as concessões e licencias. Alva Nogueira afirmou a necessidade de forçar à Xunta a utilizar todas as ferramentas legais das que dispom relatórios de impacto ambiental ou declaraçons de projecto industrial estratégico para impedir projectos mineiros que ponham em perigo o médio ambiente, o território ou o tecido sócio-económico dos âmbitos onde se desenvolvem.

A seguinte mesa de palestrantes centrou a sua intervençonno impacto da minaria no meio ambiente. O biólogo Serafín González, presidente da Sociedade Galega de História Natural, achegou cifras interessantes que demonstram que se está arrasando o nosso país com exploraçons mineiras a céu aberto pela permisividade política que existe para este tipo de actividades extractivas. Não em vão, na Galiza extrai-se 50% da lousa para telhados do mundo. O presidente do Instituto Universitário de Geoloxia, Xoán Ramón Vidal Romaní, recordou que a lousa também se extrai em países vizinhos, como França, onde não se faz a céu aberto como na Galiza, senão através de minaria subterrânea, com muito menos impacto no entorno. Por isso, Vidal Romaní perguntou-se se realmente é necessário que produzamos a metade da lousa mundial a costa da devastación que isto supóm.

Para justificar esta sobreexplotación de efeitos ecológicos e paisagísticos irreversíveis, Serafín González explicou que a Câmara Mineira da Galiza e a Xunta amparam-se em dados contraditórios sobre a geraçonde emprego e riqueza: enquanto que a primeira afirma que a minaria na Galiza mantém 10.000 postos de trabalho, a segunda cifra estes em 7.000. Ambas mentem interesadamente, tal e como revelou o professor de Economia da Universidade de Santiago, Xoán Doldán, pois os dados do Instituto Galego de Estatística ao respeito revelam que, em 2010, na Galiza havia 4.549 postos de trabalho relacionados com a minaria, os quais desceram ainda mais nos últimos anos devido ao declive do sector da construção.

Doldán assinalou que a actividade mineira só regista os benefícios directos obtidos da sua actividade, mas na sua contabilidade não computan os custes sociais e ambientais nem a curto nem a longo prazo, gastos que sempre acaba pagando o erario público e sofrendo as pessoas que vivem no rádio de influência das minas. Também nom computan as subvençons públicas milionário que levam estas empresas, algo ao que se opôs rotundamente Xoán Ramón Vidal Romaní, que afirmou que "devem ser as empresas mineiras as que gerem riqueza para a Galiza com a sua actividade, e nom Galiza a que gere riqueza para estas empresas".

O projecto mineiro para extrair ouro em Corcoesto ocupou um bom anaco da atençon dos participantes. Enquanto que Serafín González achegou dados sobre a contaminaçon que geraria, o engenheiro de minas Emilio Menéndez advertiu que se trata de uma exploraçon a muito curto prazo e puramente especulativa, pois só é rendível neste intre pelo bico atingido pelo preço do ouro. Neste senso, Menéndez lembrou que enquanto que o ouro se cota agora a 1.690 $ a onza, em 2000 o seu preço era de 250 $. Quando a crise económica comece a remeter, o preço do ouro baixará e deixará de ser rendível a extracçon em Corcoesto, pelo que a sua permanência de seguro que será inferior aos dez anos que promete a empresa explotadora, Edgewater Exploration. Face a este tipo de minería especulativa e em curto prazo que extrai minerais e metais innecesarios; Menéndez advogou por uma minaria sustentável no tempo, respeitosa com o entorno, geradora de riqueza a longo prazo e baseada na utilidade e necessidade das suas extracçons. Longe disto, o projecto para Corcoesto prevê destruir 50% do território da parroquia, imposibilitando a exploraçon florestal e agrária que se vem fazendo agora nessas terras e a escassos metros de habitaçons habitadas que passarão a ser inhabitables.

A secretária geral do Sindicato Labrego Galego, Isabel Vilalba Seivane, fechou as intervençons advertindo do impacto irreversível sobre os sectores agrogandeiros, e denunciou a "cultura colonial" que leva aos nossos governos a fomentar uma actividade económica em curto prazo e com data de caducidade que só beneficia o lucro de uma empresa privada e gera umas dúzias de empregos temporárias; face a outra permanente, que mantém vivo o meio rural e da que depende totalmente o território agredido porque mantém milhares de postos de trabalho e supóm o meio de vida de milhares de famílias. Vilalba concretizou a conivencia do poder político com as empresas mineiras tirando a colación a Lei do Solo, do ano 2010, que autorizou as actividades extractivas em solo de especial protecçom agropecuaria, até entóm proibidas.

Sem dúvida, o primeiro "Encontro Galego sobre o Impacto da Minaria" deixou bem claro que Galiza se enfronta a uma problemática que se dá ao longo de todo o seu território e, de um modo ou outro, afecta a toda a cidadania ameaçando amplos espaços e sectores sócio-económicos. Daí o compromisso das organizaçons e colectivos participantes de callar um movimento amplo e global que responda a esta problemática de modo integral. Por isso, na próxima semana seguirám produzindo-se encontros para concretizar e fazer realidade esta iniciativa.

13 de fevereiro de 2013

Galiza está a ponto de se converter em uma grande mina a céu aberto

Desde ria-as Baixas até o interior de Lugo e Ourense, a Xunta de Galicia está aprovando dezenas de enormes projetos mineiros, muitos deles altamente poluentes. Serafín González, presidente da Sociedade Galega de História Natural e pesquisador do CSIC, acha que deixar via livre às multinacionais mineiras de todo mundo será uma sentença de morte para a Galiza: suporá a destruição de patrimônio natural, cultural e paisajístico, a contaminaçom do meio, e um grande risco para a saúde das pessoas.

