1 de fevereiro de 2011

Palestra sobre a mina de andalucita em Ponte D'Eume





Esta quinta-feira haverá umha palestra sobre a mina de andalucida em Ponte d'Eume. O acto terá lugar no centro de maiores as 20:00hh. e nel falaram Ernesto Lopes (ADEGA) e e Antón Marcal Carracedo (Axente de conservación da natureza).

12 de janeiro de 2011

Crónica do roterio pola serra dos Anacares - 8 e 9 de Janeiro do 2011

NEVA no bico do cume
neva xa pola ladeira
neva no teito e na eira.
..................

Eu a ollar pro lume
i o lume a ollarme.
O lume sin queimarme
fai de min fume...

Uxio Novoneira


Como bem reflicte o nosso poeta courelá, assim é como afrontamos a jornada do Sábado 8 de Janeiro de 2011. Tempo duro de inverno, muita auga no começo e vento e neve no cúmio do Cuinha. Até que nos foi possível o grupo de montanheiras de AMAL desfrutou do val da aldeia de Suarbol e da ascensom inicial entre acivros, carvalhos, piornos e bidueiros. Acima o frio, a neve e umhas pegadas na neve, suspeitas de ser de lobo, fôrom os nossos companheiros. Finalmente e sem parar de neviscar atingimos o objetivo, a cima do Cuinha.

Grupo de montanheir@s na cima do Cuinha


Sem muitos mais contratempos que o cansaço e umha boa molheira finalizou a primeira jornada na Serra dos Ancares, ao pé de Suarbol. Na tardinha recuperamos folgos no albergue acarom do lume dumha lareira.

segunda etapa, o Domingo 9 de janeiro de 2011, acordamos entre um neboeiro e apos alguns debates de qual seria o nosso objetivo encaminhamo-nos até Très Bispos.



Caminho de Tres Bispos


Quando colhemos altura tivemos umha boa vissom da serra. Numha parte Corno Maldito e Penedoes. No meio Très Bispos. E mais longe Pena Roiba. O dia foi limpo e pudemos ver a parte alta da serra que no dia anterior foi-nos negada. A ascensom a Trés Bispos foi rápida e permitiu-nos consumir o tempo numha vissom espectacular e maravilhosa.

Ascensom final até Tres Bispos

Montanheir@s na cima de Tres Bispos

A volta foi pola Campa do Brego onde há um refúgio de montanha. Caminho da Degrada atravessamos um aciveiral, bosque formado por acivros. Deste jeito decorrereu o nosso achegamento a umha das serras mais sobranceiras da Galiza, até outra, serra.

2 de janeiro de 2011

Roteiro polos Ancares o sábado 8 de Janeiro: Aldeia de Suárbol-Pico de Cuinha

Rota Suarbol-Cuinha

Caminho ao Pico Cuinha

As montanheiras de AMAL damos começo ao 2011 cumha rota por umhas das serras mais conhecidas da Galiza. Neste primeiro roteiro desta nova xeira achegaremo-nos aos Ancares e ascenderemos dous dos cúmios mais senlheiros o Cuinha (1987m.) e o Mostalhar (1924m).

A Serra dos Ancares

Estende-se de Nordeste-Suloeste. A origem desta serra remonta-se à Orogénia herciniana (240-400 milhons de anos). Apos este processo ficárom à vista grandes vetas de granitos e lousas, e afloramentos de quartzito. Também é possível comprovar a actividade glaciar ocorrida hai 18.000 anos como por exemplo a cabeceira do rio da Veiga (Suarbol) por onde trancorre o nosso roteiro. Ancares situa-se entre duas regions climáticas a eurosiberiana ou atlantica e a mediterránea. Na Galiza é umha das últimas grandes serras do norte.

Vegetaçom e fauna

Nos vales e nas abas dos montes podemos atopar carvalhos, ameneiros, castinheiros (associados a vida das aldeas), acivros (é possivel atopar bosques exclusivos desta espécie), rebolos, choupos e salgueiros.

Já apartires dos 1400-1500 metros podemos atopar bidueiros capaces de suportar o frio, a geada e os ventos de altura; ou azevinhos os quais no inverno som refugio de muitas espécies animais. Caminho do cúmio podemos atopar carqueixas nas zonas mais secas e piornos e gestas nas mais húmidas, mato baixo e zonas de pastoreio.

Enquanto à fauna o mais característico dos Ancares é que existe umha da mais grande concentraçom de espécies de vertebrados da Galiza. Ainda é possível ver algum urso e algumha pita -do-monte, quase extinta. Algumhas espécies endémicas som a bolboreta Aricia morronensis, a rá vermelha, a levre de Castro Velho e a víbora de Seoane. Podemos ver a marta, a donicela, lobos, xabarins, raposos, curujas ou azores.

