14 de dezembro de 2012

PROGRAMA DE ROTEIROS E ACAMPAMENTO DE MONTANHA - 2013


DE ROTA POLO MACIÇO: Janeiro-Março 2013 
O Maciço Galego está formado por umha serie de serras mais ou menos desordenadas, mas que obedecem a dous limites bem definidos por acidentes geográficos: polo Norte o encaixotamento do Rio Sil e polo Oeste a Falha de Maceda coas depressons de Verim e Maceda. Podemos considerar como conjuntos montanhosos principais a Serra de Sao Mamede, a Serra da Queixa e os Montes do Invernadeiro, malia que existam derivaçons destas de grandes dimensons como o Fial das Corças, os Montes do Samiom ou a Serra da Pena. No futuro vamos prestar atençom ao bloco que formam a Serra de Sao Mamede, a Serra da Queixa e Os Montes do Samiom, por ser alvo das expediçons de Janeiro e Março. A de Sao Mamede apresenta umha orientaçom NO-SE e é a parte ocidental do maciço. Forma ángulo reto com a Queixa (NE-SO) e com os Montes do Samiom (NE-SO). No vértice onde se unem as tres formaçons nascem inúmeros regatos dominados polo Hedreira que após várias achegas formará o rio Queixa. Este escava um dos vales mais grandes do maciço até morrer no encoro de Chandreja de Queixa.

19-20 janeiro: Sao mamede – Samiom
Em Janeiro trilharemos os caminhos dos vales de Sao Mamede partindo da Ferreria e terminando na Hedreira, para ao dia seguinte subir os montes do Samiom atingindo de novo a Ferreria após vadear o rio Queixa.
Dificuldade média.

16-17 Março: Serra de queixa – Samiom
Deixaremos para Março outra rota de dous dias que partirá da aldeia de Requeixo cresteando até atingir a serra da Queixa no pico do Seixo (1706m). Daqui iremos até a Hedreira onde repetiremos durmida para ao dia seguinte atravessar outra volta o Samiom, mas desta vez desviando o rumo cara o Leste dando cabo da ruta de novo em Requeixo, se chegarmos!!
Dificuldade alta.

ANCARES: 31 Maio, 1-2 Junho
A Serra de Ancares é uma sucessom de vales e cristas salientes em que, ocasionalmente, sobressaem barras quartzíticas. Trata-se de um conjunto de vales encaixados paralelos uns aos outros, abertos polos afluentes do rio Navia, como o Ser, Quindous, Vara, Casal, Cervantes ou Valdeparada, ou polos pertencentes à bacia do Sil, como é o caso do Cuinha, Burbia, Telheira e Valcarce. Em grande medida a serra corresponde ao interflúvio Navia-Sil.Umha parte muito importante da serra está ocupada polo monte baixo. Isto mostra a intensa humanizaçom a que estivo submetida ao longo dos séculos. Entre as numerosas espécies dominam as urzes, como a Erica aragonensias, E. cinerea, E. arborea o E. umbelhata ou a Genistelha tridentata. Com elas convivem outras espécies características destas formaçons como as giestas ou os piornos. Ancares reune um conjunto de "fragas" esplêndido. Entre elas som de destacar a Grova Fragosa e Calangros de Brego, no Monte Pena Rúbia; As Monteiras e Cabanavelha, na Serra do Pando e o Abesedo de Donís, no vale do rio Ortigal. Os bosques de Ancares servem de habitat a espécies raras ou em perigo de extinçom como a marta (Martes martes), a galinha do monte (Tetrae urogalhus) ou, esporadicamente, o urso (Ursus arctos).

