17 de novembro de 2011

CRÓNICA ROTEIRO ANCARES.






Partimos da aldeia de Búrbia com bastante retraso sobre a hora prevista, e coa dúvida de se daria tempo de ascender até o Mostalhar, o nosso primeiro objectivo. As dúvidas ficárom atrás quando comezçamos a andar acarom do rio Búrbia até chegar ao ponto onde o regato do Vilouso desemboca neste caudal.

A nossa intençom era ascender ao Mostalhar
subindo polo val configurado polo citado regato até chegar à crista da serra, e desde ali ganhar a cimeira do emblemático pico, descendo pola outra cara e depois polo mesmo val do rio Búrbia até a anterior confluência de rios, desde onde repetiríamos caminho à inversa até o lugar de Búrbia (aldeia, vale e rio levam o mesmo nome).

A subida polo regato do Vilouso fai-se por um caminho bordeado de carvalhos, que se vam convertendo num autêntico bosque, através do que se podem ver impressionantes penas como a de Soupen
adameda.



O caminho remata num sendeiro que sobe p
olo que agora já é um bosque de carvalhos e acivros, e que nos leva a um lago entre o Mostalhar , o pico de Lagos, e o Corno maldito.

Carreiro polo bosque


Lago e Mostalhar ao fundo.

Desde o lago ascendemos até a golada que separa o Corno Maldito e o pico de Lagos, e iniciamos o avanço cara o Mostalhar atravesando toda a crista, e despois de agatunhar e descer a pena denominada Castelim, chegamos à cimeira do Mostalhar.

Cimeira do Mostalhar

A descida do Mostalhar fazemo-la pola golada que separa o Mostalhar do Pena Longa, internado-nos posteriormente no val que seria a cabeceira do rio Búrbia. A baixada por esta cabeceira é impressionante tanto polo silêncio como polos precipícios que sobem até o Mostalhar e até o Pena Longa. Parte desta descida transcorre por umha pedreira na que hai que baixar com bastante tino, mas que tampouco plantejou problemas.Descida do Mostalhar

Um pouco mais abaixo da pedreira segue o carreiro, que remata num caminho que nos levará de novo entre montes escarpados, ao empate do Búrbia co regato do Velouso, e de ali diretamente à aldeia de Búrbia, onde passamos a noite.

O dia seguinte seria o dia do ascenso ao pico Miravales. Dado que nom íamos dispor de todo o dia, escolhêmos a rota com menos desníivel, que é a que parte de Porto Ancares. Até ali subimos nos carros, pois está a bastantes quilómetros de Búrbia e o tempo disponhível era escaso.

Desde Porto Ancares tomamos a crista da serra da Bruteira por onde circulamos sem apenas dificuldade, exceptuando algumha pequena e doada trepada por algum penedo que se interpunha no nosso caminho.

(foto 6 : serra da Bruteira, e o Miravales ao fondo, fotos 7 e 8 : avance pola serra)
Umha vez chegados à base do nosso objectivo, aguardava-nos umha forte subida, ainda que de pouca longitude, que figemos em vinte minutos, e por fim chegamos ao cúmio do Miravales.

(foto 9 : no cumio do Miravales)

Já na descida caminhamos cara ao Sul, co Cuinha de frente, e em pouco mais de hora e média chegamos outra vez aos carros;despois de alguns breves estiramentos e algumha mudança de roupa, dimos por rematado o nosso roteiro polos Ancares.

(foto 10 : descida do Miravales. De fondo: o Cuinha , foto 11 : sem título)

21 de outubro de 2011

ARDE GALIZA. JUNTA RESPONSÁVEL.



A inícios deste outono de 2011, a Galiza volve a padecer umha imensa crise incendiária. Nestes dias, umha parte importante do nosso património natural e cultural é consumida polas lapas. Perdem-se também fontes importantes de riqueza para a vizinhança, e hipoteca-se o direito a um futuro digno para os galegos e galegas de amanhá. O fim da memória e a desertizaçom do território som as heranças que deixa esta desfeita. Um dano irreparável que, contra o que se diga, tem RESPONSÁVEIS.

-Todos aquelas forças políticas (da UE à Junta) que leva décadas procurando expulsar a populaçom do rural, fechando alternativas de vida nas aldeias. Um rural sem vida é um rural mais vulnerável aos incêndios.

