Crónica do roteiro pola Serra da Capelada


O último roteiro foi dos mais nortenhos que tem realizado a Agrupaçom de montanha e o único em que figemos o percurso pola beira do mar.

A saida figemo-la do mosteiro de Santo André de Teijido, cheio como sempre de turistas espanhois e devotos que andam à procura dum pouco de paz longe do ruido e das aglomeraçons do entorno urbano e o que conseguem cos seus carros, autocarros, berros e multitude é fazer de Santo André mais um espaço colonizado.

Saindo de Santo André caminhamos polo cordal em que pudemos gozar dumhas impressionantes vistas dos cantis que caem até a beira do mar. A Serra da Capelada estende-se em direcçom Sudoeste (nordeste da vila de Cedeira até o cabo Ortegal). Foi este o percurso que figemos. Chega a alturas em montes mui perto da beira do mar como o Monte Miranda (545 metros), sobre a paróquia da Pedra, os montes de Landoi e os penedos de Santo Adriam (com quase 600 metros) na paróquia de Veiga.

O percurso figemo-lo de vagar e parando-nos muito nas vistas que na segunda etapa, já de tarde, o nevoeiro cobriu os baixos da Serra, o que fijo ainda mais impressionante a paisagem.

Com umha altura máxima de 620 metros na caserna de vigilância de ponta Herbeira e paredes verticais de mais de 500 metros, som estes os cantis mais elevados da Europa ocidental. Por diante dos conhecidos cantis de Moher, face às Ilhas de Aran (na república da Irlanda) que levam a fama mas que som superados em altura polos desta impressionante Serra galega.

Ao avançar da tarde, chegamos a um ponto onde era já seguro que se nom dávamos volta teríamos que fazer boa parte do percurso de volta de noite. Logo dum debate entre os 14 montanheiros que formávamos o grupo, quatro montanheiros decidiram avançar sem mochilas para valorar a possibilidade de rematar o roteiro. Logo de 20 minutos caminhando, este grupo conseguiu chegar até um ponto onde podiam ver o remate da serra no Cabo Ortegal. Logo dumha pequena conversa decidiram tirar a sorte quem desses quatro montanheiros seriam os que voltariam com o resto até Santo André e cales seguiriam até o cabo Ortegal.

Os dous afortunados que sairom elegidos para continuarem até o Cabo Ortegal puderam gozar dumhas das vistas mais impressionantes do roteiro: Os Agilhons, três pequenas ilhas de pedra piramidais chantadas face ao faro que segundo a lenda, som os cascos de três cavaleiros da idade media que afundiram neste ponto. As referências aos Agilhons datam já dos gregos como ponto estratégico para a navegaçom. Este Cabo é considerado geograficamente como a separaçom entre o Océano Atlántico e o Mar Cantábrico.

Pudemos também divisar da altura as estibacións finais da Serra da Faladoira, esta serra já conhecida pola agrupaçom porque figemos o último roteiro da “Marcha pola Dorsal Galega” por ela, era visível o seu trajecto cara Estaca de Bares. Da Serra da Faladoira partem cara ao oeste outras ramificaçons como os Montes de Rande e do Feo (510 metros), até Ladrido e Espasante. Cara ao norte atopamos os montes de Devesos e Sam Paio, próximos a Ortigueira. Nesta zona passam a chamar-se Montes do Cancelo, Montes do Ermo e Pico de Taboada (540 metros), polo oeste cara Mera.

Ao rematarmos figemos um jantar de confraternizaçom na vila de Cedeira logo de ir buscar aos únicos dous montanheiros que chegaram até o Cabo Ortegal. Ali pugemos umhas faixas para lembrar que a eucaliptizaçom do pais, os parques eólicos e as canteiras a céu aberto estam a destruir a Serra da Capelada, a Serra da Faladoira e a nossa terra.

A noite pasamo-la no refugio que AMAL tem em Ferrolterra e ao dia seguinte, domingo de manhá, preparamos o refugio para o fazer habitável para próximas actividades da Agrupaçom.































A AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS (A.M.A.L.) é umha organizaçom independentista de defesa da terra. Toma o seu nome de um dos campamentos que o Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive tinha nos Montes do Invernadoiro, no Maciço de Maceda.

A Terra galega comprende a actual Galiza administrativa e os territórios históricos orientais da Terra Návia-Eu, Vale de Íbias e Berzo,
a Cabreira e a Seabra.

A defesa da Terra implica conhecer, sentir, respeitar, desfrutar e identificar-se com o nosso País, o seu povo e a sua cultura.

A defesa da Terra implica defender o direito das galegas e galegos a vivermos dignamente no nosso território, sem ingerências impostas desde fora.

A defesa da Terra implica viver e relacionar-se com outras pessoas e com a natureza longe dos parámetros do consumo, individualismo e depredaçom capitalistas.

A defesa da Terra implica construir umha comunidade de resistência que faça frente à violência e espólio sistemáticos que se exercem sobre os recursos naturais, económicos e identitários da Galiza.


A AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS tem como actividades:

  • Conhecimento e desfrute da nossa Terra.
  • Marchas e campamentos de montanha.
  • Conscientizaçom e denúncia das agressons sobre o nosso território.


As actividades desenvolvem-se em território galego. O funcionamento interno é assembleário, havendo responsáveis de distintas funçons e actividades.

O símbolo da AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS é um/ha montanheiro/a com cabeça de cabra, símbolo de identificaçom com a nossa Terra.

Poderá fazer parte da A.M.A.L. qualquer galeg@ que partilhe estes princípios e esteja dispost@ a participar nas suas actividades.