Assentamento humano

Como em muitas zonas de montanha as condiçons meteorológicas e orográficas explicam o assentamento humano nos Ancares. Há restos de conduçons de água da época romana e velhas serrarias para fazer trabons para os caminhos de ferro.Com o passo do tempo a serra perdeu populaçom bem porque fôrom buscar trabalho nas minas, bem pola emigraçom. Na Galiza administrativa a populaçom passou de 6500 pessoas no 1910 até 2000 pessoas na actualidade. Aldeias como Vilarbom ou Pando ficarom sem gente. E outras como Suarbol apenas ficam vizinhas. As aldeias quase sempre buscam a orientaçom sul, buscando refúgio dos ventos do norte. Ë característico o apinhocamento das casas dando como resultado pequenas ruas. Aliás, as palhoças som umha construçom característica do Ancares. Esta construçom, extraordinariamente útil e engenhosa, está presente em Piornedo ou Balouta. Em Suarbol ficárom estintas por causa dum incéndio a começos do século passado. Nesta aldeia é possivel atopar escudos heráldicos nalgumhas casas e como curiosidade umha figura talhada em pedra que representa a um home cumha navalha numha mao e com a outra agarra os genitais.

Sábado 8, informaçom do roteiro

Começamos ao pé de Suarbol, num caminho a mao direita, a 50 metros após passar o desvio hácia a aldeia, na estrada em direcçom a Porto Ancares. Desde aquí começa um caminho que transcorre entre muros de pedra e leiras onde pace o gando. Desde a aldeia a ascesom vai desde os 1100 metros até os 1987 metros do cúmio mais alto de Ancares, Cuinha . Atrás fica umha vissom do Val da Freita e da Aldeia de Suarbol e dos montes que a rodeiam na sua parte norte (Monte Galegos 1400m., Tinsidoiro 1462m. e Cespedosa 1517m.). Adrentamos-nos numha pequena fraga e atravessamos alguns regatos. Na segunda parte do roteiro e após dumha exigente ascensom, chegamos a o Val da Freita do rio do mesmo nome, que antigamente foi um glaciar. De fronte e a mao direita vemos Pena Longa de 1880 metros. Antes da ascensom final, chegamos a umha pequena rechá onde atopamos um refúgio na Malhada de Suarbol, onde ficam restos do que foi um cabano pastoril. Desde aqui, se o tempo o permite, vemos à nossa esquerda o cúmio do Cuinha e o de Pena longa à direita. Ascendemos arredor duns cem metros até chegar à cumeada dos dous cimos. Seguimos a cumeada até o chegarmos até o pico. Se é possível polo tempo desde aqui podemos voltar por Piornedo, passando antes por Pena Longa e o Mostalhar, ou bem voltar polo mesmo percurso.

Horário: saída desde a Degrada às 9:00hh. Desde Suarbol, às 9:30hh.

Dificuldade: Meia-Alta.

Tempo aproximado: 5 horas (ida e volta).

Durmida: Albergue da Campa da Branha (Degrada). Preço:7€. Há que levar saco-cama.

Comida: Devemos levar almorço, jantar e ceia para os dous dias. No caso de irmos na sexta feira, a ceia desse dia. No albergue há possibilidade de almorçar (3,5€) e cear (12€). Levar umha garrafa de água por pessoa.

Recomendaçons: Devido a estaçom na que estamos é provável que as condiçons atmosféricas sejam adversas. Ë muito recomendável levar polainas porque atoparemos neve, roupa de abrigo, botas de montanha, umha peça de roupa para a chuva e umha muda. No caso de termos o dia com sol, compre levar óculos para o sol e crema solar. É recomendável levar “crampons” para as zonas próximas ao cúmio, onde é possível que haja gelo.

O Domingo 9 temos pensado fazer a ascensom do Mostalhar desde Piornedo. Combinará-se às 9:00 na Degrada ou às 9:30hh em Piornedo.

Publicaremos umha nova com informaçom de ultima hora na quinta feira. Previssom de tempo e últimas recomendaçons.

17 de novembro de 2010

PALESTRA: Rio Belehe e fragas do Eume, ameazados por um projecto mineiro


Nesta Quinta Feira 18 de Novembro, às 20:30hh terá lugar unha charla no concello d'As Pontes, na Casa do Peso, sobre "Mineiria e impactos Socioeconómicos - Projectos irreversíveis - Casos: Pico Velho e O Courel".


Participarám na Palestra:

  • Xoán Ramón Doldan, Professor de Economia Aplicada da USC

  • Orlando Álvarez, de SOS Courel

Organizado por: Adega, A.M.A.L. (Agrupaçom de Montanha Aguas Limpas), Comité pola Defensa das Rías Altas, Club Montaña Ferrol, Colectivo Ártabra 21, Coordenadora OºOO'OO”, DROSERA, Federación Ecoloxista Galega, Fusquenlla, G.N.Hábitat, Guerrilleiros das Fragas, Lapis Verdes, O Rabo do Galo, Saramaganta, Sociedade Galega de Historia Natural e Verdegaia.


