10 de março de 2011

Roteiro por Oscos: 19 e 20 de Março



AMAL desprazara-se até a Galiza oriental para percorrer a terra de Oscos, no Eo-Návia. A actividade terá lugar no concelho de Santalha, sito no sudeste da comarca e cumha altitude máxima de 950m.

Resenha dos Oscos:

A zona de Oscos ronda os 600m de altitude e é fundamentalmente rural. A maior parte da sua povoaçom adica-se à gandeiria, principalmente à produçom de carne de vacum. Tem umha grande riqueza mineral e geográfica, aproveitada historicamente polas suas gentes e patente nos indícios e restos de antigas extrações de ferro e ouro. Som muitos os muinhos, fraguas e ferreirias que se podem atopar nas beiras dos rios, algumhas destas instalaçoes ainda funcionando. É importante sobre todo a produçom de cuiteleria, por parte dos ferreiros, que é a tarefa que mais se conserva hoje e que ainda serve como verdadeiro oficio.


Hidrograficamente, os Oscos pertencem à bacia do rio Návia. O Agueira, afluente deste que nace na Fonsagrada, atravesa os Oscos e desemboca à altura de Pelorde, no concelho de Pesoz. Durante os roteiros caminharemos nas inmediações do Agueira e dos seus afluentes.

A sua flora está conformada principalmente por árvores caducifólias como o carvalho (Quercus robur, Quercus pyrenaica), a bidueira (Betula alba), o castinheiro (Castanea sativa) ou o freixo (Fraxinus excelsior), rodeadas de outras coma o azevro (Ilex aquifolium) ou o teijo (Taxus baccata). Também há umha gram parte cuberta de tojo (Ulex europeaus), folgueira (Pteridium aquilinum) e breijo (Erica scoparia).

Em quanto à fauna destaca a presença do javali (Sus scrofa), o corço (Capreolus capreolus) e a raposa (Vulpes vulpes). Também abundam os pequenos carnívoros como a londra (Lutra lutra), a gineta (Martes martes), a gardunha (Mustela foina), a arda (Sciuridae), o teixugo (Meles meles) e a donicela (Putorius vulgaris) acompanhados de aves rapaces como o minhato comum (Buteo buteo), o Gaviam (Accipiter nisus) e o lagarteiro ou peneireiro (Falco tinnunculus). Nom podemos esquecer a presenza do lobo (Canis lupus) que conta com um número considerável na serra da comarca.




Info Roteiro:

Sábado 19 de Março:

Dificuldade: meia
Saida: 9:00 na praça da Igreja

Faremos umha rota que nos levará todo o dia, polo que será necessário levar comida.
Sairemos de Santalha até a aldeia de Ferreira. Desde alí ascenderemos até Nonide (700m) baixando depois até A Coba. Voltaremos a Ferreira fazendo um percorrido circular. Dependendo do ritmo do grupo, poderemos alongar o roteiro subindo até a mina das Talhadas (694m) umha antiga exploraçom que deixou de funcionar nos anos 50-60 e do que se extraiam zinc, plomo e prata. Desde ahi voltariamos a Santalha.
Durante o roteiro seguiremos de cerca o curso do rio Agueira, tendo que cruzar várias vezes os numerosos regueiros que vertem nel as suas águas.

Distância: Dependendo de se fazemos a primeira ou a segunda opçom, percorreríamos 20 ou 26km respectivamente.

Domingo 20 de Março:

Dificuldade: meia-baixa
Distância: 14,5 km

Este dia faremos a rota do Forcom dos Rios. Sairemos de Santalha subindo até a aldeia de Veiga do Carro, depois descenderemos até A Valia, cruzando a confluência (Forcom) dos rios Vilanova e Barcia. Voltaremos subindo até Santalha num roteiro circular.


Recomendações:

Como em todo roteiro tendes que lembrar levar roupa e calzado adequado. Nom esquecer algo de abrigo e chuvasqueiro.

A hidrataçom é fundamental, assim que é preciso que cada quem leve umha garrafa para poder levar água durante o roteiro.

A sexta-feira e o sábado, disporemos dum lugar a coberto no que fazer noite, em Santalha. É necessário levar isolante para o chão e saco de dormir.