-Umha classe política (representada polo PP) que promove a forestaçom dos montes em detrimento das terras de cultivo e umha economia diversa.

-Um sector económico-empresarial, o madeireiro, que converteu os nossos montes num imenso polvorim com espécies alheias e pirófitas.

-Uns meios de comunicaçom, servos do poder (hoje PP) que ocultam dados, minimizam os danos, e ocultam as más condiçons laborais das brigadas.

-Umha conselharia de meio rural que nom quer organizar umha forte empresa pública, dotada de meios e trabalhadores em boas condiçons, para limpar e conservar os nossos montes.

Tam grande drama colectivo nom se frea laiando-nos e clamando ao céu. Cumpre DENUNCIAR ATIVAMENTE OS RESPONSÁVEIS, e, a um tempo, APOIAR COM FORÇAS TODA ALTERNATIVA DE VOLTA AO RURAL E DEFESA DUMHA VIDA E PRODUÇOM DIVERSA.

SAMUEL JUÁREZ DEMISSOM!
DEFENDAMOS A TERRA!

O NOSSO OBJETIVO É O MIRAVALES, NA SERRA DOS ANCARES

Ascenderemos o Miravales, nos Ancares, no último fim de semana de outubro

Depois do obrigado parom estival, e de termos realizado o nosso convívio em Ortegal, AMAL volta à média montanha. Começamos a temporada com umha visita a umha das serras mais senlheiras, os Ancares, onde a nossa Agrupaçom já tem organizado marchas, vivindo bons momentos.
Os Ancares som a serra que inclui umha vasta cordaleira de picos que vam do Miravales (mais ao norte) até o Alto do Cebreiro. As suas elevadas superfícies andam entre os 1500 e 2000 metros. Linda ao sul com o Courel, e ao norte com a Fonsagrada, com altitudes menores, e com o cordal cantábrico, que nos introduz nas terras vizinhas do Eo-Návia. Ao leste tem a depressom berciana, e ao oeste as terras chas de Lugo.
Os vales dos ancares tenhem quase todos orientaçom horizontal (de leste a oeste), com a única diferença do berciano Vale de Balboa. As suas fronteiras estám marcadas polos rios: Návia ao oeste, Íbias ao norte, Valcarce ao sul, Cua ao leste.
Historicamente, a serra foi conhecida como os 'Montes de Cervantes' (em alusom ao concelho do mesmo nome). Com o passo do tempo, assentou-se o nome que conhecemos, e que toma como referência o Vale de Ancares.

Os Ancares hoje.
A todos e todas nos sonam as problemáticas que assolam a serra: despovoamento, nulo apoio político, falta de serviços, avelhentamento...para mais, a atual extrema direita que governa a Junta enfreou a declaraçom da serra como Parque Natural (igual que fai com o Courel). Com isso e contodo, gratifica ver como existe vizinhança que continua a pelejar polo seu, como comprovamos no blogue ancares-terracelta.blogspot.com.

O roteiro.
O nosso objectivo é o Miravales, administrativamente leonês, a 1966 metros de altitude. Dado que os dias começam a encolher, marcamos a cita de saída às 8h00 diante do albergue da Degrada, o sábado 29 de Outubro.
De alô iremos nos carros até Búrbia, onde se situa o albergue, e onde faremos noite.
Ao dia seguinte, faremos um roteiro de menos duraçom e maior facilidade para aquelas pessoas às que se lhe faga excesiva a primeira rota.
As pessoas assistentes devem levar o sempre imprescindível na montanha: roupa de abrigo e muda, calçado ajeitado, água, duas comidas ligeiras, saco e esteira.
Se o tempo o permite, e como é habitual, aproveitaremos para difundir pola zona a propaganda que a nossa Agrupaçom está a realizar contra a vaga incendiária e denunciando o papel nefasto da Junta.

17 de outubro de 2011

GUIA DOS ROTEIROS 2011-2012

Após o acampamento pola ribeira do Sor e as serras da Faladoira e Coriscada, apresentamos os roteiros organizados para os vindeiros meses.

Montanheir@s em Ancares, ano 2007.

  • Outubro de 2011: Ancares
  • Janeiro 2012: Cabeça de Mazeda
  • Março 2012: Roteiro organizado pola comarca de AMAL em Vigo
  • Abril ou Maio: Roteiro polas fragas do Eume, organizado pola comarca de Ferrol.

