14 de janeiro de 2009

Manifestaçom nacional de Galiza nom se vende o 15 de Fevereiro em Compostela

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Galiza Non Se Vende, plataforma na que AMAL participa activamente, realizou umha caravana de actos que percorreu oito cidades e vilas do país. A primeira actividade foi um concerto na cidade de Vigo este 3 de Janeiro passado.

A plataforma culminou todos estes actos o 15 de Fevereiro, em Compostela, cumha manifestaçom nacional

Galiza Nom Se Vende pretende denunciar a atitude continuísta do Governo com respeito ás "viciadas e denostadas políticas anteriores", "caindo nas mãos do capitalismo mais depredador em vez de apostar decididamente por estudar e aplicar modelos" sustentáveis.

Segundo explica Galiza Nom Se Vende, a actual crise está a ponher de manifesto a febleza deste sistema económico "que socializa as perdas das grandes empresas e privatiza as ganâncias". As mobilizaçóns convocadas pola plataforma xorden como unha reacçom contra a destruiçom da paisagem, do património cultural e da biodiversidade, contra o urbanismo caótico e as infra-estruturas irracionais.


A rede exige um cambio de rumbo imediato "que ponha a sustentabilidade ecológica e a justiça social no centro das políticas" co objectivo de construir "umha Terra viva e unha vida digna para tod@s".

Comunicado de AMAL para a manifestaçom da rede Galiza nom se vende:

Em maos do bloco industrial-financeiro e dos seus servos da classe política (a sigla tanto faz), a Galiza segue a padecer as consequências mais cruas da dependência: nenhuma decisom essencial sobre a planificaçom e uso dos recursos está em maos do povo galego. Sobram exemplos. Sem poder galego real –fruto da autodeterminaçom e do controlo directo popular-, as chamadas a “novas competências” som fumo de palha.

As agressons pontuais e locais ao ecosistema galego som produto dumha estratégia de assimilaçom e dependência. Esta hispanodependência conecta com umha lógica capitalista de destruiçom da Terra. É necesario irmos cara o decrescimento.

O decrescimento nom é uma ideologia, é uma necessidade absoluta. Depois de dois séculos de capitalismo na Galiza, o colonialismo, a revoluçom industrial, o urbanismo salvagem e as necesidades energéticas proprias do desenvolvimento, acelerarom consideravelmente os danos cometidos ao meio natural galego. A ajuda ao “desenvolvimento” vem justificar um crescimento económico cada vez mais forte e faz necesária a “sociedade de consumo” para o manter.

O crescimento e o consumo, indispensáveis para a sobrevivência do capitalismo, conduz-nos ao dessastre. Todo o acto de consumo é um acto de destruiçom: a extraçom de energia e de matérias primas, à partida; e a acumulaçom de lixo, à chegada. Só o decrescimento, ou seja a adopçom de modos de vida, de habitaçom, de transporte, de consumo muito mais económicos em recursos naturais, podem abrir novas perspectivas.

O decrescimento será a ocasiom de tomar consciência que a felicidade nom se mede por volume de produçom e de consumo, que é mudança dos valores humanos essenciais: respeito austeridade, solidariedade. O decrescimento pode ser a oportunidade a nom perder de construir uma outra sociedade, de desenvolver práticas e experiências baseadas na autonomia, na creatividade, na solidariedade e na convivialidade.

Estamos fartos e fartas de fórmulas mágicas que se nos oferecem para superar a dependência e a desfeita capitalista. A única fórmula –que nom é mágica- é a que tece na luta o movimento popular. Neste sentido, o decrescimento nom é um receitário, senom a necessária declaraçom de negaçom rotunda da lógica do capital: medrar mais, precisar mais, desejar mais, devorar mais.

As práticas de solidariedade de base, ligaçom à Terra e ajuda mútua devem partir por abadonar a verborreia ecologista-ambientalista de “correcçom de excessos” de Espanha e do mercado. Devem começar por falar claro contra o crescimento e o desenvolvimento. E assi estarám em condiçons de abordar a resistência nacional sem nenhum pesado lastro.

Viva a luita em defesa da Terra e pola independência nacional.
O desenvolvimento é insustentável. Construamos um outro presente!

Roteiro pola comarca do Návia-Eu: Pico do Cuco e Serra da Penouta

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10 E 11 DE JANEIRO DE 2009

SABADO 10: Subida ao Pico do Cuco. 18 km Aprox.