Como chegar até Santalha:

Desde Lugo (1h 40'): Colher a estrada que vai até A Fonsagrada (LU-106). Depois da Fonsagrada, chegando a Barbeitos, colher a estrada que vai até Santalha, a LU-703

Desde Ferrol (2h 30'): Chegar até Ribadeu e colher a estrada que chega até A Veiga. Umha vez alí colher a AS-11 e seguir até Santalha.



10 de fevereiro de 2011

Roteiro polo Gistral: crónica e fotos




A serra do Gistral é umha das áreas mais inóspitas e despovoadas da Galiza. Pese a nom superar os 1050 m de altitude, a sua dureza fixo que os assentamentos humanos fossem escassos desde tempos antigos. Comprovamo-lo no roteiro ao andar por espaços onde nem aldeias nem cabanas estam presentes ainda que seja pólos seus restos e ruínas. Nom. Nom é assim realmente. Hoje existem edificaçons, caminhos e instalaçons vinculadas a umha massiva exploraçom eólica que nom respeita nem paisagem, nem recursos naturais, nem os enclaves ecológicos únicos no sul de Europa.




O roteiro começou a carom da aldeia de As Folgueiras a onde chegamos nos carros desde a vila de Abadim. O lugar de parada é um bom sítio de início do roteiro pois permite ascender à serra pólo val do Rego da Furna, um rio tributário do rio Ouro que nos deixa praticamente num pequeno monte (o monte Rubio) que é a base do Cadramom. A subida ao Cadramom é mediante umha pista asfaltada e a mesma cume está coroada por um enorme aerogerador ao serviço do capital e do dinheiro. Assim som estes capitalistas que nom som capazes de respeitar os lugares emblemáticos da nossa terra.


Visom da invasom eólica

A vista desde o Cadramom era impressionante. Os seus 1056 m de altitude e o dia despejado e claro que disfrutávamos (cousa rara na Serra do Gistral) permitiam umha vista da que poucas vezes se pode gozar. Ao leste a cordilheira cantábrica totalmente nevada, um pouco mais ao sul, os Ancares e mui possivelmente o Courel algo mais aló, o Valadouro e o Cantábrico ao Norte, e como nom, ao Oeste um anaco da chaminé de As Pontes com o seu característico halo de contaminaçom. No cume do Cadramom um pode-se sentir na atalaia que domina todo o norte da Galiza.

Montanheiras no cume do Cadramom


O vento frio fixo que retomáramos a marcha cara ao outro objectivo: o monte Gistral, ao que chegamos umha hora depois atravessando um longo planalto inçado de turbeiras, únicas na Galiza, e que existem em virtude da humidade e frio existentes sempre em toda a área.

Planalto de uniom entre o Candramom e o Gistral


Ao monte Gistral (1032 m) também chega umha estrada para dar serviço ao repetidor de TV de toda a zona, e por suposto está também rodeada de parques eólicos, ainda que nom no cume. Depois de comer algo ali, seguimos a andar em direcçom Sudeste a carom do Rego das Tojeiras, que remata numha extensa área pantanosa que constitui o nascimento do rio Eume.

Montanheiras no cume do Gistral

Viramos logo cara ao Nordeste entrando numha área boscosa bastante complicada de relevo, e na que tivemos que sortear o Rego do Redondinho e o Rio do Pedrido que quilómetros mais adiante fundira-se com o rio Masma, que desembocará em Foz no Cantábrico.

Caminhando entre pinheiros

Branha onde nace o rio Eume
Chegamos outra vez ao Monte Rubio e dirigimo-nos outra vez pólo val do Rego da Furna cara ao lugar onde estavam os carros estacionados, a onde chegamos já anoitecendo.


Atardecer na serra

O balanço final foi unanimemente mui positivo. Umha marcha moderada (25 km), um dia esplêndido e totalmente aproveitado e a ausência de complicaçons, permitirom-nos conhecer umha das serras mais enigmáticas da Galiza, nascimento de multidom de rios que desembocam desde o Atlântico ao Cantábrico e fonte de numerosas lendas xurdidas da sua labiríntica orografia.


1 de fevereiro de 2011

Roteiro polo Gistral



O vindeiro domingo dia 6 de Fevereiro, AMAL visitará a serra do Gistral. Sairemos do concelho de Abadim, as 9 em ponto da manhá, fazendo um roteiro de dificuldade média. Levara-nos manhá e tarde assim que devedes levar comida para o caminho. Aconselha-se levar roupa de abrigo e, como nom, um chuvasqueiro por se chove.