Este roteiro a Ancares combinará as rotas de montanha com outras polos vales onde apreciar e conhecer a sua viçosa vegetaçom, aproveitando um momento de esplendor como o da primavera. Faremos as noites em albergue, cumpre andar atentas ao nosso blogue onde publicaremos umha informaçom mais detalhada.
Dificuldade média
NA TERRA DE NÁVIA-EU: 1-2-3 Novembro 
AMAL deslocará-se até a Galiza oriental para percorrer a terra de Oscos, no Eo-Návia. A zona de Oscos ronda os 600m de altitude, cumha altitude máxima de 950m. A maior parte da sua povoaçom adica-se à gandeiria, principalmente à produçom de carne de vacum. Tem umha grande riqueza mineral e geográfica, aproveitada historicamente polas suas gentes e patente nos indícios e restos de antigas extraçons de ferro e ouro. Som muitos os muinhos, fraguas e ferreirias que se podem atopar nas beiras dos rios, algumhas destas instalaçons ainda funcionando. É importante sobre todo a produçom de cuiteleria, por parte dos ferreiros, que é a tarefa que mais se conserva hoje e que ainda serve como verdadeiro ofício. Hidrograficamente, os Oscos pertencem à bacia do rio Návia. O Agueira, afluente deste que nasce na Fonsagrada, atravessa os Oscos e desemboca à altura de Pelorde, no concelho de Pesoz. Durante os roteiros caminharemos nas inmediaçons do Agueira e dos seus afluentes.A sua flora está conformada principalmente por árvores caducifólias como o carvalho, a bidueira, o castinheiro ou o freixo, rodeadas de outras coma o azivro ou o teijo. No que respeita à fauna nom podemos esquecer a presença do lobo (Canis lupus) que conta com um número considerável de indivíduos na serra da comarca.A sexta-feira e o sábado, disporemos dum lugar a coberto no que fazer noite, no concelho de Santalha. É necessário levar isolante para o chão e saco de dormir.
Dificuldade média-baixa.
 

ACAMPAMENTO DE MONTANHA 2013
 COUREL 20-21-22 Setembro
MINÁRIA DAS LOUSEIRAS FORA DA GALIZA!!

Desde hai anos a AMAL organiza um acampamento de montanha no último fim de semana do verao no que, para além de roteiros, actividades formativas relacionadas com o montanhismo, actividades de lecer, jogos,... centra o seu discurso contra algumha das múltiples agressons a combater para frenar a destruiçom da nossa Terra e, em concreto, dos nossos montes, emblemáticos lugares para a nossa identidade colectiva.

Nesta ocasiom e num lugar como este, nom podiamos esquecer a brutal agressom que supom a expoliaçom mineira do nosso Pais e o caracter colonialista da gestom da sua exploraçom.

6 de novembro de 2012

Comunicado perante o sequestro do montanheiro Júlio

O passado 29 de Outubro a policia espanhola detivo no seu fogar a Júlio e Sílvia  integrantes de AMAL e ao seu filho Martinho sometendo-os à injusta Lei Antiterrorista. Dias depois produziu se o ingresso em prisom de Júlio, baixo a acusaçom de ser o responsável de financiar Resistência Galega e a liberdade de Sílvia  sem cargo algum.

Desde a nossa organizaçom solidarizamo-nos com o nosso companheiro Júlio, agora mesmo dispersado a centos de quilómetros do seu fogar e destacamos o seu carácter afável e de boa pessoa  querido por todo o que o conhece de verdade, em contra dessa falsa imagem vil que vendeu a imprensa comercial. Quem o conhece sabe que é umha pessoa normal, que se preocupa polo seu país e que dia a dia trabalhava activamente em diferentes organizaçons defendendo umha Galiza melhor.

Também mostramos a nossa preocupaçom polo trato do que forom objecto tanto ele como a companheira Sílvia e o pequeno Martinho, sob o regime especial de detençom incomunicada em mãos dos seus captores (sem acesso de advogados, familiares, etc.) que já foi denunciado incluso desde instâncias internacionais.

Destacamos o alarmante da situaçom na que se atopa, em prisom preventiva, com perigo de prolongar-se até quatro anos sem juízo e a possibilidade de que a sua situaçom de dispersom a centos de quilómetros da sua casa se prolongue durante todo este tempo, como soe acontecer nestes casos.

Por último queremos mostrar também a nossa indignaçom pola vulneraçom do direito da "presunçom de inocência" por parte do Ministério de Interior e da prática totalidade dos meios de difusom, que reproduzirom a sua nota ilustrando-a incluso com umhas potas com explosivos inexistentes, quando o próprio Ministério fala da incautaçom de "agendas, material informático e numerosa documentaçom". Esta falta de rigor e a ausência de rectificaçom pública mostram a verdadeira intençom de empregar a sua pessoa como objecto de criminalizaçom de todo um movimento, gerando umha falsa imagem dele e vulnerando os seus direitos sem que ninguém questione  os perjuiços que todo isto pode causar-lhe a umha pessoa nas suas condiçons.

Aproveitamos para lembrar a Antom e Maria, companheiras de AMAL que se atopam em situaçom semelhante, sufrindo a dispersom e a prisom preventiva a espera de juiço e para solidarizar-nos com o resto de presos independentistas galegos.