Nos últimos meses, estas organizaçons, estamos la luitar para que a Xunta de Galiza e a empressa Picobello Andalucita S.L. (de capital sul-africano) ejecutem o seu projecto mineiro na parróquia de Goente, que indubidavelmente afectaria letalmente ao rio Belelle e ao PN Fragas do Eume.


A mina a ceu aberto ocuparia umha extensom de 27 hectáreas e tem por objecto extraer um mineral chamado Andalucita que se emprega maiormente para a elaboraçom de tijolos refractários. Situa-se no monte Fontardiom (665m.), parróquia de Goente (Concelho das Pontes) ao carom dos lindeiros das Fragas do Eume.


Para conqueri-lo é necessário estragar umha fraga practicamente virgem (a fraga de Pico Velho) e o rio Belelhe de jeito irreversível e provocar afecçons ambientais de distinta consideraçom ao PN Fragas do Eume.


Em concreto a mina destruiria:


- Os hábitats de espécies de flora e fauna qualificados como “vulneráveis” polo Catálogo Galego de Especies Ameazadas.


-Hábitats de interesse prioritário estabelecidos pola Uniom Europeia.


-As captaçons de auga para consumo humano nos concelhos da Capela, Fene, Neda e Ferrol ja que falamos dum rio livre de verteduras ressiduais directas.


-O rio Belelhe e o Salto de Auga do Roxal, devido a que o núcleo da mina estabelece-se sobre o própio leito.


Levamos realizado várias acçons para defender o rio e tratar de frear o projecto de exploraçom (que já fora desautorizado polo anterior governo da Xunta). Entre ellas umha denúncia ante a Fiscalia de Méio Ambiente e os organismos competentes; várias palestras; um roteiro reivindicativo pola fraga de Pico Velho; umha ciberacçom (envio de correios massivos a administraçons como da Xunta de Galiza e o alcalde das Pontes); e entrevistas com os alcaldes dos concelhos directamente afectados ou próximos à mina.


O RIO NECESSITA-TE… PODEMOS PARAR A DESFEITA!!


MÁIS INFO: nos webs dos grupos citados e no blogue:

http://picovello.blogspot.com

15 de novembro de 2010

Calendário de roteiros 2010 - 2011






A Agrupaçom de Montanha “Augas Limpas” organiza várias marchas anuais de conhecimento directo da Terra, recuperaçom da memória histórica e desfrute da sua riqueza natural. Mas também de denúncia das muitas agressons que padece, a maos de Espanha e do capitalismo, que estragam o património de todos em favor do lucro imediato.

Canteiras, parques eólicos, AVE, autovias, eucaliptizaçom, cementeiras... aproximam-nos mais à desfeita definitiva e roubam o nosso território por um monte de euros.

Une-te a nós para gozar desta Terra e para assinalar os responsáveis da desfeita.


Este é um calendário orientativo das que seram as marchas da AMAL nos vindeiros meses. A parte, cada comarca organizará mais roteiros e actividade durante o ano.


27-28 Novembro 2010: Marcha polos Oscos.

Janeiro 2011: Roteiro de inverno polos Ancares.

Abril 2011: Marcha mixta (um tramo em bicicleta e outro caminhando) por Terra de Montes.

Setembro 2011: IV Acampamento de montanha.

14 de novembro de 2010

Crônica do Acampamento de montanha 2010


Um ano mais as montanheiras e montanheiros de AMAL, fazendo um conhecimento direto da nossa Terra, dezidimonos a desfrutar de tres jornadas de convívio, confraternidade, lazer e aprendizagem coa celebraçom do nosso acampamento anual, desta vez em Forcarei.


Para muitos de nós a comarca de Taveirós e Terra de Montes passara algo despercebida desde que começamos a andar o pais com AMAL. Surprendeu-nos polo salvagem do contorno estando tam perto das cidades de Compostela (50Km) e Pontevedra (40Km). O conjunto montanhoso da Terra de Montes, a modo de anfi-teatro, fecha a comarca polo sur e o leste, com altitudes de 1.000 metros no Monte Seixo, Montes do Testeiro, Serra de Candám e estribos do Monte Chamor, onde tenhem o seu nascimento os rios Úmia e Lérez que, junto co Ulha constituem umha densa rede hidrográfica.