13 de setembro de 2011

IV ACAMPAMENTO DE MONTANHA

Mais info sobre o acampamento.

Comarca de Ortegal: terra de tradiçom guerrilheira.

Também a conhecida guerrilha antifascista tem um lugar de destaque na história recente da comarca de Ortegal. Nestas terras nortenhas actuou o conhecido como 'grupo Neira', liderado polo combatente do José Neira Fernández, ferreiro de Cuinha (Ortigueira). Desde finais dos anos 30, e a inícios dos 40, este coletivo mantivo em jaque as forças repressivas e a falange com golpes mui medidos e umha grande habilidade para agochar-se. Assi, o norte da província da Crunha rivalizava em fama guerrilheira com o norte de Lugo, na Marinha, onde o lendário Luis Trigo Chaos, 'Guardarrios', provocava o aplauso popular.


E precisamente nas Granhas do Sor, em 1943, tivo lugar um capítulo importante da luita antifascista. Segundo nos conta Harmut Heine (“A guerrilha antifranquista en Galicia”, Xerais, 1982), à beira deste rio tivo lugar umha importante juntança: protagonizárom-na Neira e os seus homens e o grupo liderado polo asturiano Marcelino Rodríguez Fernández, 'Marrofer', mestre comunista que pretendia centralizar os homens do norte na III Agrupaçom do Exército Guerrilheiro de Galiza, liderado polo PCE. Nesta reunion, segundo se conta, a maioria dos homens dérom a sua negativa ao plano de Marrofer: o militante pretendia artelhar umha sublevaçom nos principais núcleos vilegos do norte galego para incentivar umha intervençom dos Aliados no Estado espanhol. Com isso e contodo, si se plasmou o plano dos comunistas, e o Grupo Neira ficou enquadrado no EGG.


A sorte de José Neira é desconhecida. Desapareceu no mapa guerrilheiro sem dar pistas. As más línguas apontam a que foi vítima dumha purga comunista (Neira provinha da CNT), enquanto que outras fontes dizem que caiu pola repressom dos fascistas. Harmut Heine nom nos esclarece este particular. Quanto a 'Marrofer', que abandonara a vida legal em Viveiro trás ser descoberto polas forças repressivas, caiu numha cilada em Milreo-Aranga-Betanços, junto com 'Tenente Freixo', Ángel Álvarez Rego e mais um guerrilheiro. Corria o 24 de junho de 1946, e as contra-partidas da guarda civil -repressores disfarçados de combatentes- faziam estragos.

12 de setembro de 2011

IV ACAMPAMENTO DE MONTANHA

GEOGRAFIA, FLORA E FAUNA.

As Granhas do Sor é um parróquia do Concelho de Manhom. O concelho possui umha populaçom de 2000 pessoas repartidas nos 82,1 quilómetros quadrados. Este é um concelho cumha morfologia peculiar. O seu ancho ronda os 1000 ou 1400 metros lineais e tem umha longitude de 30 quilómetros. No interior há que destacar três acidentes geográficos que marcam as características do concelho. O rio Sor de 49 quilómetros de comprimento e que recolhe as águas das serras da Faladoira e da Coriscada; a montanha, duas serras som as que percorrem longitudinalmente o concelho de sul a norte a Serra da Faladoira (mais ao sul) e a Serra da Coriscada (mais ao norte); e por último o mar Cantábrico.

O rio Sor, e também os seus afluentes, sucan profundos vales, de abundante vegetaçom, que contrastan com as arbustivas zonas altas da serra. Devido a que é um dos poucos rios galegos sem barragens nem aproveitamentos hidro-eléctricos, nas suas augas podemos topar salmom atlántico. Na bacia e riveiras do rio podemos atopar bidueiros (Betula pubescens), carvalhos (Quercus robur), castinheiros (Castanea sativa), maceira brava (Malus sylvestris), pradairos (Acer pseudoplatanus), acivros (Ilex aquifolium), arandeiras (Vaccinium myrtillus), sabugueiro (Sambucus nigra) e nesta época grande variedade de cogumelos.

Rio Sor.

Em quanto a fauna, avondam as troitas e anguias, garça real (Ardea cinerea), picapeixes (Alcedo atthis), merlo rieiro (Cinclus cinclus ), ferreiriño rabilongo (Aegithalos caudatus), gaviám (Accipiter nisus), açor (Accipiter gentilis), minhato comum (Buteo buteo), falcom peregrino (Falco peregrinus), corço (Capreolus capreolus), porco bravo (Sus scrofa), lontra (Lutra lutra), golpe (Vulpes vulpes) e porco teixo (Meles meles).