Quais som as ameaças que enfrenta a Galiza?
  1. O exemplo mais conhecido até agora é o de uma enorme mina a céu aberto para extrair ouro (mal 1,6 gramas por tonelada de rochas) em Corcoesto (A Corunha). A extraçom de ouro nom só deixaria grandes feridas na terra: pela cada quilo de ouro, além de consumir-se 128 kg de cianuro no processo, se gerariam 4.000 toneladas de resíduos e escombros que conteriam, finamente molido e muito soluble, 250 kg. de arsênico antes "atrapado" dentro das rochas e pouco soluble. Mas Corcoesto seria só o primeiro de uma série de projetos de megaminería: a mesma multinacional canadense Edgewater quer explodir também a mina das Foxas em Santa Comba e há ao menos outros cinco projetos de explorações mineiras a céu aberto de ouro e de prata em território galego.
  2. Uma multinacional sul-africana está realizando tarefas de prospecçom face à abertura de uma mina de coltám e terras raras na Serra do Galinheiro, em Vigo, que teria um enorme impacto ambiental, paisajístico e populacional, já que o espaço projetado da mina afeta diretamente a vários núcleos de população. Em uma mina semelhante localizada em Baotou (Chinesa), as toxinas decorrentes da exploraçom acabaram envenenando a água, os cultivos e aos próprios habitantes, de acordo com um relatório da Agência Reuters do ano 2010.
  3. No meio do Parque Natural das Fragas do Eume, um dos locais mais belos e mágicos da Galiza, se planeja a abertura de uma mina de andalucita a tão só 50 metros do limite do Parque Natural, na confluência do rio principal e alguns de suas afluentes.
  4. A Xunta de Galicia tem uma "aposta decidida pela busca de jazigos de gás natural não convencional", segundo o Diretor Xeral de Indústria, Enerxía e Minas. Isto é, uma aposta decidida pela fratura hidráulica ("fracking"), uma técnica de extraçom enormemente agressiva e perigosa, que consiste em perfurar e injetar a pressom grandes volumes de água (90%), arena (9,5%) e produtos químicos (0,5%), alguns de grande toxicidade, no subsolo para fraturar as camadas de xistos ou lousa e fazer aflorar à superfície o gás que contêm estas rochas. É impossível recuperar todo o volume de água e produtos químicos poluentes injetados na cada um dos poços, se envenenando assim chãos e acuíferos. Também nom se consegue atrapar todo o gás que se liberta das rochas, pelo que até um 3-8% passa diretamente à atmosfera agravando o efeito invernadeiro.
  5. A Xunta de Galicia nom só quer permitir novas exploraçons: por causa do aumento dos preços a nível mundial querem ser reaberto antigas minas de metais por toda Galiza, tanto as que ainda mantêm em vigor os direitos mineiros como aquelas para as que se declarou sua caducidad e que a Xunta quer reativar as sacando a concurso público, como já ocorreu nas províncias da Corunha (ao menos 10 pedidos aprovados ou em trâmite para minas de estaño e wolframio) e Ourense.
A Xunta vende estas atuaçons à populaçom galega como uma "oportunidade de criaçom de postos de trabalho". Mas nom tem interesse algum em divulgar as terríveis conseqüências que esta intensiva atividade mineira pode ter no futuro e, ignorando as muitas vozes na contramão, aprova declarações "exprés" de impacto ambiental pouco rigorosas e sem as devidas salvaguarda (aval bancário e/ou seguro de responsabilidade civil) necessárias para que os contribuintes nom tenhamos que pagar outro possível desastre como o de Aználcollar.

Tanto a minaria a céu aberto como a fratura hidráulica têm amplos efeitos na saúde das pessoas e no médio ambiente, como demonstram numerosas investigaçons de caráter científico e os dados que chegam desde comunidades afetadas em todo mundo. Muitas exploraçons mineiras da Galiza, em marcha ou projetadas, ignoram a área de proteçom necessária para núcleos de populaçom e meios naturais, pelo que é inevitável que estes danos se produzam.

E em definitiva, a Xunta de Galicia nom propóm quais serám os efeitos a nível ambiental e de saúde nas pessoas uma vez estes projetos finalizem sua vida operativa. As empresas se irám, o emprego associado a elas desaparecerá, mas, qual será o alcance do dano para esta geraçom e as futuras? Uns quantos postos de trabalho precários e limitados no tempo nom podem hipotecar o futuro de umha Terra e a saúde de sua gente.

29 de janeiro de 2013

Desenho de Antom Santos

Desde a prisom de Aranjuez chegou a mãos dumha companheira este precioso debuxo de temática montanheira feito polo companheiro Antom Santos. Ainda que dentro do cárcere nom tem acesso a bom material para o debuxo, fai-nos chegar maravilhas como esta. Desde AMAL queremos comparti-lo com tod@s vos.

Antom, vemo-nos no monte! 
Liberdade independentistas!

O L.S. Faíca organiza um roteiro polo rio Jabrinha

O Sábado 16 de Fevereiro as companheiras e companheiros do Faísca botam-se ao monte para conhecer o val do Jabrinha e o seu entorno situado nos montes de Covelo. A riqueza natural e etnográfica que apresenta éste roteiro é das máis importantes da zona polo que paga a pena a súa realizaçom.
Combinara-se as 09:30 no L.S Faísca e é preciso levar roupa para mudarse já que o roteiro percorre o curso do río Jabrinha anegando algún tramo nesta época do ano.