Nom parece que fora umha zona que passase des-apercebida só para nós: na fuxida das gadoupas da morte do fascismo franquista, o deputado agrarista Antón Alonso Rios do Partido Galeguista, escondeu-se nesta comarca facéndose passar por um esmoleiro co nome inventado de sinhor Afranio. Antón Alonso Rios botou case 9 meses em Sorribas, perto do bairro da Ponte de Forcarei. A sua estancia ainda é lembrada por alguns vizinhos de idade avanzada, conservándose o alprende onde dormia e o carvalho baixo o que descansaba.


Instalamos a base do acampamento de Montanha 2010 na antiga escola rural sede da fundaçom Galícia verde, onde trabalham companheir@s noss@s de militância em Galiza nom se vende e que nos deixarom todas as suas instalaçons para o acampamento.

Resumo 6ª feira 17 de setembro
O primeiro dia polo manhá fixemos um Roteiro curto perto de Levoso, sede do acampamento de Montanha 2010. O roteiro, de aproximadamente 5 horas de duraçom, fixémolo polas pistas da parcelaria, que racharom cós caminhos tradicionais, e monte através primeiro até o Outeiro Alto (676m) onde caminhamos polos cumes até Penas Longas (675m).

Desde a altura destes montes podiamos ver até a beira do mar. Malia estar vem longe, pudemos ver localidades da comarca do Barbança como Ribeira.

Logo baixamos até a aldeia de Lirípio e dende alí fomos até a Ermida de Sam Mauro onde nos achegamos à beira do rio Úmia onde comemos.
Posteriormente achegámonos até a aldeia de Quintáns e já voltamos a Levoso.


Coincidindo coa chegada das montanheiras do roteiro, foi aparecendo a maioria da gente participante no acampamento e passamos de ser oito pessoas e 6 tendas de campismo, a juntarnos mais de 40 pessoas e superar as vinte tendas.


Pólo serám desse mesmo dia fixemos a primeira das charlas coa apresentaçom da Fundaçom Galicia Verde, por parte de Henrique Banet. Henrique explicou-nos o seu projecto de recuperaçom e mantemento das sementes galegas e as causas pólas que se estám a perder, principalmente pólos monocultivos empresariais foráneos e o abandono da Terra coa emigraçom campo-cidade.

Resumo sábado 18 de setembro
O sábado, como vem sendo tradiçom nos acampamentos de AMAL, acordamos dos sonhos com alvorada de gaita. Organizados os grupos de turmas de trabalho o dia anterior, antes das 8h já havia montanheiras quentando o almorço para todas.


Este segundo dia fixemos um percurso longo: Saimos de Levoso às 9:30h como estava previsto e comezamos a caminhar cara Duas Igrejas, percurso que nos levou duas horas.

No caminho atravessamos a aldeia de Rabadeiras percorrendo antigas corredoiras polas que ainda passa o gado, mui abundante nesta zona do Pais. Baixamos de Duas Igrejas até o rio Lerez e colhemos o caminho dos pescadores, convertido agora numha rota sinalizada como Rota das pontes do rio Lérez (PR-G 113) seguindo o percurso que debuxa, sempre pola sua beira.

Logo de 2Km a rota marcada afasta-se do rio mas nós seguimos pola beira do Lerez.

Mais dumha vez tivemos que cruzar o rio ja que as silvas fechavam o passo por nom ter passado ninguém por este caminho antigo em bastante tempo.

Na preparaçom deste roteiro dias antes, nessa mesma zona fechada pola maleza as pessoas organizadoras tivemos o privilegio de ver como um grupo de cinco lobos, dous pequenos e tres grandes, marchavam ao trote silenciosamente alertados pola nossa presença. Provavelmente, logo de anos com esse caminho fechado, se convertera este espaço num lugar de tranquilidade e mesmo de cria para os lobos que ainda ficam em Terra de Montes.
Comemos numha zona de pozas coa intençom de nos banhar mas a água estava fria demais e @s montanheir@s nom se animarom.

Depois de reponher forzas seguimos caminho para enfrontarnos à subida dende o rio a aldeia de Andóm. Esta subida resultou a parte mais divertida do trajecto ja que tivemos que realizar pequenas trepadas polas penas para alcançar os prados que se situavam à altura de Andóm.


Dendê Aciveiro até a ponte velha de Andóm, a rota coincide no seu trazado co PR-G100 “Sendeiro Natural Aciveiro-Candám”.

Em Andóm detivémonos na ponte medieval onde colhemos o caminho do empedrado tradicional até um precioso entorno de fraga:

Em Andóm retomamos a rota marcada PR-G 113 que seguimos até chegar a Duas Igrejas atravessando o Lerez pola ponte da Carvalha). De Andóm fomos o Mosteiro de Aziveiro (750m de altitude). Pudemos entrar no mosteiro e ver o seu claustro.