A serra da Faladoira colhe o seu nome, segundo se di, do eco que producem umhas penas situadas perto dos seus pontos máis altos. Tem como cúmio mais senlheiro o Monte Caxado (756m) e o Monte Faladoira (605m). Formada por lousa preta, gneis “olho de sapo” como se conhece popularmente, xistos cristalinos e areíscas das que sobresaem cristas de granitos e quarzitas. Grande pparte da serra ésta ocupada por eucaliptos e pinheiros, pastos para gando, matogueiras de breixos (Erica arborea, Erica tetralix), quirogas (Daboecia cantabrica) e tojos (Ulex europaeus) e algumha que outra carvalheira.

Imagem antiga da Serra da Faladoira.


A serra da Coriscada remata em Bares ainda que nalguns mapas aparesce este primeiro tramo com o nome de serra do Solheiro. O ponto mais alto é o monte da Coriscada (523m). A fauna e flora é similar à Faladoira, assim como a sua composiçom. Tanto a Faladoira como a Coriscada estám sobreexploradas por parques eólicos.



HISTÓRIA

É umha zona habitada desde moi antigo. Disto da fé, a multidom de mámoas e necrópoles megalíticas(perto de 100, umha das maiores concentraçons de Europa) que se atopam nas serras da Coriscada e Faladoira. Entre estes está o Forno dos Mouros, a cámara megalítica máis antiga de Galicia. Data do 4400 a.C. e na actualidade atopa-se exposta no Centro Arqueológico de Ortigueira. A mágoa é que após tantos anos estas pedras nom fôrom quem de sobreviver às obras dos parques eólicos que causárom muitos destroços nestes tesouros históricos que formam parte dumha unidade com a paisagem e a cultura que devia ser prioridade conservar.

Forno dos Mouros.

Outro dos feitos que reflitem esta senlheira história é o porto de Bares, considerado um porto pre-romano, seguramente fenício polos restos que aparescérom. E que confirma o feito de ser o fim do caminho dos Arrieiros. Caminho de mais de 40 quilómetros que unia As Pontes com Bares e que no sXVIII formava parte da rede de caminhos reais e documentado desde a época medieval. Este caminho transcorre entre as diferentes mámoas que assolagam as cristas das serras, e empregava-se para o transporte de mercadorias.

Página interessante sobre o Caminho dos Arrieiros: http://caminhodosarrieiros.blogspot.com/

É digno de mençom que na parróquia de Sam Cristovo de Ribeiras do Sor situa-se o pazo e mais a propriedade de Torre de Lama, fortaleza do sXV. Dentro podemos atopar a maior plantaçom de camelias de Europa e a segunda do mundo.

Na História de Manhom e mais concretamente da parróquia das Granhas do Sor, aparesce umha personagem: Mamede Casanova, Toribio. Um bandoleiro nascido no 15 de fevereiro de 1882 que as crónicas citam de “valente, ousado, temerário, pola sua audácia, polo seu menosprezo da lei, polo seu sangue, até pola sua cara”. Foi em tempos de convulsos movimentos sociais –do agrarismo e mobilizaçons lavregas galegas– onde os caciques governan e a fame negra estende os seus míseros tentáculos, onde este home da comarca de Ortigueira “luita contra a sociedade e contra sim mesmo, que o levou, sem pretendé-lo, a ganhar a inmortalidade”. Estivo fugido nestas serras do norte e perseguido pola Guardia Civil durante três anos. Um comic por título: O Fillo da Furia, o derradeiro bandido romántico, Demo Editorial (2010), dos lucenses Miguel Fernández Vázquez –desenho– e Manolo López Poy –guiom–, é um retrato “da lenda de Mamede Casanova e os reflexos dumha sociedade onde caciques, lavreg@s, burgueses, curas, emigraçom e forças repressivas tentam conviver numha Galiza profunda, desigual e achantada no poço da miséria”.




HORÁRIOS.

Refúgio de Cascom.


Sexta Feira 16 de Setembro:

19:30hh Recepçom das campistas.

20:30hh Palestra: Decrescimento a debate. Xoam Doldám, professor de Economia Aplicada e membro da associaçom Véspera de Nada.