Bota-te ao monte!

22 de janeiro de 2013

O espólio dos metais galegos: Transnacionais procuram lucros através da minaria de metais

As riquezas minerais da Galiza som conhecidas desde antigo. Os Romanos vinhérom e ficárom para explorar o ouro das nossas montanhas. Durante a Segunda Guerra Mundial, o volfrâmio galego foi cobiçado por uns e outros, e boa parte serviu para ajudar a indústria bélica do III Reich. A história da mineraçom é também a história dum espólio. As consequências dumha indústria extractiva agressiva para com o meio, pagamo-las nós. Os benefícios económicos, esses, pouco param por aqui. Várias empresas transnacionais, com a colaboraçom do Governo autónomo, estám a desenvolver dúzias de projetos mineiros na Galiza, com o único objectivo de ganharem mais.

 A Junta da Galiza aumentou perceptivelmente as licenças de investigaçom geológica em território galego, licenças de que empresas transnacionais e fundos de capital de risco estrangeiros som beneficiárias em boa parte. Segundo informaçons publicadas nos últimos meses, até à data fôrom apresentados cerca de 170 pedidos de investigaçom geológica. O jornal La Voz de Galicia (5 de novembro) dedicou um suplemento especial às actividades mineiras, onde se dava conta das investigaçons que a Solid Mines España S.A.U., filial da firma de capital risco canadiana Solid Resources Ltd., está a realizar para extrair coltám, entre outros minerais metálicos. Outros projetos estám em curso. Em Corcoesto há projetos para a explorar ouro; na Serra do Galinheiro, para “terras raras”; em Viana do Bolo, para tantálio. Outros lugares estám a ser prospectados. A lista continua.

O professor de Economia Aplicada da Universidade de Santiago de Compostela, Xoán Doldán, indica que volta a haver interesse nos recursos mineiros galegos, quer na exploraçom de recursos antigos, como o ouro ou o volfrámio, quer de novos recursos, como o tantálio. No caso das antigas exloraçons mineiras, Doldán diz que essas exploraçons “fôrom a dada altura abandonadas porque deixaram de ser rendíveis, mas agora essa riqueza de mineral poderia ser interessante na situaçom do mercado dos metais a nível mundial”. Quanto ao tantálio (ou coltám, que é como se conhece quando vem associado com outros minerais), é especialmente interessante nestes momentos pola sua ligaçom à indústria eletrónica”. Doldán salienta que está a acontecer a nível global algo semelhante ao que acontece com o petróleo e que já se poderia falar dum “pico dos metais”. “Precisamente por essa escassez, jazigos minerais que noutros momentos nom teriam demasiado interesse comercial agora passam a tê-lo”, expom Doldám, “porque o preço desses minerais é o suficientemente alto para que certas exploraçons, ainda que poidam ter um rendimento baixo em termos físicos, fique compensado polos preços que tenhem no mercado".
 Residuos da minária no Maçizo de Trevinca. Foto de roteiro de AMAL

Ouro e cianeto em Corcoesto
O projeto para abrir umha exploraçom de ouro em Corcoesto está a suscitar forte oposiçom entre a vizinhança e é talvez o projeto de mineraçom de metais que está a ser mais falado no País. Meli Souto, da Plataforma na Defensa de Corcoesto, explica que já na época romana se conhecia dos jazigos de ouro nesta zona. Nos anos 90 a Rio Narcea Gold Mines adquiriu os direitos de exploraçom e iniciou as atividades de pesquisa e tramitaçom do projeto. Em 2010 a canadiana Edgewater Exploration Ltd. adquiriu 100% da RNGM, e com isso os direitos do projeto de Corcoesto, com a finalidade de pô-lo em marcha logo que possível. “Os antecedentes som múltiplos, mas a viabilidade do projeto por causa da sua 'rendibilidade' tivo de esperar por umha situaçom económica global favorável, como a que estamos a viver na atualidade”, diz Meli Souto. E acrescenta que “houvo impedimentos para se aceder ao projeto na fase de exposiçom pública, e isso porque a Administraçom considera o projeto como Industrial Estratégico, de modo que dispugemos apenas dum mês para apresentar as alegaçons técnicas e jurídicas, juntamente com o Projeto de Exploraçom, o Estudo de Impacto Ambiental e o Plano de Restauraçom”.

Os movimentos ambientalistas mostram-se mui críticos com que se esteja a tramitar simultaneamente a declaraçom desta mina como Projeto Industrial Estratégico. Nela Aguiño, da Verdegaia, explica que “a recente ‘Lei Industrial de Galicia’ (13/2011) permite acelerar todos os trámites dos projetos considerados estratégicos e a avaliaçom ambiental fai-se polo método abreviado. Parece feita por medida para dar via livre a todas as desfeitas”. A “nom sujeiçom a licença urbanística municipal” ou “a declaraçom de prevalência sobre outras utilidades públicas” som algumas das vantagens que estabelece o artigo 42º desta lei para favorecer os projetos declarados estratégicos. Umhas das condiçons da legislaçom para que um projeto seja considerado estratégico é que este produza 250 postos de trabalho. No mês de junho, o presidente da Xunta afirmava que a nova exploraçom da mina de ouro em Corcoesto geraria 1.371 postos de trabalho. O professor Doldán diz-nos que essas cifras som falsas, pois que “em nengum documento a empresa fornece tais cifras e dá outras, das quais se deduz que nom vam chegar a esses 250, possivelmente nem se chegue aos 100 postos”.