JÚLIO, MARIA, ANTOM, VEMO-NOS NO MONTE!!
LIBERDADE INDEPENDENTISTAS!
DENANTES MORTAS QUE ESCRAVAS!

9 de outubro de 2012

O próximo domingo 14 de outubro, Galiza Non Se Vende convoca unha mobilizaçom e juizo popular

O próximo domingo 14 de outubro, Galiza Non Se Vende convoca unha mobilización con saída as 12 dende a Alameda de Comportela na que se celebrará un xuízo popular aos responsables do abandono e destrucción de nosa terra e noso mar, de noso patrimonio cultural e nosos recursos.

Estes son os cargos que se lles imputan:
- Perda da soberanía alimentar (abandono do sector primario, mar, rural..)
- Desastrosa xestión de residuos e contaminación
- Minería salvaxe e sobreexplotación dos recursos (ríos, montes, vento...)
- Desprotección da biodiversidade
- Esfarelamento do territorio (infraestruturas, especulación..)
- Abandono do patrimonio cultural Non permitamos que unha banda de delincuentes poñan en perigo noso presente e noso futuro

DEFENDAMOS A TERRA E O MAR

3 de outubro de 2012

25 de setembro de 2012

Crónica do Acampamento de montanha 2012

Fonte: Texto do galizalivre.org e fotos de Charo Lopes / Os passados dias 21, 22 e 23 de setembro AMAL apresentou o seu 5º acampamento anual de montanha baixo a legenda "Recuperar o rural para defender a terra". Neste 2012 deslocou-se até a Serra da Martinhá situada na comarca do Carvalhinho. Esta serra com orientaçom N-SO a carom da Serra do Faro e com alturas que rondam os 1000 m. (o cúmio mais alto é o Castro ou o Martinhá, de 1042 m.). Aqui nascem os rios Búbal, afluente do Minho, o Oseira e o Mirela e cara o sul o Barbantinho. Formada por rochas graníticas, predomina o monte baixo, turbeiras e algumhas formaçons de árvores caducifólias.
Mais umha vez, AMAL achegou-nos a lugares atípicos para o turismo e sendeirismo convencionais, os quais os tenhem infravalorados, o que provoca o seu uso para parques eólicos, exploraçons de eucalipto, etc. ainda contenhendo um enorme valor natural e paisagístico.

Desenvolvimento do acampamento
A sexta-feira organizou-se umha rota ciclista pola Serra da Madalena com algumhas dificultades derivadas da complexidade do circuito, com abondosas pendentes que fazia esbarar as rodas das bicicletas e obrigavam a estar num alto estado de forma. Ainda com tudo, este esforço veria-se recompensado em grande medida polo espectacular da zona, de grande fermosura e cum bosque livre da invassom de eucaliptos. Mas como nom podia ser doutro jeito, esta impresionante paisagem tem de suportar a eiva dum Parque Eólico no cúmio da Serra, no qual os ciclistas puiderom observar o uso industrial e privado do terreo, aturando a vigilância dos guardas do parque eólico.
O sábado transcurriu o roteiro a pé pola Serra da Martinhá, um lugar único com bosque autóctono e umhas alturas máximas duns 1000 m. dende onde se puido ver cara o Sul as montanhas do Larouco na fronteira com Portugal e cara o Norte o Pico Sacro na comarca de Compostela, aliás de ter aos pés umhas fabulosas vistas do Canom do Sil. O caminho nom foi especialmente duro ao ser umha subida relativamente escalonada e sem muitas pendentes exageradas.
 
O domingo figérom jogos populares como tiro de corda e tiro contra cartazes cos inimigos do monte galego.
E para rematar figérom-se duas palestras. Na primeira, titulada "Vida e resistência no rural", falou-se da plataforma contra a incineradora do Irijo, dende a qual obervam que a actual detençom do projecto nom tem mais a ver que cumha pretensom eleitoral, pois em quanto a situaçom seja favorável para os interessados com toda seguridade a incineradora será levada a cabo. Na segunda palestra falou o representate dumha cooperativa agrária sobre a vida no rural e o deslocamento do independentismo de cara a novas formas de organizaçom apoiadas no ámbito rural.
 