Sábado 17 de Setembro:

8:00hh. Alvorada e Almorço.

9:00hh Roteiro: Refúgio de Cascom-Candedo-Monte Coriscada-Ponte Segade-Refugio de Cascom.(25 quilómetros)

20:00hh Ceia.

21:00hh Regueifas ao pé do lar.

23:00hh Jogos e foliada.



Sábado 18 de Setembro:

08:00hh. Alvorada e Almorço.

09:00hh Roteiro. Refúgio de Cascom-Nascimento do rio Sor. (10quilómetros)

12:30hh Seminário de prantas, árvores e fauna. Andrés Castro, professor da Escola de Agricultura Ecológica de Vilasantar e colaborador do SLG.



CONSELHOS.

É aconselhável levar tenda, saco-cama, roupa de abrigo, calças longas, roupa de águas, pratos, copo, talheres, lanterna e comida para Sexta Feira e Domingo.

Quem tiver um quinqué que o leve.

Preço: 20€.



Publicarám-se resenhas dos roteiros proximamente.

7 de setembro de 2011

IV ACAMPAMENTO DE MONTANHA

Como chegar?

Desde o sul e o oeste, a referência vai ser As Pontes. Desde ali há que tomar a estrada que vai a Ortigueira. Após passar o Monte Caxado (dous kilómetros depois mais ou menos), apanhamos à direita em direcçom Manhom-O Barqueiro-Riveiras do Sor. Se continuarmos nesta estrada atoparemos à altura da parróquia de Granhas do Sor umha pequena estrada à mao direita direcçom Cascom.

Se temos dificuldades de atopar o refúgio de Cascom, podemos ir a Ponte Segade (mais conhecido). O desvio até Ponte Segade está melhor indicado seguindo a estrada que indicamos antes ( Manhom-O Barqueiro-Riveiras do Sor). Uns kilómetros rio arriba, continuando pola estrada que continua paralela ao rio em direçom ao seu nascimento, atoparemos umha pequena estrada a mao esquerda que baixa até o refúgio de Cascom.

Trem:

Saída desde Ferrol: 08:10 Chegada Barqueiro: 09:40

Saída desde Ferrol: 10:30 Chegada Barqueiro: 11:59

Saída desde Ferrol: 15:18 Chegada Barqueiro: 16:48

Saída desde Ferrol: 18:45 Chegada Barqueiro: 20:15

Info: 981 370 401 (FEVE)

Autocarro:

Ferrol: 07:30 Pontes: 08:45 Preço:4,05 €

Ferrol: 11:00 Pontes: 12:00 Preço:4,05 €

Ferrol: 13:15 Pontes: 14:30 Preço:4,05 €

Ferrol: 17:00 Pontes: 18:00 Preço:4,05 €

Ferrol: 19:00 Pontes: 20:15 Preço:4,05 €


Ferrol: 12:45 O Barqueiro: 14:00 Preço: 7,00 €

Ferrol: 16:30 O Barqueiro: 17:45 Preço: 7,00 €

Ferrol: 19:00 O Barqueiro: 20:35 Preço: 7,00 €

Ferrol: 21:00 O Barqueiro: 22:40 Preço: 7,00 €


Contacto: Teléfono Oficinas: 981 330 046
Teléfono Atención al Cliente: 902 277 482 (ARRIVA).


Desde O Barqueiro e desde As Pontes há que contactar com a organizaçom para ir polas pessoas que decidam deslocar-se por estes meios. O motivo é que nom há transporte público até as Granhas do Sor, à altura de Cascom.


5 de setembro de 2011

IV ACAMPAMENTO DE MONTANHA


Nos vindeiros 16, 17 e 18 de Setembro de 2011, decorrerá o nosso quarto acampamento de montanha com o qual despediremos o verao. Após as ediçons de Sam Joam de Rio (2008), Luviám (2009) e Forcarei (2010), desta vez deslocaremo-nos a terras do norte, no fim da dorsal galega, perto do lugar onde o océano Atlântico muda de nome por Mar Cantábrico. Ali onde, entre as serras da Faladoira e Coriscada no Oeste e a Ganhidoira no Leste, caminha devagar o Rio Sor até a sua uniom com o Mar Cantábrico na ria do Barqueiro. No seu passo polo Concelho de Manhom, na altura da parróquia das Granhas do Sor, teremos a base do nosso acampamento no refúgio de Cascom, à beira do rio.