Por outro lado, som múltiplos os efeitos prejudiciais que a mineraçom do ouro tem sobre o ambiente. As águas, sobretodo as subterrâneas, podem ser contaminadas por cianeto (substância empregada para separar o ouro), os cursos dos rios sofrerem alteraçons, as nascentes podem secar e aumentarám as emissons de rádon. Segundo expom Nela Aguiño, “as verqueduras de materiais pesados (níquel, arsénico ou chumbo) ultrapassam os limites legais. Estes metais som arrastados polas águas de escoamento e vam parar ao rio Anlhons”.

Serra do Galinheiro
O de Corcoesto é um exemplo da cobiça que está a despertar a riqueza mineira no nosso país. Mas nom é o único. A Plataforma pola Defesa da Serra do Galinheiro acaba de apresentar alegaçons ao projeto de investigaçom do potencial mineiro em terras raras que neste espaço pretende realizar a sociedade de investidores sulafricanos Umbono Capital. Segundo a Plataforma, de cada tonelada de mineral extraído e tratado obtenhem-se entre 50 e 500 gramas de óxidos de terras raras. Serám usados produtos tóxicos, alguns contendo elementos radiativos, que poderiam acabar por filtrar para o subsolo. No caso da Penouta, em Viana do Bolo, é a canadiana Pacific Strategic Mineral a interessada em extrair tantálio dumha mina que fechou nos anos 80. Aqui foi a Sociedade Galega de História Natural que saiu nos meios de comunicaçom (os meios espanhóis chegárom a mencionar este lugar como “o Congo espanhol”) para denunciar que a exploraçom mineira estava situada num lugar protegido.
Serra do Galinheiro. Foto de roteiro de AMAL
Mineraçom sustentável?
Por definiçom, a atividade mineira é agressiva para com o meio. Perguntado pola possibilidade dumha minaria sustentável, o professor Xoán Doldán afirma que “a única mineraçom sustentável seria aquela em que, umha vez que som extraídos os minerais, o emprego destes se prolongasse o máximo possível”. Deste jeito, Doldán crê que há que “pensar umha mineraçom diferente, umha mineraçom do lixo. Pensar nessas outras jazidas de materiais que som os aterros ou as instalaçons de tratamento do lixo, pois acontece muitas vezes que se queima o lixo sem se aproveitarem esses materiais”.

Texto de A.L. publicado no xornal Novas da Galiza número 121 (02/02/2013).

20 de janeiro de 2013

CRÓNICA DA 34ª MARCHA DA AMAL: SAM MAMEDE


O Sábado 19 de Janeiro partiu a 34ª Marcha da AMAL para trilhar, mais umha vez, os caminhos do Maciço galego. As duras condiçoes meteorológicas previstas nom conseguirom achantar às montanheiras, que começarom o caminho na boca do rio Queixa na barragem de Chandreja de Queixa, com a certeza de que ia ser necessário mudar o percurso previsto por causa dos rios nom terem cabimento nas suas bácias. A rota original planejava fazer noite na aldeia da Edreira, para o que cumpria atravessar o corgo da Boqueira, afluente do Edreira que, tras várias achegas fai o rio Queixa. A possibilidade de isto nom ser factível e mesmo de que o refúgio da Edreira nom estivesse em boas condiçoes para fazer a noite, animou-nos a mudar a rota para meter-lhe o dente ao cúmio  de Sam Mamede (1.616 m).

Começou o caminho polo vale do Queixa: regueiros de penas descem agudos polas abas lambidas dos glaciares que noutrora ocuparom estas terras; o rio impetuoso lavra um dos vales mais fundos do Maciço, e acompanhou-nos bruando até a aldeia da Ferreiria onde começamos a subir polo caminho que transcorre paralelo à corga de Torneiros, um ascenso por umha fraga belida de alvos bidueiros, avondosos acivros e liques viçosos que vestem os carvalhos. A meio caminho a chuva persistente mudou em silandeira neve e, em cousa de umha hora, o branco engalanou o bidueiral, de jeito que ao chegar a aldeia abandonada de Teixedo todo era áuga aos nossos pes.

Por caminhos anegados continuamos a rota que, por riba dos 1.300 metros bordeia a fraga por pistas cobertas de neve, onde perdemos o aconchego do vento que nos presenteava a floresta. Acompanhará-nos desde entom um frio intenso que nom tiraremos dos nossos corpos até bem andado o descenso. As montanheiras demos fé das prediçoes metereológicas de alertas máximas e ciclogéneses explosivas, e comprovamos nos próprios corpos a dureza da montanha. No cúmio de Sam Mamede um forte vento carregado de neve gélida impedia-nos enxergar ao nosso redor; com dificuldade podiamos erguer as nossas cabeças para olhar-nos no caminho. Impossível nestas condiçoes tirar a foto de equipa no cúmio: malia que procuramos faze-lo na capela do Santo, o vento louco que semelhava aparecer desde todas as direçoes nom no-lo ia permitir.
Nestas condiçoes procuramos o refúgio que se atopa nas imediaçoes da capela, que encontramos em melhor estado que na rota de Janeiro de 2012. Ali pudemos petiscar algo, mas o intenso frio empurrou-nos a reanudar rapidamente a marcha, percorrendo durante aproximadamente 2 Km a crista de Sam Mamede até o Alto da Fornosinha, onde começamos o belido caminho de descenso que nos levaria de novo a aldeia da Ferreria, bulindo para espilir o frio por um caminho de neve, enquanto aos poucos nos foi acolhendo nas suas saias a montanha.