Nom mais ataques ao Gistral.

Nem centrais eólicas nem macro-exploraçons de Coren



A nossa serra mais nortenha, o Gistral, é núcleo dum maciço de montanhas que arredam a Terra Cha do Cantábrico; do Gistral irradiam sistemas menores, como a Toxiza (cara Mondonhedo), a Carba (cara o oeste) e os montes do Buio e de Cavaleiros (mais cercanos ao mar). A serra atinge os concelhos das Pontes, Abadim, Alfoz, Mondonhedo, Muras, Ourol, Valadouro, Vilalva, Jove, Germade, Viveiro e Cervo.

Os rios do Gistral deitam a sua água no rio Eume, no rio Sor, no rio Minho e directamente no mar Cantábrico: é o caso dos rios Landro, Ouro e Masma.

É umha serra de altura média, por volta dos 700 metros, onde bate o vento permanentemente. O seu cúmio mais alto é o conhecido como Cadramom, que alcança os 1046 metros. De toda a Galiza, é a parte que menos horas de sol recebe ao longo do ano. Coberta de névoas mui frequentes, está inçada de turbeiras mui extensas, mui deterioradas em tempos recentes pola pressom dos parques eólicos. A despopulaçom é a nota dominante. Veremos mui poucas aldeias, e apenas nos encontraremos com gado ceivo.

Do rico património natural desta serra, queremos salientar as espécies endémicas: na flora, vários tipos de uceiras, bosques aluviais de amieiros, freixos de rio e bosques de acivro; na fauna, a conhecida lagartija das branhas, que se desenvove na humidade das turbeiras, e tem no Gistral o seu limite mais ocidental. Também é das poucas áreas do nosso país onde se sobrevive o gato bravo. O lobo também campa por estes cúmios. As aves próprias de zonas abertas som também visíveis: a curuja das junqueiras ou as tartaranhas.

História.

A velha história destes montes relaciona-se com a Galiza céltica, pois pertencia à diócese da Bretonha, repovoada por bretons no século VI e desde aquela instalados no norleste galego. Mais recentemente, a zona do Gistral relembra as andainas da guerrilha antifranquista. Esta foi a serra de referência de Luis Trigo Chaos 'Guardarrios', fugido de Viveiro que cai abatido pola guarda civil no cúmio do Cadramom no verao de 1948.


Velhas e novas ameaças.

Os políticos declarárom a serra como 'de interesse comunitário' (zona LIC), o que nom valeu para frear a desfeita. A serra foi inçada de centrais eólicas e, mais recentemente, 'Endesa Cogeneración y Renovables' e Fergo Galicia Vento S.L. Montárom na Toxiza outro parque que trouxo consigo mais pistas, electrificaçom, subestaçons, estrago das turbeiras e produçom de energia destinada a Espanha.
Rececentemente, a empresa COREN apresentou um projecto de gadaria extensiva que ameaça ainda mais a serra. A exploraçom quer-se estabelecer em 'Parages do Marquês' (Vilalva) e já contou com a resposta contundente da Sociedade Galega de História Natural. Este colectivo expom umha denúncia que fazemos própria desde AMAL:


-Um macro-projecto que quer acolher mais de 840000 polos, 4800 leitons, 10000 porcos e mais de 1000 cabeças de bovino sobarda com muito as capacidades da zona, além de conlevar os conhecidos riscos para a saúde humana e animal que sempre acompanham as exploraçons industrialistas e produtivistas.



-Vai-se converter em terreno produtivo um importante espaço natural, com o conseguinte processo de tala, desbroce e fertilizaçom intensiva no terreno equivalente a mais de 500 campos de futebol. As águas da zona podem poluir-se, com o risco que isto supom numha zona em que nascem dez rios: o Madanela, Trimaz, Ladra, Lavrada, Támoga, Batám, Eume, Moinhos, Santabaia e Sam Martinho. Parte deles formam o imporante sistema fluvial Parga-Ladra-Támoga.