Logo retomamos o roteiro por umha das zonas mais duras moralmente do percurso durante 4 duros quilómetros onde por uma banda podíamos ver a Serra do Candám ao fondo, destroçados os seus cumes de mais de 1000 metros polas eólicas, e ao nosso arredor o mono-cultivo industrial de pinheiro.
Logo baixamos de novo ao verde das fragas do rio Lerez até retomar o percurso do rio pólo caminho dos pescadores.

Finalizamos desandando parte do caminho feito pola manhá chegando a Duas Igrejas, logo rematamos em Levoso, na sede do nosso acampamento.
À noite aprendemos de astronomia no observatório astronômico de Forcarei, onde nos explicarom como funciona o telescópio e nos derom noçons básicas sobre a matéria.


Resumo domingo 19 de setembro
A alvorada do domingo foi de gaita e trombóm. Logo do almorço tivemos obradoiros de orientaçom com mapas e compás a cargo do companheiro Miguel de Lugo.


Posteriormente tivemos a charla formativa sobre a questom florestal na Galiza com Pedro Alonso que participou como experto para nos mostrar até que ponto chegam as agressons sobre a floresta galega.


Logo da comida e do convivido dos três dias, realizamos o feche do acampamento coa recolhida das nossas cousas e o agradecimento ao Henrique e a Mabel pola sua hospitalidade e amabilidade com que nos acolherom.

11 de novembro de 2010

Até sempre companheiro



As companheiras e companheiros teus nom sabemos como expressar a imensa dor que nos causa a tua perda. Martinho, foches umha pessoa que hai nada andavas polo monte com nós e em mui pouco tempo perdemos-te.

Gardaremos-te sempre na memória dando-te a melhor homenagem, aplicando as tuas ensinanzas: Luitaremos pola Galiza que desejavas, à que lhe adicaches toda a vida.

Viva Galiza ceive e socialista!!!

28 de outubro de 2010

Roteiro à Fraga da Marronda o 30 de outobro

O próximo sábado dia 30 de outubro, co-organizaremos junto a AMAL (Agrupaçom de Montanha Águas Limpas, o roteiro pola Fraga da Marronda no Concelho de Baleira, Comarca de Burom. Depois de que fosse adiado no mês de agosto preferimos agardar ao outono para retomar esta actividade tendo em conta a fermosura desta fraga nesta época do ano. Quem queira vir deve avisar antes do dia 28 de outubro (no correio madialeva.gz@gmail ou bem no local sito na Rua Manuel Amor Meilám 18 res-do-chao). Combina-se às 8h30 no centro social. Há que levar bocata para o jantar.

A Fraga da Marronda, situada entre as entidades de Branha, Mendreiras, Martím e a estrada que une O Cádavo com Martím, é considerada a mai de todos os bosques de Baleira que, junto com outros bosques do município como son os de Freixido, Bosque do Eo, Monte Grande e Carvalhal, Bosque da Lastra e Bosque de Córneas entre outros, conformam umha extensom de mais de 30 quilómetros quadrados de bosque. A Fraga de A Marronda, cumha extensom de 1.239 Ha. constitue um magnífico exemplo de bosque autóctone Galego que aliás conserva um excepcional estado de conservaçom.

A Marronda é um exemplo excepcional de bosque autóctone galego entre as aldeas de A Branha, Fórneas, Mendreiras, O Real e Martím.

Numha zona de meia montanha, com valores altitudinais comprendidos entre os 450 e os 925m medra esta vigorosa e atractiva massa natural na que podemos atopar numerosas especies tanto vegetais como animais.

Som protagonistas da diversidade vegetal as faias, os castinheiros, os carbalhos, as abeleiras, os azevinhos, os cancereijos, os salgueiros, os sanguinhos, as hedras, os tojos, as gestas, os fentos, os arandos, as silvas, os líquens, os mofos, etc.

Entre os representantes da variedade faunística figuram o javali, o corço, o raposo, a gineta, a doninha, o esquío, o azor, o gabián, a águia caudal, o corvo, a perdiz, o cuco, a bubela, o morcego, o porco-espinho, as formigas, os vagalumes, as lesmas ou os vermes e ácaros do solo florestal.

Esta impressionante fraga é ademais um tesouro paisagístico e visual que nós agasalha estampas cambiantes com as estaçons. Enquanto o verde intenso da clorofila das folhas domina todo na primavera e no verao, o amarelo da capa subjacente de pigmentos aparece ao descuberto no outono e o frío penetra nas polas núas do inverno que amencem brancas quando a neve acanda estas latitudes.

16 de outubro de 2010

Roteiro e magosto o sábado, día 30 de outubro no Courel

A plataforma Galiza nom se vende e a Asociaçom SOS Courel, convídanvos a um roteiro e um magusto que terám lugar o sábado, 30 de outubro, no Courel.

Só tedes que avisar de cantos/as vides para calcular o vinho e as castanhas que necesitamos.