Sobre as 10h45minhh saímos das antigas escolas de indianos de Doiras (concelho de Boal), lugar onde nos alojamos. Baixamos até o encoro e subimos bordeándo-o. Ao chegar à ponte sobre o rio Urúbio, afluente do Návia, começamos a caminhar já pólo monte, seguindo a beira do regueiro, por debaixo da Pena do Sol. O monte caracteriza-se por ser de pedra caliza e com muita pedra solta. No chão podemos atopar pedras de Sam Pedro, umhas formações redondas cumha cruz no meio.

Chegamos a Frouseira, aldeia onde, desde o ano 1751 até o ano 1866 funcionou um maço hidráulico que produziu ferro para os ferreiros da comarca. O complexo pertencia à casa de Berdim de Doiras e só o maço de ferro pesa 604 libras galegas. O material trabalhado vinha das minas de ferro da zona e também se importava de Euskal Herria. Depois, levavam-se os lingotes em carros até a Ponte Nova a fundir. Otília, a única habitante de Frouseira na actualidade, saiu para convidar-nos a um copo de vinho feito na sua casa e para ensinar-nos o moinho hidráulico, tam característico da Galiza, e com o que ela moe a diário.

Depois de este pequeno descanso, começamos a ascender pólo monte de carvalhos e castanheiros.

Cruzamos umha pedreira em pendente de uns 200m e chegamos até a Cova do Demo. Nela atópan-se pinturas rupestres do 1500 a.c. aproximadamente. Ademais serviu como refugio para o gado e para refugiados durante a Guerra Civil Espanhola. Seguimos monte arriba por umha zona de pinheiros e, trás ir bordeando o cúmio, chegamos ao Pico do Cuco, a 759m de altitude.

Pico do Cuco:

Comemos ali arriba e baixamos de novo até Frouseira póla pista florestal do monte de Lanteiro. Seguimos por este caminho e chegamos à escola de Doiras às 18:00hh.
Póla noite ceamos e fixemos umha festinha ao som do acordeom e a pandeireta. Logo dormimos para estar descansados para a segunda etapa.









DOMINGO 11: Roteiro póla Serra de Penouta. 12km aprox.

Saímos às 10:00hh e subimos até a Prida, em cima de Doiras. Ascendemos por pistas florestais até o Chão da Branha e tomamos o caminho dos “veneiros”. Os veneiros é como eram chamados os que iam nos séculos XVIII e XIX com os carros carregados de ferro desde o maço de Frouseira até a fundiçom da Ponte Nova. No chão podemos ver rodadas gravadas nas pedras separadas por um eixo de 90cm para que puideram passar por esse caminho. Chegamos à Pena do Mesom, umha grande pedra na que os veneiros paravam a comer.

Seguimos o caminho, com um pouco de neve já, e chegamos até a Pena Queimada, a 921m de altitude. Desde ali observamos umha paisagem muito contrastada: cara o Norte vemos o Cantábrico, até Foz e cara o Sul as serras de Carondio, a Bobia, Panondres, Valhedor e, incluso, Ubinha e Somiedo, todas cobertas de neve. Nom faltam, para romper co fermoso entorno natural, os eólicos de Penouta a poucos metros.

Vista do Mar cantábrico desde a Serra da Penouta.
Ao fundo se pode ver a vila de Foz
:


Comemos numha área recreativa com abundantes túmulos funerários e baixamos bordeando o cúmio até a aldeia de Carrugueiro.

Subimos de novo até o Chão da Branha e já baixamos a Doiras pólo mesmo caminho de subida.

















4 de janeiro de 2009

Vindeiros roteiros

Iremos completando a informaçom segundo se acheguem as datas dos roteiros.


10 E 11 DE JANEIRO
Roteiro pola comarca do Návia-Eu. Serra da Penouta:

Comezo do roteiro: Sairemos ás 10 da manhá desdes a antiga escola de indianos de Doiras (concelho de Boal).
  • Sábado 10: Faremos a primeira etapa de 18km. Durmira-se numha antiga escola de indianos em Doiras (Concelho de Boal) no interior ou fora de tenda de campismo. A altura máxima que alcançaremos será 950 metros. Boa parte das montanhas as que subiremos caracterízan-se por romper coa paisagem mais habitual dos montes galegos e som com maiores pendentes.
  • Domingo 11: A segunda etapa é de baixa intensidade de 12 Km. Toparemos bastantes mámoas e túmulos funerários. A volta do segundo dia percorrera-se as beiras do rio Návia com frondosas fragas.