-COREN incorreu em falsidade documental ao apresentar fragmentadamente os informes como se se tratasse de vários projectos, quando na realidade é um só mega-projecto que dificilmente passaria os controlos legais. Na empresa sabem que superam o limite permitido de concentraçom de cabeças de gado por hectare.


De AMAL somamo-nos à defesa deste espaço senlheiro da nossa Terra. Pensamos que cumpre volver a umha produçom racional de alimentos, baseada nas pequenas exploraçons, na eliminaçom de venenos industriais e na produçom para a Galiza, abandonando o ciclo tolo de exportaçom-importaçom de produtos básicos.

Também queremos lembrar nestes dias que, junto ao Gistral, vários montes e serras mais correm perigo de cair baixo os depredadores movidos polo afám de lucro: o Careom na Ulhoa, o monte Jalo nas Marinhas e o Galinheiro no Val Minhor.


Defendamos a nossa Terra!

Palestra sobre a mina de andalucita em Ponte D'Eume





Esta quinta-feira haverá umha palestra sobre a mina de andalucida em Ponte d'Eume. O acto terá lugar no centro de maiores as 20:00hh. e nel falaram Ernesto Lopes (ADEGA) e e Antón Marcal Carracedo (Axente de conservación da natureza).

12 de janeiro de 2011

Crónica do roterio pola serra dos Anacares - 8 e 9 de Janeiro do 2011

NEVA no bico do cume
neva xa pola ladeira
neva no teito e na eira.
..................

Eu a ollar pro lume
i o lume a ollarme.
O lume sin queimarme
fai de min fume...

Uxio Novoneira


Como bem reflicte o nosso poeta courelá, assim é como afrontamos a jornada do Sábado 8 de Janeiro de 2011. Tempo duro de inverno, muita auga no começo e vento e neve no cúmio do Cuinha. Até que nos foi possível o grupo de montanheiras de AMAL desfrutou do val da aldeia de Suarbol e da ascensom inicial entre acivros, carvalhos, piornos e bidueiros. Acima o frio, a neve e umhas pegadas na neve, suspeitas de ser de lobo, fôrom os nossos companheiros. Finalmente e sem parar de neviscar atingimos o objetivo, a cima do Cuinha.

Grupo de montanheir@s na cima do Cuinha


Sem muitos mais contratempos que o cansaço e umha boa molheira finalizou a primeira jornada na Serra dos Ancares, ao pé de Suarbol. Na tardinha recuperamos folgos no albergue acarom do lume dumha lareira.

segunda etapa, o Domingo 9 de janeiro de 2011, acordamos entre um neboeiro e apos alguns debates de qual seria o nosso objetivo encaminhamo-nos até Très Bispos.



Caminho de Tres Bispos


Quando colhemos altura tivemos umha boa vissom da serra. Numha parte Corno Maldito e Penedoes. No meio Très Bispos. E mais longe Pena Roiba. O dia foi limpo e pudemos ver a parte alta da serra que no dia anterior foi-nos negada. A ascensom a Trés Bispos foi rápida e permitiu-nos consumir o tempo numha vissom espectacular e maravilhosa.

Ascensom final até Tres Bispos

Montanheir@s na cima de Tres Bispos

A volta foi pola Campa do Brego onde há um refúgio de montanha. Caminho da Degrada atravessamos um aciveiral, bosque formado por acivros. Deste jeito decorrereu o nosso achegamento a umha das serras mais sobranceiras da Galiza, até outra, serra.

2 de janeiro de 2011

Roteiro polos Ancares o sábado 8 de Janeiro: Aldeia de Suárbol-Pico de Cuinha

Rota Suarbol-Cuinha

Caminho ao Pico Cuinha

As montanheiras de AMAL damos começo ao 2011 cumha rota por umhas das serras mais conhecidas da Galiza. Neste primeiro roteiro desta nova xeira achegaremo-nos aos Ancares e ascenderemos dous dos cúmios mais senlheiros o Cuinha (1987m.) e o Mostalhar (1924m).

A Serra dos Ancares

Estende-se de Nordeste-Suloeste. A origem desta serra remonta-se à Orogénia herciniana (240-400 milhons de anos). Apos este processo ficárom à vista grandes vetas de granitos e lousas, e afloramentos de quartzito. Também é possível comprovar a actividade glaciar ocorrida hai 18.000 anos como por exemplo a cabeceira do rio da Veiga (Suarbol) por onde trancorre o nosso roteiro. Ancares situa-se entre duas regions climáticas a eurosiberiana ou atlantica e a mediterránea. Na Galiza é umha das últimas grandes serras do norte.