PROGRAMA:

- Ata as 11:00 concentración dos participantes do roteiro no desvío de Ferreirós de Arriba, na estrada principal do Courel, a LU -651, entre os quilómetros 27 e 28. Este punto está a un quilómetro de Ferreirós de Abaixo(Bar Pontón). Pódese aparcar abundantemente no campo de fútbol que está a 200 metros do desvío.

- O roteiro, comeza as 11:00, ten un percorrido circular de 10 quilómetros, cunha dificultade media baixa, salvo o quilómetro de subida o corno do Pico do Côto que ten algo de pendente, pero teremos moito tempo para chegar por un amplo camiño, mentres os heroes/ oinas esperan abraiados, no cumio, ollando dende o medio e medio do courel. Logo, paseniño, polo Muimento, iremos baixando cara Ferreirós de Arriba, e despois Ferreirós de Abaixo.

- Será a primeira vez que unha camiñada de lecer chega a esta marabillosa e sorprendente atalaia. Entre o Piapaxaro, Ferreirós, Folgoso e Sobredo

- Na seguinte foto podemos ver o corno do Pico do Côto, o desvío de Ferreirós(na escombreira) e o Campo de fútbol. Non teñades mágoa, hoxe xa volve estar verde e fermoso!

Clica aquí

- Ás 16:30, En Ferreirós de abaixo, preto do bar O Pontón, empezarase a facer o lume e asar as castañas, mentres os colectivos celebran a asemblea de Galiza non se vende.

- Acordádevos de traer gaitas, tambores, pandeiros,…..

- Traede auga e bocadiño para o xantar, na mochila

- Tamén podedes meter unhas luvas na mochila por si se nos ocorre algún traballo divertido.

- Para xente que se quede toda a fin de semana prepararemos máis rutas e visitas.

- Estes son os teléfonos dos establecementos

Clica aquí

Se non hai aloxamento habilitaremos sitio para durmir no chan.

8 de outubro de 2010

AMAL apoia o manifesto lanzado polo movimento ecologista galego: DEZ RAZÓNS PARA PECHAR AS TÉRMICAS DE CARBÓN

Manifesto:

DEZ RAZÓNS PARA PECHAR AS TÉRMICAS DE CARBÓN

As organizacións e persoas asinantes opómonos ao decreto estatal que favorece a queima de carbón español nas centrais térmicas, mais non porque prexudique as centrais de Meirama (GAS NATURAL FENSOSA) e As Pontes (ENDESA), que usan só carbón importado desde 2008. Rexeitámolo porque o carbón é o combustible fósil máis contaminante, o primeiro que habería que substituír. Por iso, non queremos en ningún lugar centrais térmicas que xeren electricidade sucia a partir de carbón. En Galicia tampouco. Eis dez boas razóns para pechar canto antes as centrais térmicas de carbón das Pontes e de Meirama:

1. Son enormes fábricas de cambio climático. Con moita diferenza, son as centrais eléctricas máis intensivas en emisións de dióxido de carbono (CO2), o principal gas causante da mudanza climática, o problema socioambiental global máis preocupante, do que Galicia tampouco se libra. Durante 2009 emitiron 0,9 toneladas de CO2 por MWh de electricidade xerado, dúas veces e media máis que as centrais de ciclo combinado. O uso exclusivo de carbón de importación a partir de 2008, logo do esgotamento das minas situadas ao seu pé, diminuiu as emisións directas un 13%, pero incrementou as indirectas debidas ao transporte do carbón.

2. Incrementan a débeda de carbono. Unha débeda ignorada e non recoñecida, que contraemos cos países empobrecidos polo noso exceso de emisións de CO2 e outros gases causantes da crise climática, que ameaza sobre todo aos países máis desfavorecidos. As emisións anuais por habitante de Galicia (10,6 toneladas en 2008) son insustentables e moi superiores ás emisións medias mundiais. Durante 2008, último ano para o que hai datos oficiais, case o 25 % das emisións galegas procederon da xeración de electricidade con carbón, que foi a maior fonte de todas.

3. A minería de carbón pode ser moi destrutiva. A extracción de lignito nas minas das Pontes e de Meirama ten provocado un impacto brutal. Agora estamos a externalizar esa destrución, trasladándoa a países como Indonesia, un dos estados do mundo máis ricos en diversidade biolóxica.

4. Elevan a pegada ecolóxica. Coma o resto dos países chamados desenvolvidos, Galicia consome recursos naturais e xera residuos moi por riba do que lle correspondería pola súa poboación, axudando a exceder a biocapacidade renovable do planeta. A iso contribúen de xeito moi destacado as emisións de CO2 das centrais térmicas de carbón, parte de cuxa produción expórtase ao resto da Península Ibérica, co cal estamos a “importar” emisións de CO2 e outros impactos asociados ao consumo eléctrico fóra de Galicia.