Rematou assim mais umha marcha da Agrupaçom, na que pudemos viver de perto a afouteça da montanha, que nos tinha preparada umha dura rota por causa do clima. Como sempre, o convívio ledo que nos procuram estas nossas aventuras e a nossa paixom polos cúmios desta Nossa Terra, fizeram deste roteiro umha belida marcha, animando-nos sem dúbida a repetir o Maciço, que percorreremos na próxima Marcha pola Serra de Queixa e o Samiom, para o próximo mês de Março, aguardando que, desta vez sim, as condiçons nom no-lo impidam.

11 de janeiro de 2013

34ª MARCHA: Sam Mamede - Montes do Samiom. 19-20 Janeiro

O Maciço Galego está formado por umha serie de serras mais ou menos desordenadas, mas que obedecem a dous limites bem definidos por acidentes geográficos: polo Norte o encaixotamento do Rio Sil e polo Oeste a Falha de Maceda coas depressons de Verim e Maceda. Podemos considerar como os conjuntos montanhosos principias a Serra de Sam Mamede, a Serra da Queixa e os Montes do Invernadouro, malia que existam derivaçons destas de grandes dimensons como o Fial das Corças, os Montes do Samiom ou a Serra da Pena. A máxima altitude é a Cabeça Grande de Maceda, com 1.782 m, na Serra de Queixa.
A rocha dominante é o granito de duas micas, agás no Sul, onde abundam os xistos e as quarcitas. Durante a Era quaternária estivo coberto de glaciares que, como poderemos ver, deixaram numerosas pegadas em toda a zona (circos glaciares, morredeiras, vales de artesa,...)

Ao ser umha superfície tam ampla e com o relevo tam variado topamos ecosistemas muito diversos, tanto de tipo mediterráneo (vale do Bibei) como atlántico, ainda que está muito degradado polas queimas e os bosques ficam reduzidos a pequenas superfícies no fundo dos vales e nas abas das montanhas.

No futuro vamos prestar atençom ao bloco que formam a Serra de Sam Mamede, a Serra da Queixa e Os Montes do Samiom, por ser alvo das futuras expediçons de Janeiro e Março. A de Sam Mamede presenta umha orientaçom NO-SE e é a parte ocidental do maciço. Forma ángulo recto coa Queixa (NE-SO) e com os Montes do Samiom (NE-SO). A máxima altitude é Sam Mamede com 1.616 m. A destacar os formosos bosques de bidueiros que se situam nas abas orientadas cara o oeste, com exemplares centenários. O Bidueiral de Monte de Ramo distingue-se polas suas dimensons,  pola altitude à que está situado (entre os 1.000 e 1.600 m) e por ser um dos bidueirais situados mais ao Sul da Galiza.

O sábado 19 de Janeiro, o nosso caminho percorrerá o vale do rio Queixa, que escava um dos vales mais grandes do maciço, entre as impressionantes formaçons da Serra de Sam Mamede e os montes do Samiom. Desde a aldeia da Ferreiria, vestígio dumha indústria artesanal metalúrgica no coraçom do maciço, subiremos até a aldeia abandonada de Teixedo e desde ali poderemos caminhar até a fraga do Meixom, se quadra a mais representativa do bidueiral de Monte de Ramo. De novo no vale, caminharemos à beira do Queixa até a aldeia de Edreira, onde faremos noite.
No vértice onde se unem as três formaçons (Sam Mamede, Queixa e Samiom) nascem inúmeros regatos dominados polo Edreira que trás varias achegas formará o rio Queixa, que morre na barragem de Chandreja de Queixa. O percorrido polo vale do Queixa desde o ponto de partida, na cola da barragem, até a aldeia da Edreira é de 10 km. Mediremos as forças das montanheiras para desviarmo-nos desta rota e trilhar os caminhos das abas orientais de Sam Mamede cara o bidueiral, mas podemos falar, aproximadamente, dumha caminhada duns 20 Km para esta primeira jornada.

Faremos noite na aldeia da Edreira, por onde nom poderemos passar sem fazer alusom a história das combatentes que lá moraram até que, no ano 1.949, logo de ser traizoadas polo PCE e ante um forte recrudescimento da ofensiva fascista contra a Guerrilha, cairam em combate contra a Guardia Civil.
A aldeia da Edreira estivo conformada por umha soa casa, a da família Galám, e foi comandaria no coraçom do Maciço dos grupos Guerrilheiros que operavam na Terra de Caldelas e de Trives, no que luitarom nomes que ressoam na memória colectiva das vizinhas da zona, como o de Mario de Langulho, “O Mário”, e muitas outras boas e generosas. A casa da Edreira foi umha dessas centos que ao longo da nossa geografia sostivo a resistência fronte ao fascismo espanhol, a qual nom seria possível sem os miles de pessoas anónimas que fizeram de enlaces, informadoras, subministradoras  de roupa, alimentos e outros recursos,... as que abriram as portas das suas casas às combatentes como a irmás. Nom se pode entender a magnitude da resistência sem atender à profunda rede que tecia na nossa sociedade, sobre laços de solidariedade, irmandade e comunidade. Estes foram, naquela altura, o principal inimigo para a instauraçom do fascismo espanhol, como o som, a dia de hoje, para a imposiçom definitiva na Nossa Terra de Espanha e do capital.   