Vegetaçom e fauna

Nos vales e nas abas dos montes podemos atopar carvalhos, ameneiros, castinheiros (associados a vida das aldeas), acivros (é possivel atopar bosques exclusivos desta espécie), rebolos, choupos e salgueiros.

Já apartires dos 1400-1500 metros podemos atopar bidueiros capaces de suportar o frio, a geada e os ventos de altura; ou azevinhos os quais no inverno som refugio de muitas espécies animais. Caminho do cúmio podemos atopar carqueixas nas zonas mais secas e piornos e gestas nas mais húmidas, mato baixo e zonas de pastoreio.

Enquanto à fauna o mais característico dos Ancares é que existe umha da mais grande concentraçom de espécies de vertebrados da Galiza. Ainda é possível ver algum urso e algumha pita -do-monte, quase extinta. Algumhas espécies endémicas som a bolboreta Aricia morronensis, a rá vermelha, a levre de Castro Velho e a víbora de Seoane. Podemos ver a marta, a donicela, lobos, xabarins, raposos, curujas ou azores.

Assentamento humano

Como em muitas zonas de montanha as condiçons meteorológicas e orográficas explicam o assentamento humano nos Ancares. Há restos de conduçons de água da época romana e velhas serrarias para fazer trabons para os caminhos de ferro.Com o passo do tempo a serra perdeu populaçom bem porque fôrom buscar trabalho nas minas, bem pola emigraçom. Na Galiza administrativa a populaçom passou de 6500 pessoas no 1910 até 2000 pessoas na actualidade. Aldeias como Vilarbom ou Pando ficarom sem gente. E outras como Suarbol apenas ficam vizinhas. As aldeias quase sempre buscam a orientaçom sul, buscando refúgio dos ventos do norte. Ë característico o apinhocamento das casas dando como resultado pequenas ruas. Aliás, as palhoças som umha construçom característica do Ancares. Esta construçom, extraordinariamente útil e engenhosa, está presente em Piornedo ou Balouta. Em Suarbol ficárom estintas por causa dum incéndio a começos do século passado. Nesta aldeia é possivel atopar escudos heráldicos nalgumhas casas e como curiosidade umha figura talhada em pedra que representa a um home cumha navalha numha mao e com a outra agarra os genitais.

Sábado 8, informaçom do roteiro

Começamos ao pé de Suarbol, num caminho a mao direita, a 50 metros após passar o desvio hácia a aldeia, na estrada em direcçom a Porto Ancares. Desde aquí começa um caminho que transcorre entre muros de pedra e leiras onde pace o gando. Desde a aldeia a ascesom vai desde os 1100 metros até os 1987 metros do cúmio mais alto de Ancares, Cuinha . Atrás fica umha vissom do Val da Freita e da Aldeia de Suarbol e dos montes que a rodeiam na sua parte norte (Monte Galegos 1400m., Tinsidoiro 1462m. e Cespedosa 1517m.). Adrentamos-nos numha pequena fraga e atravessamos alguns regatos. Na segunda parte do roteiro e após dumha exigente ascensom, chegamos a o Val da Freita do rio do mesmo nome, que antigamente foi um glaciar. De fronte e a mao direita vemos Pena Longa de 1880 metros. Antes da ascensom final, chegamos a umha pequena rechá onde atopamos um refúgio na Malhada de Suarbol, onde ficam restos do que foi um cabano pastoril. Desde aqui, se o tempo o permite, vemos à nossa esquerda o cúmio do Cuinha e o de Pena longa à direita. Ascendemos arredor duns cem metros até chegar à cumeada dos dous cimos. Seguimos a cumeada até o chegarmos até o pico. Se é possível polo tempo desde aqui podemos voltar por Piornedo, passando antes por Pena Longa e o Mostalhar, ou bem voltar polo mesmo percurso.

Horário: saída desde a Degrada às 9:00hh. Desde Suarbol, às 9:30hh.

Dificuldade: Meia-Alta.

Tempo aproximado: 5 horas (ida e volta).