Serám, três jornadas intensas onde as montanheiras e os montanheiros participaremos dum programa no qual haverá formaçom, conhecimento da natureza, convívio, roteiros e lazer.
Nos vindeiros dias informaremos de como se chega, das carcterísticas dos roteiros, do programa e dos conselhos a ter em conta.

23 de maio de 2011

Roteiro-Homenagem ao companheiro Martinho (INFORMAÇOM ACTUALIZADA!)





CRÓNICA FOTOGRÁFICA:










O vindeiro fim de semana, nos dias 28 e 29 de Maio, a Agrupaçom de Montanha Aguas Limpas homenageará ao recententemente falecido Martinho, cum roteiro pola serra do Invernadoiro. Visitaremos o Acampamento Aguas Limpas, no que Martinho estivo na década dos 80 durante a sua militância no Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive.

Escolhemos o mês de Maio para fazer este roteiro fazendo-o coincidir com o XXIII aniversário da sua detençom e as das suas companheiras em 1988.


Dados da rota do sábado:

Saída
O ponto de encontro para chegar ao Invernadeiro será frente ao Hospital Comarcal de Verim, às 9:30 do sábado, para poder começar a andaina por volta das 10:30 (há que ter em conta que às 19:00 teremos que estar fora do Parque Natural)

Distancia
20km em rota de ida e volta polo mesmo caminho.

Tempo
8 horas

Dificuldade
Meia-alta, especialmente pola maleza dos últimos 3 km da ida

Durmida
Durmiremos em tendas de campismo sobre terra dura, mas o material quedará nos carros, nom há que carregar com ele.

Recomendaçons
Quanto a roupa será importante levar calças longas, mesmo que vaia calor, para atravessar a maleza.
Para comer: à andaina é de ida e volta, assim que só levaremos o imprescindível para resistir até a noite. Imos ter um máximo de 45min. polo que nom convém cargar com cousas que nom imos comer. Polo que um sande ou um pequeno recipiente com comida para a parada do jantar, mais algo para ir comendo polo caminho como froita seca pode avondar. Mas nom esquecer trazer mais cousas para o resto da fim-de-semana!!!

Rota
A rota, de ida e volta, começa nas Casas da Ribeira Pequena, a uns 900 metros de altitude. Durante 7 quilómetros caminharemos cómodamente por umha pista em bom estado que ascende, vagarosa e assombrada por pinheiros silvestres, até uns 1150 metros. Umha vez que cubramos este percorrido estaremos situados no limite Sul do parque. Desde aqui atravessaremos o Lombo dos Lourencinhos já por um caminho velho fora da area protegida, para depois, em apenas um quilómetro, descer de vez pola costa da Airoa todo o ascendido anteriormente. Toda vez que estejamos ao pé do encoro, a uns 890m, restarám escassamente 2 quilómetros para chegar ao Cabras, regato ao pé do qual está o acampamento que andamos a procurar. Este último trecho fai-se lento e fadigoso pola maleza que povoa o caminho. Afianal, logo de 3 horas e meia, chegamos a Aguas Limpas.

Resenha histórica
Aguas Limpas foi umha base do Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive construida a finais da década de 80. Na altura o cerco policial sobre o EGPGC estreitou-se até o ponto de obrigar a militantes, que até daquela se agachavam em moradas de gente conhecida, a fugir cara lugares mais seguros. Foi no verao de 1987 quando José Antonio Matalobos Rebolo e Antom Árias Curto, depois de terem esquadrinhado boa parte da montanha do País constroim o refúgio de Augas Limpas no corgo do Cabras, regueiro que verte no encoro de Portas, situado ao Leste dos montes do Invernadoiro.

A escolha do lugar atendeu ao carácter oculto deste, mas sobre todo o facto de estar muito perto de Portugal. Quanto ao nome, é evidente que se deve à cristalinidade das augas do Cabras, que baixam desde a serra para estagnar-se numha pequena poça antes de morrer no encoro.

Umha vez construído, os moradores foram Antom Garcia Matos, José Manuel Sam Martim Bouça, Manuel Chao Do Barro e Jaime Castro Leal, instalados alí no inverno do 1988.