Por isso nom foi casual a crueldade com a que a Guardia Civil assassinou às pessoas que lá moravam junto com as guerrilheiras que se topavam naquel momento, algumhas depois de ser transladadas a Corunha e julgadas pola “lei de fugas”, para logo queimar a casa e as palheiras e derrubar a ponte. Hoje a Edreira é um conjunto de grossas paredes de pedra e fortes pilares sobre o rio, já que da queima só se salvou a capela, que logo foi utilizada como cabana de pastoras e refúgio de montanheiras, e supom-se que nas imediaçons do lugar há umha fosa comum com os corpos de 4 a 6 pessoas, entre os que se topariam Francisco Galam e algumhas das suas familiares, mortas como represália polo seu apoio à guerrilha.

Nom poderemos passar pola Edreira sem fazer sentida homenagem às que lá perderam a sua vida como às que a arriscam, a dia de hoje, no nome dos mesmos ideais. Aliás, nom pode haver paragem mais belida para sentir com nós às que nom estám e para tirar do silêncio a memória que nos roubaram.
Foto do anterior roteiro de AMAL pola zona no 2012
O Domingo 20 começaremos a manhá refrescando-nos nas augas do rio da Edreira, que é necessário cruzar tirando as botas e as calças, polo que recomendamos levar algo para secar-se (pode ser umha toalha pequena, incluso para compartilhar entre várias montanheiras). Logo começará o ascenso polos Montes do Samiom, desde onde nos embeleiçaram as vistas, à esquerda de Sam Mamede e à direita de Queixa, com Maceda ao fundo. Após umha caminhada de aproximadamente 15 Km, chegaremos ao Xistral, o ponto mais elevado do Samiom, com 1.594 m, para logo descer a aldeia de Taboaças, onde procuraremos algumha história da guerrilha ou, se quadra, do Lobisome, o Romasanta, umha lenda que percorre a Serra desde que a meados do XIX sucederam-se vários assassinatos no lugar. Desde aqui já fica um curto caminho até o ponto de partida, onde poremos fim a mais umha marcha da AMAL.

Marcha: Sam Mamede – Montes do Samiom
  • Dificuldade: Média-alta
  • Datas: Sábado 19 Janeiro.....20 km. Domingo 20...15 Km
  • Equipa necessária: Roupa de montanha apropriada para as condiçons meteorológicas, comida para 2 jornadas, saco e esterilha, toalha pequena.
  • Combinaremos: De carro às 9h em Monte de Ramo, junto ao bar que está na praça frente ao mosteiro.
  • Para anotar-se: Ou consultar qualquer dúvida no tlfe. 687 913 857. Faremos noite num refúgio no que colhem 10 pessoas. Cumpre anotar-se com antelaçom, por se for necessário levar tendas de campismo a maiores.
CRONICA DO ROTEIRO

O Sábado 19 de Janeiro partiu a 34ª Marcha da AMAL para trilhar, mais umha vez, os caminhos do Maciço galego. As duras condiçoes meteorológicas previstas nom conseguirom achantar às montanheiras, que começarom o caminho na boca do rio Queixa na barragem de Chandreja de Queixa, com a certeza de que ia ser necessário mudar o percurso previsto por causa dos rios nom terem cabimento nas suas bácias. A rota original planejava fazer noite na aldeia da Edreira, para o que cumpria atravessar o corgo da Boqueira, afluente do Edreira que, tras várias achegas fai o rio Queixa. A possibilidade de isto nom ser factível e mesmo de que o refúgio da Edreira nom estivesse em boas condiçoes para fazer a noite, animou-nos a mudar a rota para meter-lhe o dente ao cúmio  de Sam Mamede (1.616 m).


Começou o caminho polo vale do Queixa: regueiros de penas descem agudos polas abas lambidas dos glaciares que noutrora ocuparom estas terras; o rio impetuoso lavra um dos vales mais fundos do Maciço, e acompanhou-nos bruando até a aldeia da Ferreiria onde começamos a subir polo caminho que transcorre paralelo à corga de Torneiros, um ascenso por umha fraga belida de alvos bidueiros, avondosos acivros e liques viçosos que vestem os carvalhos. A meio caminho a chuva persistente mudou em silandeira neve e, em cousa de umha hora, o branco engalanou o bidueiral, de jeito que ao chegar a aldeia abandonada de Teixedo todo era áuga aos nossos pes.


Por caminhos anegados continuamos a rota que, por riba dos 1.300 metros bordeia a fraga por pistas cobertas de neve, onde perdemos o aconchego do vento que nos presenteava a floresta. Acompanhará-nos desde entom um frio intenso que nom tiraremos dos nossos corpos até bem andado o descenso. As montanheiras demos fé das prediçoes metereológicas de alertas máximas e ciclogéneses explosivas, e comprovamos nos próprios corpos a dureza da montanha. No cúmio de Sam Mamede um forte vento carregado de neve gélida impedia-nos enxergar ao nosso redor; com dificuldade podiamos erguer as nossas cabeças para olhar-nos no caminho. Impossível nestas condiçoes tirar a foto de equipa no cúmio: malia que procuramos faze-lo na capela do Santo, o vento louco que semelhava aparecer desde todas as direçoes nom no-lo ia permitir.


Nestas condiçoes procuramos o refúgio que se atopa nas imediaçoes da capela, que encontramos em melhor estado que na rota de Janeiro de 2012. Ali pudemos petiscar algo, mas o intenso frio empurrou-nos a reanudar rapidamente a marcha, percorrendo durante aproximadamente 2 Km a crista de Sam Mamede até o Alto da Fornosinha, onde começamos o belido caminho de descenso que nos levaria de novo a aldeia da Ferreria, bulindo para espilir o frio por um caminho de neve, enquanto aos poucos nos foi acolhendo nas suas saias a montanha.