Durmida: Albergue da Campa da Branha (Degrada). Preço:7€. Há que levar saco-cama.

Comida: Devemos levar almorço, jantar e ceia para os dous dias. No caso de irmos na sexta feira, a ceia desse dia. No albergue há possibilidade de almorçar (3,5€) e cear (12€). Levar umha garrafa de água por pessoa.

Recomendaçons: Devido a estaçom na que estamos é provável que as condiçons atmosféricas sejam adversas. Ë muito recomendável levar polainas porque atoparemos neve, roupa de abrigo, botas de montanha, umha peça de roupa para a chuva e umha muda. No caso de termos o dia com sol, compre levar óculos para o sol e crema solar. É recomendável levar “crampons” para as zonas próximas ao cúmio, onde é possível que haja gelo.

O Domingo 9 temos pensado fazer a ascensom do Mostalhar desde Piornedo. Combinará-se às 9:00 na Degrada ou às 9:30hh em Piornedo.

Publicaremos umha nova com informaçom de ultima hora na quinta feira. Previssom de tempo e últimas recomendaçons.

17 de novembro de 2010

PALESTRA: Rio Belehe e fragas do Eume, ameazados por um projecto mineiro


Nesta Quinta Feira 18 de Novembro, às 20:30hh terá lugar unha charla no concello d'As Pontes, na Casa do Peso, sobre "Mineiria e impactos Socioeconómicos - Projectos irreversíveis - Casos: Pico Velho e O Courel".


Participarám na Palestra:

  • Xoán Ramón Doldan, Professor de Economia Aplicada da USC

  • Orlando Álvarez, de SOS Courel

Organizado por: Adega, A.M.A.L. (Agrupaçom de Montanha Aguas Limpas), Comité pola Defensa das Rías Altas, Club Montaña Ferrol, Colectivo Ártabra 21, Coordenadora OºOO'OO”, DROSERA, Federación Ecoloxista Galega, Fusquenlla, G.N.Hábitat, Guerrilleiros das Fragas, Lapis Verdes, O Rabo do Galo, Saramaganta, Sociedade Galega de Historia Natural e Verdegaia.


Nos últimos meses, estas organizaçons, estamos la luitar para que a Xunta de Galiza e a empressa Picobello Andalucita S.L. (de capital sul-africano) ejecutem o seu projecto mineiro na parróquia de Goente, que indubidavelmente afectaria letalmente ao rio Belelle e ao PN Fragas do Eume.


A mina a ceu aberto ocuparia umha extensom de 27 hectáreas e tem por objecto extraer um mineral chamado Andalucita que se emprega maiormente para a elaboraçom de tijolos refractários. Situa-se no monte Fontardiom (665m.), parróquia de Goente (Concelho das Pontes) ao carom dos lindeiros das Fragas do Eume.


Para conqueri-lo é necessário estragar umha fraga practicamente virgem (a fraga de Pico Velho) e o rio Belelhe de jeito irreversível e provocar afecçons ambientais de distinta consideraçom ao PN Fragas do Eume.


Em concreto a mina destruiria:


- Os hábitats de espécies de flora e fauna qualificados como “vulneráveis” polo Catálogo Galego de Especies Ameazadas.


-Hábitats de interesse prioritário estabelecidos pola Uniom Europeia.


-As captaçons de auga para consumo humano nos concelhos da Capela, Fene, Neda e Ferrol ja que falamos dum rio livre de verteduras ressiduais directas.


-O rio Belelhe e o Salto de Auga do Roxal, devido a que o núcleo da mina estabelece-se sobre o própio leito.


Levamos realizado várias acçons para defender o rio e tratar de frear o projecto de exploraçom (que já fora desautorizado polo anterior governo da Xunta). Entre ellas umha denúncia ante a Fiscalia de Méio Ambiente e os organismos competentes; várias palestras; um roteiro reivindicativo pola fraga de Pico Velho; umha ciberacçom (envio de correios massivos a administraçons como da Xunta de Galiza e o alcalde das Pontes); e entrevistas com os alcaldes dos concelhos directamente afectados ou próximos à mina.


O RIO NECESSITA-TE… PODEMOS PARAR A DESFEITA!!