Material: Levade roupa para montanha baixa ainda que pode que nos topemos com pequenos tramos de neve pola época do ano na que iremos. Comprobade o tempo que vai fazer os dias anteriores. Levade saco-cama, mochila e calçado adecuado. Podedes também durmir de tenda se queredes (nom caminharemos coas tendas, deixarán-se no sitio de dormida para a noite).

Comida: Levade comida para dia e méio. Aviso importante: Em todos os roteiros bóta-se em falta mais áuga. Levade garrafas!! Recomendado litro e méio por pesoa ao dia.

Contacto: 649 536 270 de manhá ou polo serám.

Dificuldade: Media.

Horarios para chegar ate Návia e voltar de autocarro:

(VIGO-PONTE VEDRA)-COMPOSTELA-CORUNHA-(LUGO)-NÁVIA: Sae de Compostela as 8:30, passa por Corunha às 9:30 chega as 12:15 -sae as 16:30 de Vigo, passa por Ponte Vedra às 17:00, passa por Compostela às 18:00, passa por Corunha ás 19:00, passa por Lugo às 20:45 chega as 22:30.

NÁVIA-(LUGO)-CORUNHA-COMPOSTELA-(PONTE VEDRA-VIGO): Sae as 8:45, passa por Lugo ás 10:50, passa por Corunha às 12:15, passa por Compostela às 13:15, passa por Ponte Vedra às 14:00 chega às 14:30 -sae às 18:15, passa por Corunha às 21:00, chega às 22:00 a Compostela-sae às 21:00, passa por Corunha às 23:15, chega às 00:15 a Compostela (só domingos)

LUGO-NÁVIA: Sae às 6:45 e chega as 9:15.

NÁVIA-LUGO: Sae às 21:30 e chega às 23:59.

Desde Ferrol há o FEVE. Póden-se consultar os horários na estaçom ou em feve.es.

As pesoas que queira ir a sexta à noite nom ha problema para dormir.

Se ao fim vem gente de autocarro, para subir até Doiras desde onde sae o roteiro som uns 30km. No entanto, é melhor que vos ponhades em contacto coas pesoas de AMAL das vosas comarcas para organizarvos e saber como é que eles vam ir e se há prazas livres.

Também podedes enviar um correio a aguaslimpas@gmail.com ou chamar ao 649 536 270 e vos facilitaremos o deslocamento até Doiras.

ADIADO ROTEIRO POLOS AQUILANOS
Zona dos Montes Aquilanos:

SAÍDA: Será numha fin de semana más ainda sem concretar. A saída farémola umha
sexta feira, desde Monforte polo serám.
RETORNO: domingo, ao meio-dia
  • Sexta: Para poder comezar a caminhar cedo durmira-se já nas redondezas dos Aquilanos (baixo teito e no chao) nas imediaçons dos montes. Isto facilitará madrugarmos no sábado para poder chegar desde a Aquiana (1849 m) até a Cabeça d´Égua (2134 m) e depois voltar.
  • Sábado: Saída desde a Aquiana até Cabeça d´Egua (2134m) e volta. A distância total e de 18 quilómetros. Dormida em tenda de campismo (nom a carregaremos durante a marcha).
  • Domingo: Pequena andaina de manhá polas Penas de Ferradilho. Retorno o mesmo domingo 30 ao meio-dia.
Para termos um maior conhecemento da zona que imos visitar é conveniente revisar a resenha da primeira marcha da AMAL (http://aguaslimpas.blogspot.com/2005_11_01_archive.html ), já que umha parte do roteiro é repetiçom de aquela.

COMIDA: será preciso levar comida para sexta à noite, almoço do sábado e jantar (para levar durante a marcha), almoço e jantar do domingo. Na ceia do sábado serviremos qualquer tipo de sopa, mas cada quem levará onde comê-la (prato, taça, culher...) e se se quere pam para acompanhar, também.
OUTROS: Quase com certeza que daremos com neve, polo que deveremos ir com o material adequado.
-Tenda de campismo, saco-cama, mantas...
-Roupa de abrigo (casaco, luvas pucho....) e mudas. Polainas ou calças impermeáveis (para andar por neve é bom impedir que esta entre nas botas, polo que mesmo com sacas plásticas se podem improvisar umhas polainas para quem nom tiver).
-Lámpadas: para remexer-se na ceia. Trazei as que tenhais pois nunca sobram.
- Garrafas ou cantimploras de auga.