Rematou assim mais umha marcha da Agrupaçom, na que pudemos viver de perto a afouteça da montanha, que nos tinha preparada umha dura rota por causa do clima. Como sempre, o convívio ledo que nos procuram estas nossas aventuras e a nossa paixom polos cúmios desta Nossa Terra, fizeram deste roteiro umha belida marcha, animando-nos sem dúbida a repetir o Maciço, que percorreremos na próxima Marcha pola Serra de Queixa e o Samiom, para o próximo mês de Março, aguardando que, desta vez sim, as condiçons nom no-lo impidam.

14 de dezembro de 2012

PROGRAMA DE ROTEIROS E ACAMPAMENTO DE MONTANHA - 2013


DE ROTA POLO MACIÇO: Janeiro-Março 2013 
O Maciço Galego está formado por umha serie de serras mais ou menos desordenadas, mas que obedecem a dous limites bem definidos por acidentes geográficos: polo Norte o encaixotamento do Rio Sil e polo Oeste a Falha de Maceda coas depressons de Verim e Maceda. Podemos considerar como conjuntos montanhosos principais a Serra de Sao Mamede, a Serra da Queixa e os Montes do Invernadeiro, malia que existam derivaçons destas de grandes dimensons como o Fial das Corças, os Montes do Samiom ou a Serra da Pena. No futuro vamos prestar atençom ao bloco que formam a Serra de Sao Mamede, a Serra da Queixa e Os Montes do Samiom, por ser alvo das expediçons de Janeiro e Março. A de Sao Mamede apresenta umha orientaçom NO-SE e é a parte ocidental do maciço. Forma ángulo reto com a Queixa (NE-SO) e com os Montes do Samiom (NE-SO). No vértice onde se unem as tres formaçons nascem inúmeros regatos dominados polo Hedreira que após várias achegas formará o rio Queixa. Este escava um dos vales mais grandes do maciço até morrer no encoro de Chandreja de Queixa.

19-20 janeiro: Sao mamede – Samiom
Em Janeiro trilharemos os caminhos dos vales de Sao Mamede partindo da Ferreria e terminando na Hedreira, para ao dia seguinte subir os montes do Samiom atingindo de novo a Ferreria após vadear o rio Queixa.
Dificuldade média.

16-17 Março: Serra de queixa – Samiom
Deixaremos para Março outra rota de dous dias que partirá da aldeia de Requeixo cresteando até atingir a serra da Queixa no pico do Seixo (1706m). Daqui iremos até a Hedreira onde repetiremos durmida para ao dia seguinte atravessar outra volta o Samiom, mas desta vez desviando o rumo cara o Leste dando cabo da ruta de novo em Requeixo, se chegarmos!!
Dificuldade alta.

ANCARES: 31 Maio, 1-2 Junho
A Serra de Ancares é uma sucessom de vales e cristas salientes em que, ocasionalmente, sobressaem barras quartzíticas. Trata-se de um conjunto de vales encaixados paralelos uns aos outros, abertos polos afluentes do rio Navia, como o Ser, Quindous, Vara, Casal, Cervantes ou Valdeparada, ou polos pertencentes à bacia do Sil, como é o caso do Cuinha, Burbia, Telheira e Valcarce. Em grande medida a serra corresponde ao interflúvio Navia-Sil.Umha parte muito importante da serra está ocupada polo monte baixo. Isto mostra a intensa humanizaçom a que estivo submetida ao longo dos séculos. Entre as numerosas espécies dominam as urzes, como a Erica aragonensias, E. cinerea, E. arborea o E. umbelhata ou a Genistelha tridentata. Com elas convivem outras espécies características destas formaçons como as giestas ou os piornos. Ancares reune um conjunto de "fragas" esplêndido. Entre elas som de destacar a Grova Fragosa e Calangros de Brego, no Monte Pena Rúbia; As Monteiras e Cabanavelha, na Serra do Pando e o Abesedo de Donís, no vale do rio Ortigal. Os bosques de Ancares servem de habitat a espécies raras ou em perigo de extinçom como a marta (Martes martes), a galinha do monte (Tetrae urogalhus) ou, esporadicamente, o urso (Ursus arctos).

Este roteiro a Ancares combinará as rotas de montanha com outras polos vales onde apreciar e conhecer a sua viçosa vegetaçom, aproveitando um momento de esplendor como o da primavera. Faremos as noites em albergue, cumpre andar atentas ao nosso blogue onde publicaremos umha informaçom mais detalhada.
Dificuldade média
NA TERRA DE NÁVIA-EU: 1-2-3 Novembro 
AMAL deslocará-se até a Galiza oriental para percorrer a terra de Oscos, no Eo-Návia. A zona de Oscos ronda os 600m de altitude, cumha altitude máxima de 950m. A maior parte da sua povoaçom adica-se à gandeiria, principalmente à produçom de carne de vacum. Tem umha grande riqueza mineral e geográfica, aproveitada historicamente polas suas gentes e patente nos indícios e restos de antigas extraçons de ferro e ouro. Som muitos os muinhos, fraguas e ferreirias que se podem atopar nas beiras dos rios, algumhas destas instalaçons ainda funcionando. É importante sobre todo a produçom de cuiteleria, por parte dos ferreiros, que é a tarefa que mais se conserva hoje e que ainda serve como verdadeiro ofício. Hidrograficamente, os Oscos pertencem à bacia do rio Návia. O Agueira, afluente deste que nasce na Fonsagrada, atravessa os Oscos e desemboca à altura de Pelorde, no concelho de Pesoz. Durante os roteiros caminharemos nas inmediaçons do Agueira e dos seus afluentes.A sua flora está conformada principalmente por árvores caducifólias como o carvalho, a bidueira, o castinheiro ou o freixo, rodeadas de outras coma o azivro ou o teijo. No que respeita à fauna nom podemos esquecer a presença do lobo (Canis lupus) que conta com um número considerável de indivíduos na serra da comarca.A sexta-feira e o sábado, disporemos dum lugar a coberto no que fazer noite, no concelho de Santalha. É necessário levar isolante para o chão e saco de dormir.
Dificuldade média-baixa.
 