5. Deterioran a calidade do aire. A pesar da diminución das emisións atmosféricas como resultado do uso de carbón de importación menos contaminante, non debemos perder de vista que as centrais térmicas de carbón seguen sendo as principais fontes en Galicia para varios contaminantes diferentes do CO2 con efectos a escala local. Durante 2009 superáronse valores recomendados pola Organización Mundial da Saúde (OMS) para concentracións no aire de dous dos principais contaminantes nas áreas de influencia destas centrais: ozono troposférico (As Pontes) e partículas (Meirama).

6. A descarga e o transporte do carbón degradan o ambiente. Minimizar a exposición da poboación ás molestias asociadas á descarga do carbón para as térmicas foi un dos principais motivos invocados para a construción dos impactantes e custosísimos portos exteriores de Ferrol e A Coruña (separados a penas 17 km). A descarga do carbón en porto, e o seu transporte até as centrais (en camións, no caso das Pontes) xera contaminación atmosférica e acústica. A pesar da construción da “Medusa” no porto da Coruña para minimizar o impacto no aire das descargas de carbón, no barrio próximo dos Castros superouse durante 2009 o valor medio anual de presenza de partículas no aire recomendado pola OMS.

7. Acentúan a dependencia enerxética externa. Galicia depende moitísimo da importación de materias primas enerxéticas (máis do 99% destas son combustibles fósiles: carbón, petróleo e gas natural). Esta dependencia enerxética externa acentouse aínda máis desde que as térmicas usan só carbón de importación, pasando do 77,3% da enerxía primaria en 2007 ao 86,2% en 2008.

8. Son moi ineficientes. As centrais térmicas de carbón, responsables dun 15% do consumo de enerxía primaria en 2008, presentan un rendemento de tan só o 37% na transformación da enerxía primaria do carbón en electricidade. É dicir, consomen en forma de carbón perto de tres veces máis enerxía da que obteñen en forma de electricidade. Substituír totalmente a electricidade do carbón por electricidade renovable, ou incluso pola procedente de ciclos combinados a gas natural (cun rendemento do 50%), suporía un importante aforro de enerxía primaria.

9. Son innecesarias para atender o consumo eléctrico galego. As mudanzas operadas no “mix eléctrico” galego durante os últimos anos (crecemento da eólica, ciclos combinados) fixo que durante 2009 a electricidade xerada polas térmicas de carbón (7.433 GWh) fose só un pouco superior á exportada a Portugal e ao resto do Estado español (6.760 GWh). Para satisfacer só o consumo eléctrico galego, hoxe estariamos en condicións de prescindir a curto prazo das térmicas de carbón.

10. É mellor un modelo enerxético sen carbón. Se non se parte de visións condicionadas por intereses particulares e a curto prazo, estamos convencidos de que a opción enerxética máis vantaxosa desde o punto de vista social e ambiental é decrecer o consumo de enerxía e expandir as renovables de xeito respectuoso co territorio, de forma que poidamos prescindir canto antes dos combustibles fósiles, comezando polo máis sucio, o carbón. Canto maior sexa a achega do carbón, máis sucia e máis ineficiente será a produción de electricidade.

Se aspiramos realmente a unha Galicia sustentable e solidaria, non se pode defender calquera actividade económica e o emprego polo emprego, independentemente das consecuencias socioambientais a escala galega e global, e a curto e a longo prazo. Por suposto, é necesario considerar os prexuízos sociais que conlevaría o peche definitivo das térmicas de carbón e encaralos eficazmente a través de medidas de protección social, de formación e de xeración de alternativas sustentables de emprego. Estamos certos de que unha transición -xusta para os traballadores e traballadoras e para as comarcas afectadas negativamente- cara a un modelo enerxético sustentable, baseado no aforro e nas renovables, suporía grandes beneficios para o conxunto da sociedade, tamén no eido do emprego. Os intereses de dúas multinacionais enerxéticas, ou uns centos de empregos, non deberían ser un impedimento para pechar as industrias galegas máis insustentables.

Galiza, outubro de 2010

6 de outubro de 2010

(actualizaçom) III Acampamento de montanha em Forcarei


Conhecimento e defesa da Terra, formaçom ecologista, soberania alimentar, anti-capitalismo e anti-consumo, lazer e natureza

Este é a terceira ediçom do Acampamento de Montanha. Neste 2010 organizamos três jornadas de acampamento. Na linha que vimos defendendo de AMAL, tentamos que os encontros sirvam para conhecer directamente a Terra e livrar-nos da ignorância que ainda arrastamos sobre ela; para saber das agressons que padece, e das melhores maneiras de combater os expoliadores que estám a ameaçar a Galiza; para debater e formar-nos; e demonstrar que formas de vida anti-consumistas som possíveis. Por suposto, também apostamos pola diversom, mas procurando fugir do lazer encadeado ao dinheiro, à incomunicaçom e às drogodependências.