IMPORTANTE: Confirmar assistência antes da quinta, para poder calcular a ceia do sábado. Para fazê-lo enviai e-mail com os vossos nomes ou avisai qualquer responsável da Agrupaçom. Nom garantimos ceia para quem nom se anotar.
Contacto: 988 28 00 11 de segundas a sextas entre 16:00 e 19:00.
Dificuldade: Media-alta. Roteiro de neve e de altura.


14 E 15 DE FEVEREIRO
Maciço de Trevinca e Teixadal de Casaio: Contacto: 988 28 0011 de segundas a sextas entre 16:00 e 19:00.
Dificuldade: Media-alta. Roteiro de neve e de altura.

FÉRIAS DE PÁSCOA
Rota ciclo-turista do rio Lima:Iremos até Tui pola beira portuguesa.
Contacto: Miguel Ourense.

7 E 8 DE MAIO
Monte do Invernadoiro:
Visita a Áugas Limpas.
Contacto: Estrela ou Curto.

SETEMBRO
Acampamento de Montanha 2009:

14ª. Marcha. Pena da Agrela, Outeiro da Meda e Serra do Candám


Roteiro Agrela-Meda
(concelhos de Teo e Padrom):

Roteiro organizado pola Comarcal de Compostela de AMAL.
Rematou no mesmo dia.
Dificuldade: Baixa.

A seguir oferecemos-vos umha resenha geográfica e ambiental da zona, umha das mais privilegiadas para ter umha vista panorámica da micro-comarca da Amaía.

A comarcal de Compostela da AMAL organizou um roteiro polas montanhas do sul da comarca e terras do Sar. O nosso percurso começa na Pena da Agrela (408 m), na freguesia teense de Lampai e remata no Outeiro de Meda (448 m), que coroa a vila de Padrom. Caminhamos pola pequena serra formada polo Monte Castelo, o Castelo de Roque e o Castelo Redondo. Estas modestas elevaçons fecham o Vale da Amaía polo sul e o leste, enquanto a serra do Leirom e os montes da Muralha o fam polo norte e o oeste. É assi que se delimita umha terra que sempre tivo sona nas comarcas limítrofes pola sua alta fertilidade e o benigno do seu clima.

A Pena da Agrela, também conhecida como Pico de Lampai, oferece-nos a que adoita ser classificada como umha das panorámicas mais impressionantes do nosso país. A vista que temos desde o seu cruzeiro, ubicado no cume, permite alviscar várias comarcas e unidades fisiográficas diferenciadas, pois trata-se dum afloramento granítico que destaca entre a Depressom Meridiana polo oeste e os contactos entre rochas de diferente erosionabilidade polo leste, ficando isolada entre estas duas realidades. É assim que dela podemos contemplar paisagens costeiras, urbanas, agrárias e montanhosas.

A começar polo norte, temos a parróquia de Báscuas, pertencente ao concelho de Padrom, o monte Areal e o Castro Lupário, de grande importáncia na mitologia comarcal. Em segundo plano, o Vale do Sar destaca alturas mais setentrionais, como o Sam Marcos ou o Espinheira.

Posteriormente, e no sentido das agulhas do relógio, temos o Milhadoiro e Compostela cidade. O Vale de Santa Luzia, de clara especializaçom agrária, culmina no Monte Castelo. Mais perto de nós fica a área residencial de Cacheiras. Continuando nessa direcçom, vemos o impressionante Pico Sacro, também de grandes implicaçons na mitologia local e à direita do mesmo vemos a vila de Silheda e o Monte Sam Sebastiám (748 m). Mais a sul, temos a vila da Estrada, na comarca de Taveirós e, ao longe, as serras da Dorsal Central Galega. Bem mais perto, temos o Gesteiras e o Outeiro de Meda, que será o nosso destino final. Estes montes escondem muitas comarcas do sul, mas deixam enxergar os altos do Salnês e, se o dia estiver claro, a ria de Arousa, coas ilhas de Cortegada e Arousa, a península de Ogrobe e o monte Siradelha. Com muita sorte, poderemos ver a ilha de Ons, já na boca da ria de Ponte Vedra.