Valoraçom dos organizadores
Em geral a valoraçom é moi positiva e cum ambiente inmelhorável tanto nas actividades como nas foliadas nocturnas. A assistência foi dumhas 20 pessoas, menor ca doutros anos por mor de problemas de deslocamento e em grande medida económicos que imposibilitarom a muita gente interessada no acampamento. Aliás, também se notou em falta a presença dos seqüestrados polo Estado dende hai meses Maria e Antom, assim como dos últimos detidos, alguns deles habituais das actividades de AMAL.
Porém as actividades transcurriram com total normalidade e cum comportamento por parte dos integrantes ejemplar mais outro ano AMAL sentiu o acosso policial com carros da “secreta” perguntando por eles nas aldeas da zona mas sem os poder atopar ao nom fazer-se um roteiro publicado com anterioridade. Por outra parte, a diferença doutros anos, este estiverom livres da identificaçom dos assistentes por parte da Guardia Civil.
Próximas actividades
Agora mesmo AMAL está a trabalhar conjuntamente com o reconhecido artista Leandro Lamas na creaçom dum mapa físico-artístico da Galiza prestando especial antençom a serras, cúmios e rios. Nom é seguro, mas possivelmente seja com o Apalpador quando poidamos desfrutar deste mapa.

 

12 de setembro de 2012

Como chegar ao Acampamento de montanha 2012

Roteiro polo concelho de Pinhor onde decorrerá o acampamento

Se xa tes decidido ir ao acampamento, liga o antes possível co telefone 988 280 400 (de 9h a 13h) ou escrebe a aguaslimpas@gmail.com  . Precisamos saber quantas pessoas imos ser para calcular a comida e bebida do acampamento.

Como chegar a Freás de Canda?

Desde Compostela
Se colhedes a autoestrada desde Lalím cara a Ourense, havedes sair no Reino (a saida seguinte à do alto de Doçom). Ali dades numha rotunda na que fiades, segundo ides, para a frente, atravessando O Reino pola comarcal e ao final da aldeia colhedes à esquerda cara ao Pinhor (cv-400). Logo de 1,5 Kms estades em Cotelas onde tomaredes um ramal cara a esquerda. Freás está a menos dum Km. Alí reparade num sinal, à direita, que indica um area recreativa (ou umhas piscinas), e ide cara alô até o final.

Desde Lugo
Viajaredes até A Barrela pola N-540. No começo da vila ides polo ramal da direita, que dá numha recta, andades uns 500 m e veredes um novo ramal à esquerda que já vos guia até Cea (uns 20 Km). Numha curva no meio da vila, cara a direita sae um desvio indicado cara Oseira e Cotelas. Apanhade-lo e tirades até Cotelas, onde colheredes à direita já cara a Freás que está a menos dum Km. Alí reparade num sinal, à direita, que indica um area recreativa (ou umhas piscinas), e ide cara alô até o final.

Desde Vigo
Achegar-vos pola A-52 até a Vila Podre, como chamava o "Cabanelas" a Ribadávia. Na saída tomades as duas rotundas em direçom Ribadávia e a uns 300m, logo de passar a bomba de gasolina, há um ramal à direita. Tomáde-lo e de imediato há um cruzamento no que virades à esquerda cara ao Sao Cristovo-O Carvalhinho...pola Ou-504. Abandonaremos esta via já em Cea, após percorrer uns vinte kms. Numha curva no meio da vila, cara a direita sae um desvio indicado cara Oseira e Cotelas. Apanhade-lo e tirades até Cotelas, onde colheredes à direita já cara a Freás que está a menos dum Km. Alí reparade num sinal, à direita, que indica um area recreativa ou umhas piscinas, e ide cara alô até o final.

Desde Ourense
Chegades até Cea pola N-525. Entrades na vila e numha curva, cara a direita sae um desvio indicado cara Oseira e Cotelas. Apanhade-lo e tirades até Cotelas, onde colheredes à direita já cara a Freás que está a menos dum Km. Alí reparade num sinal, à direita, que indica um area recreativa ou umhas piscinas...nom lembro bem, e ide cara alô até o final.