MÁIS INFO: nos webs dos grupos citados e no blogue:

http://picovello.blogspot.com

15 de novembro de 2010

Calendário de roteiros 2010 - 2011






A Agrupaçom de Montanha “Augas Limpas” organiza várias marchas anuais de conhecimento directo da Terra, recuperaçom da memória histórica e desfrute da sua riqueza natural. Mas também de denúncia das muitas agressons que padece, a maos de Espanha e do capitalismo, que estragam o património de todos em favor do lucro imediato.

Canteiras, parques eólicos, AVE, autovias, eucaliptizaçom, cementeiras... aproximam-nos mais à desfeita definitiva e roubam o nosso território por um monte de euros.

Une-te a nós para gozar desta Terra e para assinalar os responsáveis da desfeita.


Este é um calendário orientativo das que seram as marchas da AMAL nos vindeiros meses. A parte, cada comarca organizará mais roteiros e actividade durante o ano.


27-28 Novembro 2010: Marcha polos Oscos.

Janeiro 2011: Roteiro de inverno polos Ancares.

Abril 2011: Marcha mixta (um tramo em bicicleta e outro caminhando) por Terra de Montes.

Setembro 2011: IV Acampamento de montanha.

14 de novembro de 2010

Crônica do Acampamento de montanha 2010


Um ano mais as montanheiras e montanheiros de AMAL, fazendo um conhecimento direto da nossa Terra, dezidimonos a desfrutar de tres jornadas de convívio, confraternidade, lazer e aprendizagem coa celebraçom do nosso acampamento anual, desta vez em Forcarei.


Para muitos de nós a comarca de Taveirós e Terra de Montes passara algo despercebida desde que começamos a andar o pais com AMAL. Surprendeu-nos polo salvagem do contorno estando tam perto das cidades de Compostela (50Km) e Pontevedra (40Km). O conjunto montanhoso da Terra de Montes, a modo de anfi-teatro, fecha a comarca polo sur e o leste, com altitudes de 1.000 metros no Monte Seixo, Montes do Testeiro, Serra de Candám e estribos do Monte Chamor, onde tenhem o seu nascimento os rios Úmia e Lérez que, junto co Ulha constituem umha densa rede hidrográfica.


Nom parece que fora umha zona que passase des-apercebida só para nós: na fuxida das gadoupas da morte do fascismo franquista, o deputado agrarista Antón Alonso Rios do Partido Galeguista, escondeu-se nesta comarca facéndose passar por um esmoleiro co nome inventado de sinhor Afranio. Antón Alonso Rios botou case 9 meses em Sorribas, perto do bairro da Ponte de Forcarei. A sua estancia ainda é lembrada por alguns vizinhos de idade avanzada, conservándose o alprende onde dormia e o carvalho baixo o que descansaba.


Instalamos a base do acampamento de Montanha 2010 na antiga escola rural sede da fundaçom Galícia verde, onde trabalham companheir@s noss@s de militância em Galiza nom se vende e que nos deixarom todas as suas instalaçons para o acampamento.

Resumo 6ª feira 17 de setembro
O primeiro dia polo manhá fixemos um Roteiro curto perto de Levoso, sede do acampamento de Montanha 2010. O roteiro, de aproximadamente 5 horas de duraçom, fixémolo polas pistas da parcelaria, que racharom cós caminhos tradicionais, e monte através primeiro até o Outeiro Alto (676m) onde caminhamos polos cumes até Penas Longas (675m).

Desde a altura destes montes podiamos ver até a beira do mar. Malia estar vem longe, pudemos ver localidades da comarca do Barbança como Ribeira.

Logo baixamos até a aldeia de Lirípio e dende alí fomos até a Ermida de Sam Mauro onde nos achegamos à beira do rio Úmia onde comemos.
Posteriormente achegámonos até a aldeia de Quintáns e já voltamos a Levoso.


Coincidindo coa chegada das montanheiras do roteiro, foi aparecendo a maioria da gente participante no acampamento e passamos de ser oito pessoas e 6 tendas de campismo, a juntarnos mais de 40 pessoas e superar as vinte tendas.


Pólo serám desse mesmo dia fixemos a primeira das charlas coa apresentaçom da Fundaçom Galicia Verde, por parte de Henrique Banet. Henrique explicou-nos o seu projecto de recuperaçom e mantemento das sementes galegas e as causas pólas que se estám a perder, principalmente pólos monocultivos empresariais foráneos e o abandono da Terra coa emigraçom campo-cidade.