A sua estadia prolongou-se até o 28 de Maio desse ano, quando o Sam Martim e o Toninho iam a umha reuniom com os militantes que estavam no refúgio de Porto-Mouro, no canhom do Sil. Essa noite caeram presos no encoro de Guístolas os primeiros, junto com Susana que os estava a agardar alô; e na ponte que atravessa cara Castro Caldelas caeram o Matalobos, o Curto e o Campuzano.




10 de março de 2011

Roteiro por Oscos: 19 e 20 de Março



AMAL desprazara-se até a Galiza oriental para percorrer a terra de Oscos, no Eo-Návia. A actividade terá lugar no concelho de Santalha, sito no sudeste da comarca e cumha altitude máxima de 950m.

Resenha dos Oscos:

A zona de Oscos ronda os 600m de altitude e é fundamentalmente rural. A maior parte da sua povoaçom adica-se à gandeiria, principalmente à produçom de carne de vacum. Tem umha grande riqueza mineral e geográfica, aproveitada historicamente polas suas gentes e patente nos indícios e restos de antigas extrações de ferro e ouro. Som muitos os muinhos, fraguas e ferreirias que se podem atopar nas beiras dos rios, algumhas destas instalaçoes ainda funcionando. É importante sobre todo a produçom de cuiteleria, por parte dos ferreiros, que é a tarefa que mais se conserva hoje e que ainda serve como verdadeiro oficio.


Hidrograficamente, os Oscos pertencem à bacia do rio Návia. O Agueira, afluente deste que nace na Fonsagrada, atravesa os Oscos e desemboca à altura de Pelorde, no concelho de Pesoz. Durante os roteiros caminharemos nas inmediações do Agueira e dos seus afluentes.

A sua flora está conformada principalmente por árvores caducifólias como o carvalho (Quercus robur, Quercus pyrenaica), a bidueira (Betula alba), o castinheiro (Castanea sativa) ou o freixo (Fraxinus excelsior), rodeadas de outras coma o azevro (Ilex aquifolium) ou o teijo (Taxus baccata). Também há umha gram parte cuberta de tojo (Ulex europeaus), folgueira (Pteridium aquilinum) e breijo (Erica scoparia).

Em quanto à fauna destaca a presença do javali (Sus scrofa), o corço (Capreolus capreolus) e a raposa (Vulpes vulpes). Também abundam os pequenos carnívoros como a londra (Lutra lutra), a gineta (Martes martes), a gardunha (Mustela foina), a arda (Sciuridae), o teixugo (Meles meles) e a donicela (Putorius vulgaris) acompanhados de aves rapaces como o minhato comum (Buteo buteo), o Gaviam (Accipiter nisus) e o lagarteiro ou peneireiro (Falco tinnunculus). Nom podemos esquecer a presenza do lobo (Canis lupus) que conta com um número considerável na serra da comarca.




Info Roteiro:

Sábado 19 de Março:

Dificuldade: meia
Saida: 9:00 na praça da Igreja

Faremos umha rota que nos levará todo o dia, polo que será necessário levar comida.
Sairemos de Santalha até a aldeia de Ferreira. Desde alí ascenderemos até Nonide (700m) baixando depois até A Coba. Voltaremos a Ferreira fazendo um percorrido circular. Dependendo do ritmo do grupo, poderemos alongar o roteiro subindo até a mina das Talhadas (694m) umha antiga exploraçom que deixou de funcionar nos anos 50-60 e do que se extraiam zinc, plomo e prata. Desde ahi voltariamos a Santalha.
Durante o roteiro seguiremos de cerca o curso do rio Agueira, tendo que cruzar várias vezes os numerosos regueiros que vertem nel as suas águas.

Distância: Dependendo de se fazemos a primeira ou a segunda opçom, percorreríamos 20 ou 26km respectivamente.

Domingo 20 de Março:

Dificuldade: meia-baixa
Distância: 14,5 km

Este dia faremos a rota do Forcom dos Rios. Sairemos de Santalha subindo até a aldeia de Veiga do Carro, depois descenderemos até A Valia, cruzando a confluência (Forcom) dos rios Vilanova e Barcia. Voltaremos subindo até Santalha num roteiro circular.


Recomendações:

Como em todo roteiro tendes que lembrar levar roupa e calzado adequado. Nom esquecer algo de abrigo e chuvasqueiro.

A hidrataçom é fundamental, assim que é preciso que cada quem leve umha garrafa para poder levar água durante o roteiro.