7 de setembro de 2012

Recuperar o rural para defender a Terra: Acampamento de montanha 2012


    Lugar: Freás de Canda (Concelho de Pinhor). Comarca do Carvalhinho.
    Data: A fim de semana do 21, 22 e 23 de setembro de 2012.
     Contato: Telef. 988 280 400 (de 9h a 13h). aguaslimpas@gmail.com

Programa do acampamento
Sexta-feira 21 de setembro
·         16h. Recepçom de campistas.
·         17h. Rota ciclista polo Irixo.
      A rota em bici vai-nos achegar até a Serra da Madanela. Subiremos pola cara Norte,bordeando, até o coto do Marco. Desde aqui teremos umha vista quase cenital do Irijo, e estaremos a escassos metros do monte comunal onde a Junta e mais o presidente da câmara municipal deste concelho, Manuel Penedo, maquinam com instalar umha incineradora. Retornaremos através dos eólicos que dominam o monte, passando polo pico mais alto, o Pico Seco, que conta com 938 m. Desde aqui agarda-nos umha forte baixada e voltaremos cara a Freás subindo uns quilómetros depois de passar o rio Arenteiro a umha cota de 465m. Teremos nos conta-quilómetros por volta de 30 kms. Como resumo dizer que será umha rota de dureza alta. Para assistir será necessária umha bici bem de montanha, bem de passeio. Se alguém nom puidesse trazer bici pode consultar no telefone de contacto, pois pode que tenhamos algumha disponível. Telefone: 988280400 (Antom) de 9:00 a 13:00.

·         21h. Ceia (levar comida).

Sábado 22 de setembro
·         8h. Alvorada.
·         8:30h. Almorço.
·         9h. Roteiro pola serra da Martinhá (8 horas de duraçom aproximada com paradas. Dificultade baixa).
·         20h. Ceia.
·         21h. Jogos e foliada (trazer instrumentos e cancioneiro).

Domingo 23 de setembro
·         9h. Alvorada.
·         9:30h. Almorço.
·         10h. Reconhecimento de prantas.
·         12h. Charla “Vida e resistência no rural”
o   Apresentaçom da plataforma contra a incineradora do Irixo.
o   Representante dumha cooperativa agrária. 
14h. Comida.
16h. Feche do acampamento de montanha 2012.

·       Indicaçons de importância:
Cada quem que leve a sua louza (copos, pratos, talheres), tenda, saco-cama, roupa (também de abrigo e de chuva), lâmpadas e  instrumentos musicais.

AMAL cobre todas as comidas do acampamento desde o sábado (nom as da sexta-feira). Os produtos som do pais com almorços abondosos e pam de cea.

O custe do acampamento que inclui comidas é de 20€ (para quem nom puider pagar será gratuito).

7 de agosto de 2012

V acampamento de montanha 2012: Serra da Martinhá

Os dias 21, 22 e 23 de setembro será o acampamento anual de AMAL. Neste 2012 deixamos as terras do norte e as augas limpas do Sor para dirigirmo-nos, dorsal galega abaixo, até a Serra da Martinhá situada na comarca do Carvalhinho.

Esta serra con orientaçom N-SO acarom da Serra do Faro e alturas que rondam os 1000m (o cúmio mais alto é o Castro ou ou Martinhá 1042m). Nascem o rio Búbal, afluente do Minho, o Oseira e o Mirela e cara o sul o Barbantinho. Formada por rochas graníticas, predomina o monte baixo, turbeiras e algumhas formaçons de árvores caducifolias. É umha serra que sofre o azoute dos incéndios.

Estamos desejosos de percorrer os seus caminhos, conhecer a sua história e beber das suas fontes.

Actualizaremos no web horarios, programaçom, como chegar e conselhos.



3 de abril de 2012

Lume nos montes mais umha vez: Crónica dumha catástrofe anunciada

Nom somos nós as surpredidas pola vaga de incêndios que está a asolar o país mais umha vez e que se torna especialmente trágica agora por se ter queimado parte das Fragas do Éume.

Agora os políticos voltam coma sempre tratar o assunto como umha catástrofe natural impredecível, levada a cabo por delinqüentes e investindo milheiros de euros na extinçom umha vez que nom se fixo nada para a prevençom. E quando o incêndio avanzou e foi devastador, descobreu-se a incompetência e mala gestom, mentido sobre a realidade porque segundo informaçons directas ardérom arredor de 1000ha (nom 750 como di a Xunta) das quais 400-500 dentro do parque natural, o lume afectou principalmente à zona de reserva; à zona de maior valor ambiental pola flora e fauna que contem.

As primeiras análises dim que o acontecido pode-se qualificar coma um atentado ecológico já que afectou âs fragas melhor conservadas e às zonas onde se assenta um maior número de espécies catalogadas e de espécies subtropicais e o dano ambiental acrescenta-se pola época na que nos atopamos: floraçom e ciclo reprodutivo de moitas espécies de anfíbios e reptis. Se chover a acidez matará as larvas e/ou os ovos.