Programaçom do Acampamento 2010

  • Resumo 6ª feira 17 de setembro:

11:00h Roteiro pequeno por Forcarei. Dificuldade meia: 5 horas.

Percurso: Levoso ---> Outeiro Alto (676m) ---> Penas Longas (675m) ---> Aldeia de Liripio ---> Ermida de Sam Mauro ---> Rio Úmia ---> Aldeia de Quintáns ---> Levoso.

Imos darnos um banho, si queredes levade roupa para vos banhar.

14:30h Comida

16:00h Trabalhos na zona de campismo: Preparaçom do acampamento

20:00h Palestra sobre soberania alimentar com Henrique Banet da Fundaçom Galicia verde

22:00h Ceia23h Jogos

  • Resuma sábado 18 de setembro:

8:00h Alvorada

8:30h Almorço

9:30h Roteiro polo Rio Lérez. Dificuldade meia: 8 horas mas sem pendientes longas.

Percurso: Levoso ---> Duas Igrejas ---> Rio Lérez (550m)---> Andom ---> Mosteiro de Aciveiro (750m) ---> Rio Lérez ---> Duas Igrejas --->Levoso

Imos darnos um banho, si queredes levade roupa para vos banhar.

19:00h Apresentaçom da Fundaçom Galicia Verde

21:30h Ceia

22:00h Astronomia e foliada (traz o teu instrumento)

  • Resumo domingo 19 de setembro:

8:00h Alvorada
8:30h Almorço
9:30h Obradoiros de supervivência
12:00h Charla sobre a questom forestal na Galiza com Pedro Alonso
14:00h Comida
15:30h Trabalhos na zona de campismo: Recolhida do acampamento

Como anotar-se?

A dia de hoje podes anotar-te enviandonos um correio a aguaslimpas@gmail.com ou chamando ao 981 318 829. Fai-no quanto antes porque precisamos a listagem de asistentes para preparar as comidas. O preço das jornadas é de 20 Euros para afrontarmos gastos de comida e alojamento.

Também podes anotar-te nos centros sociais dos que publicaremos a listagem no nosso web. De momento atoparás esta listagem para te anotar no CS O Pichel de Compostela, na CS Revolta de Vigo, CS Sem um Cam de Ourense e no CS Madialeva de Lugo.

Comida

A comida corre a cargo da organizaçom salvo o jantar do roteiro da Sexta-féira. É necessário que cada quem leve o seu material para a comida: prato, copo, talheres, guardanapos... É mui importante ter umha garrafa para levar agua suficiente (1,5L por pessoa) para o roteiro e nom deshidratar-se.

Como chegar?

Desde A.M.A.L. recomendamos que, se já tes pensado vir ao acampamento, te organizes para vir tentando fazer o menor uso possível do carro. Si queredes ir em bici, Levoso (Forcarei) fica só a 60km de Compostela.

Podedes partilhar os carros, para levar os menos possíveis, e ainda melhor, fazer uso do transporte público. Aqui deixamos os horários dos autocarros que levam até Silheda. Alí faremos quedadas para recolher à gente. Para mais informaçom e para avisar de que te vaiam buscar, podes chamar a este número 627 161 646.

Compostela ---- Silheda
09:15 ------10:00
16:00* ----16:50
20:00 ------20:45
22:00* ----22:43
*Venhem desde A Corunha

Lugo ---------------- Silheda
06:45 ------------- 08:00
19:30 -------------- 20:55

Vigo ------- Ponte Vedra---------- Silheda
07:00 --------- 07:30 --------- 08:55
19:30 --------- 20:00 --------- 21:25

Que precisas?

Podedes consultar na nossa própria página (no lateral arriba) as entradas do "acampamento de montanha" dos anos passados ou as recomendaçons sobre o material clicando aquí. Se podedes, levade pantalons longos ou polainas para nos vos pinchar cos toxos e as silvas.

Por suposto, precisas tenda de campanha, saco de durmir e roupa de monte (apenas botas, prendas resistentes e mudas, deixa-te de marcas e consumo de logos comerciais). Nom te preocupes da comida, que disso já se encarrega a organizaçom. Ainda que che pareça mentira, nom precisas praticamente dinheiro, porque no monte consume-se pouco. Umhas poucas moedinhas por se precisas fazer umha chamada de urgência dum telefone público (no monte tampouco se precisa móbil).

Isso si: som obrigatórias as ganas de andar, de conhecer a nossa Terra e energias para contribuir a esta comunidade de resistência polo nosso país.

X Acampamento de Verao

Como todos os últimos fins de semana do verao, reunimo-nos num par de jornadas de convívio, caminhadas, lezer e conversa, que servirá...