Resumo sábado 18 de setembro
O sábado, como vem sendo tradiçom nos acampamentos de AMAL, acordamos dos sonhos com alvorada de gaita. Organizados os grupos de turmas de trabalho o dia anterior, antes das 8h já havia montanheiras quentando o almorço para todas.


Este segundo dia fixemos um percurso longo: Saimos de Levoso às 9:30h como estava previsto e comezamos a caminhar cara Duas Igrejas, percurso que nos levou duas horas.

No caminho atravessamos a aldeia de Rabadeiras percorrendo antigas corredoiras polas que ainda passa o gado, mui abundante nesta zona do Pais. Baixamos de Duas Igrejas até o rio Lerez e colhemos o caminho dos pescadores, convertido agora numha rota sinalizada como Rota das pontes do rio Lérez (PR-G 113) seguindo o percurso que debuxa, sempre pola sua beira.

Logo de 2Km a rota marcada afasta-se do rio mas nós seguimos pola beira do Lerez.

Mais dumha vez tivemos que cruzar o rio ja que as silvas fechavam o passo por nom ter passado ninguém por este caminho antigo em bastante tempo.

Na preparaçom deste roteiro dias antes, nessa mesma zona fechada pola maleza as pessoas organizadoras tivemos o privilegio de ver como um grupo de cinco lobos, dous pequenos e tres grandes, marchavam ao trote silenciosamente alertados pola nossa presença. Provavelmente, logo de anos com esse caminho fechado, se convertera este espaço num lugar de tranquilidade e mesmo de cria para os lobos que ainda ficam em Terra de Montes.
Comemos numha zona de pozas coa intençom de nos banhar mas a água estava fria demais e @s montanheir@s nom se animarom.

Depois de reponher forzas seguimos caminho para enfrontarnos à subida dende o rio a aldeia de Andóm. Esta subida resultou a parte mais divertida do trajecto ja que tivemos que realizar pequenas trepadas polas penas para alcançar os prados que se situavam à altura de Andóm.


Dendê Aciveiro até a ponte velha de Andóm, a rota coincide no seu trazado co PR-G100 “Sendeiro Natural Aciveiro-Candám”.

Em Andóm detivémonos na ponte medieval onde colhemos o caminho do empedrado tradicional até um precioso entorno de fraga:

Em Andóm retomamos a rota marcada PR-G 113 que seguimos até chegar a Duas Igrejas atravessando o Lerez pola ponte da Carvalha). De Andóm fomos o Mosteiro de Aziveiro (750m de altitude). Pudemos entrar no mosteiro e ver o seu claustro.

Logo retomamos o roteiro por umha das zonas mais duras moralmente do percurso durante 4 duros quilómetros onde por uma banda podíamos ver a Serra do Candám ao fondo, destroçados os seus cumes de mais de 1000 metros polas eólicas, e ao nosso arredor o mono-cultivo industrial de pinheiro.
Logo baixamos de novo ao verde das fragas do rio Lerez até retomar o percurso do rio pólo caminho dos pescadores.

Finalizamos desandando parte do caminho feito pola manhá chegando a Duas Igrejas, logo rematamos em Levoso, na sede do nosso acampamento.
À noite aprendemos de astronomia no observatório astronômico de Forcarei, onde nos explicarom como funciona o telescópio e nos derom noçons básicas sobre a matéria.


Resumo domingo 19 de setembro
A alvorada do domingo foi de gaita e trombóm. Logo do almorço tivemos obradoiros de orientaçom com mapas e compás a cargo do companheiro Miguel de Lugo.


Posteriormente tivemos a charla formativa sobre a questom florestal na Galiza com Pedro Alonso que participou como experto para nos mostrar até que ponto chegam as agressons sobre a floresta galega.


Logo da comida e do convivido dos três dias, realizamos o feche do acampamento coa recolhida das nossas cousas e o agradecimento ao Henrique e a Mabel pola sua hospitalidade e amabilidade com que nos acolherom.

X Acampamento de Verao

Como todos os últimos fins de semana do verao, reunimo-nos num par de jornadas de convívio, caminhadas, lezer e conversa, que servirá...