Qualquer pessoa com sentido comum sabe que a melhor forma de evitar umha catástrofe e a prevençom, assi é recolhido em qualquer manual básico de emergências e assim se fai no caso da seguridade dos prédios, nos barcos, nos automóveis, nos centros desportivos e de lazer, etc. No entanto no caso do monte, a política forestal levada a cabo polo PP e polo bipartito (PSOE-BNG) baseiou-se principalmente no contrário da máxima bem conhecida por todo o mundo: previr antes de curar.

A irracionalidade do atual modelo florestal que esqueze os serviços ambientais e sociais do monte e da biodiversidade, que fomenta os monocultivos e que permitiu a proliferaçom de eucaliptos dentro do parque das fragas do Éume, é conseqüência da miopia dum sistema de luita contra o lume que segue primando a extinçom e o desbaldimento de recursos em lugar de investir em prevençom.

En lugar de investir na prevençom inviste-se nos serviços de extinçom, e actualmente nem isso já que os investimentos nos servizos de incêndios reducirom-se consideravelmente nos últimos anos e quando nom, militarizarom-se delegando no ejército espanhol o trabalho próprio da populaçom civil galega. Incumple-se reiteradamente a Lei de Prevençom de Incêndios Forestais, precariza-se a contrataçom dos serviços de extinçom e avandonam-se terras agrícolas e plantando nelas eucaliptos e pinheiros. Desenha-se umha nova Lei de Montes (ainda um projecto) que dá mais facilidades para a entrada de empressas na exploraçom do monte, reduce as faixas de segurança contra os incêndios arredor dos núcleos de populaçom, generaliza a invasom do eucalipto favorescendo a introduçom massiva de cultivos de agromasa e energéticos nos montes e facilita o cámbio de usso de terras agrárias a usso forestal.

Pensemos por um intre que aconteceria se avandonasemos as cidades? Nom ficariam em ruínas? Nom seriam mergulhadas pola floresta selvagem? Pois bem, o que está a acontecer nos nossos montes é que nom há novas geraçons que mirem por eles que se assentem no rural para aproveitarem os seus recursos respeitando os seus ritmos biológicos. Essa identidade de verdadeira gestom forestal própria dos nossos "velhos" e "velhas" está a desaparescer, sendo desprestigiada polos governantes que olham para o rural e vem apenas os benefícios económicos que traceria sua exploraçom.

Nom pensamos que exista um povo louco que queima os montes. Pola contra cremos que existe sim, umha mao escura que desenha para o monte galego massas de eucliptos para satisfacer as necessidades de ENCE; multitude de parques eólicos em zonas de máxima proteçom; pistas e concentraçons parcelárias em maos de multinacionais madereiras; proxectos mineiros e louseiros que fam estremecer as miradas de quem habitavam esses montes (agora furados e com entulheiras); autoestradas e AVEs que como umha navalhada fam umha fenda de destruiçom e incomunicaçom ali por onde passam; desenho de parques naturais sem plam de ussos, valeiros de contido, orientados à turistificaçom e ao consumo de paisagem verde; e assim mil e um exemplos espalhados pola nossa geografia. Pensamos que estes som os maiores inimigos que tem a nossa Terra e o nosso monte.

Mas nom avonda com combate-los. A nossa identidade colectiva como povo deve ser restaurada. O amor a Terra deve ser a nossa bandeira. Devemos reocupar aos ermos nos que convertemos às nossas aldeias, leiras, prados, soutos e carvalheiras. Desterrar o consumismo e combater o capitalismo.

Mudemos a indignaçom em revolta!
Pola língua, a terra e o mar: Galiza Ceive, Poder Popular!

25 de fevereiro de 2012

Roteiro pola serra do Suido 24 e 25 de Março





Cima de Vidueiros (943m) no Concelho de Covelo

A fim de semana do 24 e 25 de Março as montanheiras e montanheiros de AMAL estamos a organizar um roteiro por umha das serras galegas ocidentais melhor conservadas, a Serra do Suido. Malia os parques eólicos, as minicentrais e umha multitude de agresons tam proprias nos nossos montes, a serra presenta umhas conservaçom ainda boa dos seus cumios nom explorados e umhas extensas fragas infelizmente escasas no ocidente galego.