ACAMPAMENTO DE MONTANHA 2013
 COUREL 20-21-22 Setembro
MINÁRIA DAS LOUSEIRAS FORA DA GALIZA!!

Desde hai anos a AMAL organiza um acampamento de montanha no último fim de semana do verao no que, para além de roteiros, actividades formativas relacionadas com o montanhismo, actividades de lecer, jogos,... centra o seu discurso contra algumha das múltiples agressons a combater para frenar a destruiçom da nossa Terra e, em concreto, dos nossos montes, emblemáticos lugares para a nossa identidade colectiva.

Nesta ocasiom e num lugar como este, nom podiamos esquecer a brutal agressom que supom a expoliaçom mineira do nosso Pais e o caracter colonialista da gestom da sua exploraçom.

6 de novembro de 2012

Comunicado perante o sequestro do montanheiro Júlio

O passado 29 de Outubro a policia espanhola detivo no seu fogar a Júlio e Sílvia  integrantes de AMAL e ao seu filho Martinho sometendo-os à injusta Lei Antiterrorista. Dias depois produziu se o ingresso em prisom de Júlio, baixo a acusaçom de ser o responsável de financiar Resistência Galega e a liberdade de Sílvia  sem cargo algum.

Desde a nossa organizaçom solidarizamo-nos com o nosso companheiro Júlio, agora mesmo dispersado a centos de quilómetros do seu fogar e destacamos o seu carácter afável e de boa pessoa  querido por todo o que o conhece de verdade, em contra dessa falsa imagem vil que vendeu a imprensa comercial. Quem o conhece sabe que é umha pessoa normal, que se preocupa polo seu país e que dia a dia trabalhava activamente em diferentes organizaçons defendendo umha Galiza melhor.

Também mostramos a nossa preocupaçom polo trato do que forom objecto tanto ele como a companheira Sílvia e o pequeno Martinho, sob o regime especial de detençom incomunicada em mãos dos seus captores (sem acesso de advogados, familiares, etc.) que já foi denunciado incluso desde instâncias internacionais.

Destacamos o alarmante da situaçom na que se atopa, em prisom preventiva, com perigo de prolongar-se até quatro anos sem juízo e a possibilidade de que a sua situaçom de dispersom a centos de quilómetros da sua casa se prolongue durante todo este tempo, como soe acontecer nestes casos.

Por último queremos mostrar também a nossa indignaçom pola vulneraçom do direito da "presunçom de inocência" por parte do Ministério de Interior e da prática totalidade dos meios de difusom, que reproduzirom a sua nota ilustrando-a incluso com umhas potas com explosivos inexistentes, quando o próprio Ministério fala da incautaçom de "agendas, material informático e numerosa documentaçom". Esta falta de rigor e a ausência de rectificaçom pública mostram a verdadeira intençom de empregar a sua pessoa como objecto de criminalizaçom de todo um movimento, gerando umha falsa imagem dele e vulnerando os seus direitos sem que ninguém questione  os perjuiços que todo isto pode causar-lhe a umha pessoa nas suas condiçons.

Aproveitamos para lembrar a Antom e Maria, companheiras de AMAL que se atopam em situaçom semelhante, sufrindo a dispersom e a prisom preventiva a espera de juiço e para solidarizar-nos com o resto de presos independentistas galegos.

JÚLIO, MARIA, ANTOM, VEMO-NOS NO MONTE!!
LIBERDADE INDEPENDENTISTAS!
DENANTES MORTAS QUE ESCRAVAS!

9 de outubro de 2012

O próximo domingo 14 de outubro, Galiza Non Se Vende convoca unha mobilizaçom e juizo popular

O próximo domingo 14 de outubro, Galiza Non Se Vende convoca unha mobilización con saída as 12 dende a Alameda de Comportela na que se celebrará un xuízo popular aos responsables do abandono e destrucción de nosa terra e noso mar, de noso patrimonio cultural e nosos recursos.

Estes son os cargos que se lles imputan:
- Perda da soberanía alimentar (abandono do sector primario, mar, rural..)
- Desastrosa xestión de residuos e contaminación
- Minería salvaxe e sobreexplotación dos recursos (ríos, montes, vento...)
- Desprotección da biodiversidade
- Esfarelamento do territorio (infraestruturas, especulación..)
- Abandono do patrimonio cultural Non permitamos que unha banda de delincuentes poñan en perigo noso presente e noso futuro

DEFENDAMOS A TERRA E O MAR

3 de outubro de 2012

X Acampamento de Verao

Como todos os últimos fins de semana do verao, reunimo-nos num par de jornadas de convívio, caminhadas, lezer e conversa, que servirá...