A sexta-feira e o sábado, disporemos dum lugar a coberto no que fazer noite, em Santalha. É necessário levar isolante para o chão e saco de dormir.


Como chegar até Santalha:

Desde Lugo (1h 40'): Colher a estrada que vai até A Fonsagrada (LU-106). Depois da Fonsagrada, chegando a Barbeitos, colher a estrada que vai até Santalha, a LU-703

Desde Ferrol (2h 30'): Chegar até Ribadeu e colher a estrada que chega até A Veiga. Umha vez alí colher a AS-11 e seguir até Santalha.



10 de fevereiro de 2011

Roteiro polo Gistral: crónica e fotos




A serra do Gistral é umha das áreas mais inóspitas e despovoadas da Galiza. Pese a nom superar os 1050 m de altitude, a sua dureza fixo que os assentamentos humanos fossem escassos desde tempos antigos. Comprovamo-lo no roteiro ao andar por espaços onde nem aldeias nem cabanas estam presentes ainda que seja pólos seus restos e ruínas. Nom. Nom é assim realmente. Hoje existem edificaçons, caminhos e instalaçons vinculadas a umha massiva exploraçom eólica que nom respeita nem paisagem, nem recursos naturais, nem os enclaves ecológicos únicos no sul de Europa.




O roteiro começou a carom da aldeia de As Folgueiras a onde chegamos nos carros desde a vila de Abadim. O lugar de parada é um bom sítio de início do roteiro pois permite ascender à serra pólo val do Rego da Furna, um rio tributário do rio Ouro que nos deixa praticamente num pequeno monte (o monte Rubio) que é a base do Cadramom. A subida ao Cadramom é mediante umha pista asfaltada e a mesma cume está coroada por um enorme aerogerador ao serviço do capital e do dinheiro. Assim som estes capitalistas que nom som capazes de respeitar os lugares emblemáticos da nossa terra.


Visom da invasom eólica

A vista desde o Cadramom era impressionante. Os seus 1056 m de altitude e o dia despejado e claro que disfrutávamos (cousa rara na Serra do Gistral) permitiam umha vista da que poucas vezes se pode gozar. Ao leste a cordilheira cantábrica totalmente nevada, um pouco mais ao sul, os Ancares e mui possivelmente o Courel algo mais aló, o Valadouro e o Cantábrico ao Norte, e como nom, ao Oeste um anaco da chaminé de As Pontes com o seu característico halo de contaminaçom. No cume do Cadramom um pode-se sentir na atalaia que domina todo o norte da Galiza.

Montanheiras no cume do Cadramom


O vento frio fixo que retomáramos a marcha cara ao outro objectivo: o monte Gistral, ao que chegamos umha hora depois atravessando um longo planalto inçado de turbeiras, únicas na Galiza, e que existem em virtude da humidade e frio existentes sempre em toda a área.

Planalto de uniom entre o Candramom e o Gistral


Ao monte Gistral (1032 m) também chega umha estrada para dar serviço ao repetidor de TV de toda a zona, e por suposto está também rodeada de parques eólicos, ainda que nom no cume. Depois de comer algo ali, seguimos a andar em direcçom Sudeste a carom do Rego das Tojeiras, que remata numha extensa área pantanosa que constitui o nascimento do rio Eume.

Montanheiras no cume do Gistral

Viramos logo cara ao Nordeste entrando numha área boscosa bastante complicada de relevo, e na que tivemos que sortear o Rego do Redondinho e o Rio do Pedrido que quilómetros mais adiante fundira-se com o rio Masma, que desembocará em Foz no Cantábrico.

Caminhando entre pinheiros

Branha onde nace o rio Eume
Chegamos outra vez ao Monte Rubio e dirigimo-nos outra vez pólo val do Rego da Furna cara ao lugar onde estavam os carros estacionados, a onde chegamos já anoitecendo.


Atardecer na serra

O balanço final foi unanimemente mui positivo. Umha marcha moderada (25 km), um dia esplêndido e totalmente aproveitado e a ausência de complicaçons, permitirom-nos conhecer umha das serras mais enigmáticas da Galiza, nascimento de multidom de rios que desembocam desde o Atlântico ao Cantábrico e fonte de numerosas lendas xurdidas da sua labiríntica orografia.


X Acampamento de Verao

Como todos os últimos fins de semana do verao, reunimo-nos num par de jornadas de convívio, caminhadas, lezer e conversa, que servirá...