Neste roteiro moveremo-nos por un territorio ainda domínio do lobo, no que iremos vendo chozos centenários de pastores de diversa tipologia. Retaremos a atopar foxos de lobo, sitíos com mamoas, cotos con abrigos rochosos e "sesteiros" do gando e vistas ate o mar... Também veremos turbeiras, com os seus endemismos.

A Serra do Suido prolongase cara ao sur na Serra do Faro e cara ao norte nos Montes do Testeiro, formando no seu conjunto a parte sur-ocidental da Dorsal Galega. A serra tem um perfil suave de alti-planicies por riba dos 900m. Destacam as cimas de Coto Minhoto (1051m),Cotos Cornudos (1032m), Porto do Val do home (1014 m), Puza (1025 m) e Vidueiros (943 m).


Info Roteiro:



Sábado 24 de Março:



Dificuldade: meia-baixa



Lugar de encontro/saida: as 10:30 na praça da Igreja da aldeia da Granha, O Covelo. Desde alí desprazamo-nos em carro até o ponto de inicio da rota, distante da aldeia a 5 km/10 minutos.



Distância: 13 Km por caminhos, carreiros e monte travês




Domingo 25 de Março:
Dificuldade: baixa
Distância: 8 Kms por caminhos.


Recomendações: Específicamente calças longas que protexam do mato baixo (toxo etc.), o resto o habitual. Lembrar levar cada quem umha garrafa de água. Levar tendas de campismo já que é provável que acampemos n'A Granha.


Como chegar até A Granha (O Covelo): Indo pola autovia do Porrinho direçom a Ourense, saída do Covelo (mesmo antes do tunel de Canhiza). Logo de 5 kms, confluência coa N120, isleta central, colher à esquerda, direcçom Ponte Areias para já mesmo a 200 metros colher à dereita até O Covelo. Temos que passa-lo todo dereito até Mazeda donde apartaremos à esquerda e a 1400 metros, logo mesmo de cruzar o rio, colher à dereita, subida direcçom (sinalizado) a Granha, colhendo no seguinte cruze, a 800 metros, à dereita e seguido 8 kilometros máis adiante A Granha.



Quen vaia pola autovia desde Ourense lembrar que tem que empregar a saida da Canhiza pois passando o tunel non hai saida da autovia. Também se pode ir até a seguinte saída depois do tunel, a das Neves, para fazer cambio de sentido e voltar pola autovia até a do Covelo.



Mais Info: aguaslimpas@hotmail.com



Chozo de Bárcia no concelho de Covelo

23 de fevereiro de 2012

Finou o companheiro Xosé Reigosa, "Xosé de Monteferro"

Para as pessoas que formamos parte da AMAL, Xose de Monteferro foi pai e amigo a um tempo. O seu afecto e carinho mútuos, a sua humanidade e conhecimentos, fíxoo que fora para nós um referente; um dos pilares da nossa formaçom militante e ao mesmo tempo um grande companheiro e amigo.

Xose foi a pessoa que nos deu formaçom militante no decrescimento, na crise do petróleo e em xeral na irracionalidade do capitalismo. Encheou de lexitimidade e de argumentos a nossa militância nas conversas posteriores a cada assembléia. A sua capacidade pedagógica conseguia explicar os procesos mais complexos dun xeito simples e compreensível, afastado dos cursos magistrais e egocéntricos tam próprios da academia.

Sem Xosé de Monteferro o movimento ecologista galego fica orfo. Xosé era um referente aglutinador de sensibilidades distintas agrupadas em torno à unidade de acçom pola defesa da Terra. Galiza nom se vende e A ria nom se vende forom uns dos seus campos de acçom e neles demostrou a sua centralidade indispensável para o movimento.

No entanto por parte da militância de AMAL, o que mais queríamos salientar nestas linhas é o que nos doe o coraçom pola ausência do nosso Xosé, a dor que nos causa pensar no seu sufrimento, e o oco que sentimos ao perder este querido amigo.

Para a militância de AMAL os últimos tempos som especialmente duros porque à morte de Xosé temos que sumar a de Martinho que fai, se cabe, mais dolorosa a perda doutro companheiro. Ambos compartiam para nós xunto côa sua referencialidade e carinho, o amor pola nossa Terra e a loita por defendela.

Até sempre companheiro

X Acampamento de Verao

Como todos os últimos fins de semana do verao, reunimo-nos num par de jornadas de convívio, caminhadas, lezer e conversa, que servirá...