Obviamente, também contemplaremos a própria parróquia de Lampai e o Vale da Amaía.

Porém, nem todo é tam bonito. Como agressons ao território, podemos salientar as canteiras de Camilo Carballal, bem próximas da Agrela, os primeiros moinhos eólicos ubicados nesta pequena serra ou o vertedoiro de lixo que se situava nas abas de Meda. Porém, parece que este último foi recentemente retirado polas autoridades padronesas. Todo isto por nom falar da onipresença do eucalipto, agravada trás os incéndios do 2006, de graves repercussons na zona que nos ocupa.

Serra do Candám

Serra de mediana altitude que conta com notáveis extensións de matogueira junto com pequenas carvalheiras. Tem ademais superfícies importantes de herbeiras com afloramentos rochosos.

Superfície: 10 683 hectáreas
Altitude media: 708 m
Regióm bio-climática: Atlántica
Concelhos: Forcarei, Lalím, Silheda, Beariz e O Irixo.

Fauna:
Martinho peixeiro (Alcedo atthis)
Pica patinegra montesa (Anthus spinoletta)
Bufo real (Bubo bubo)
Avenoiteira cincenta (Caprimulgus europaeus)
Papuxa montesa (Sylvia undata)
Sisón (Tetrax tetrax)
Lagarto das silvas (Lacerta schreiberi)
Libélula (Oxygastra curtisii)

Hábitats:
Uceiras secas europeas
Uceiras ortomediterráneas endémicas con toxo
Rochedos silíceos con vegetacióm pioneira do Sedo-Scleranthion ou do Sedo albi-Veronicion dillenii
Bosques aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae)




A do Candám é umha serra de perfil suave que forma parte da cadeia hercínica do Maciço Galaico. Está formada por xistos, anfibiolitas, ortogneis e paragneis rotos que conformam um relevo acidentado. A altura máxima é de 1017 metros, no monte de S.Bento.

Recolhe umhas precipitaçons anuais mui elevadas que dam lugar à formaçom de branhas no interior da serra e aos mananciais que servem de nascente dos rios Leres Úmia e Deça.

A preasença no lugar de espécies de flora e fauna pouco freqüentes na Galiza dam fé da boa conservaçom do espaço. Por desgraça, temos que suportar os habituais moinhos eólicos nalguns dos seus cumes. Na serra alternam pequenas áreas cultivadas com bosques no fundo dos vales e monte baixo nos cumes. A árvore mais comum é o carvalho, mas também há cerquinhos, vidoeiros, ameneiros, castanheiros, pereiras bravas, azivro… No sotobosque há gilbardeiras, arandos, silvas, abrótegas, passarinhos, fentos… Nas beiras dos rios e regatos estám as amieiras, violetas, cáncaros, pés de boi… No mato abunda o toxo, breixos, carqueijas, gestas e queirugas.

A fauna do Candám é de grande interesse pola variedade, e sobre todo pola presença de espécies pouco comuns noutros lugares. Ente os mamíferos, podemos atopar: lobo, gato bravo, lontra, raposo, algária, porco bravo, porco teixo, coelho, esquio, ouriço cacho, morcego grande de ferradura… Das aves, salientar o bufo real, a tartaranha cinzenta, a gatafornela, as águias (cobreira, real e alvela), falcom peregrino, sisom, minhato, lagarteiro peneireiro, moucho comum, coruja, corvo, paporruivo, pimpim, papuja, tordo galego, picanço, pica papuda, laverca, bubela, ferreirinho (comum e bacachis), pombo torcaz, cuco e petos (verdeal e real). Anfíbios: rá (vermelha e patilonga), limpafontes, píntega, saramaganta, sapo rajado… No capítulo dos répteis, destacam: o escáncer, a lagartixa galega, a víbora de Seoane e a cobra de colar. Aliás, há multitude de insectos pouco comuns.

Perto do Candám, temos outros espaços de grande interesse, como a serra do Cando ou as Branhas de Gestoso.


Detalhes para o Acampamento 2017 Olá montanheiras! Já está toda pronto para o acampamento: esta sexta-feira, dia 15 de S...