27 de julho de 2009

Acampamento de montanha 2009

APRESENTAÇOM DO ACAMPAMENTO DE MONTANHA 2009:


Os dias 18, 19 e 20 de setembro som as datas para o acampamento de montanha 2009. Nos vindeiros dias facilitaremos o programa.

Este é a segunda ediçom do Acampamento de Montanha. Neste 2009 organizamos três jornadas de conhecimento directo da serra, longe dos barulhos habituais, e numha comarca que nom se salvou das cuiteladas das grandes infraestruturas, a Seabra. Desta vez deslocamo-nos ao sul-leste do território galego, a Luviám, tristemente de actualidade por ser um dos tramos desse AVE tam destrutivo com a nossa terra. Umha infraestrutura que consome milheiros de euros, arrasa com o meio natural, vilas e aldeias e só vai comunicar as principais cidades galegas. A construçom do AVE destrozará os montes e bosques de Luviam para fazer umha obra nom necesaria para @s galeg@s; um meio de transporte elitista que contribuirá como muitas outras á desfeita do nosso pais em beneficio duns poucos.

Na linha que vimos defendendo de AMAL, tencionamos que os encontros sirvam para conhecer directamente a Terra e livrar-nos de tanta ignoráncia que ainda arrastamos sobre ela; para saber das agressons que padece, e das melhores maneiras de combater os expoliadores que estám a ameaçar a Galiza; para debater e formar-nos; e demostrar que formas de vida anti-consumistas som possíveis. Por suposto, também apostamos pola diversom, mas procurando fugir do lazer encadeado ao dinheiro, à incomunicaçom e às drogodependências.

Disponibilizamos os horarios de comboio desde Ourense para se achegar a Luviam e voltar o domingo:

Ourense-Luviam----------------- Quinta-Féira 17 de Setembro às 17:25
Ourense-Luviam ---------------- Sexta-Féira 18 de Setembro às 20:10
Luviam-Ourense----------------- Sábado 20 de Setembro às 18:10.

Desde AMAL recomendamos que vaiades em transporte público, a pé ou em bicicleta. De precisar vir em transporte privado, compartilhádeo com outras pessoas que tenham pensado ir.

Programaçom do Acampamento 2009:

Resumo 6ª feira
10:00 Recibimento
11:00 Saída rota do Castro das Muradellas. Dificuldade baixa
16:00 Trabalhos zona campismo
20:00 Palestra
22:00 Ceia
22:30 Jogos
Resuma sábado
8:00 Alvorada
8:30 Almoço
9:30 Roteiro + prantas
19:00 Palestra Soberania alimentar e anticonsumo
21:00 Ceia
22:00 Foliada
Resumo domingo
8:00 Alvorada
8:30 Almoço
9:30 Gincana
14:00 Jantar + recolhida
16:00 Palestra Ave
17:30 Finalizaçom da actividade
18:10 Trem de volta

Podedes consultar na nossa própria paxina (no lateral arriba) as entradas do "acampamento de montanha" do ano pasado.

Imagens do concelho de Luviam:




Imagem da aldeia de Luviam

Luis Caruncho, gaiteiro e zanfonista que participou na foliada do acampamento do ano passado, fixo este video-clip de música tradicional com o seu grupo Os Carunchos onde podemos ver o mapa comarcal coa toponímia do pais e ao propio Luis tocando e dançando na Seabra; Comarca onde se fai o acampamento este ano. A letra cantada é original de Manuel Maria do poema Galicia do seu libro Os soños na gaiola de 1968:




15 de julho de 2009

Manifestaçons em Vigo e em Compostela pola Pátria Galega

Achegamos os manifestos do acto prévio ao dia da Pátria em Vigo e do própria manifestaçom nacional em Compostela do 25 de Julho de Causa Galiza. Animamos a todas as pesoas a participarem nestes dias de celebraçom e reivindicaçom.

Manifestaçom em Vigo Sexta-Féira 17 de Julho



Por umha Galiza ceive e socialista!

Pola folga geral nacional!

Mais um ano o movimento social e independentista viguês volta a sair às ruas com motivo do Dia da Pátria.


Neste último ano temos assistido a um recrudecimento na ofensiva de Espanha e o capital contra o nosso povo trabalhador. Umha ofensiva global que afecta à identidade, a nossa língua, aos direitos laborais, à nossa Terra...


O povo trabalhador está-se a ver como o grande prejudicado da crise estrutural do sistema capitalista. Hoje o agro galego, os gandeiros e as gandeiras galegas vem-se abocados à ruina. Antes forom as quotas da UE, agora a liberalizaçom. Um exemplo mais junto com o sector da pesca do esfarelamento dos nossos sectores productivos.


Outra das luitas que vam marcando o acontecimento político e social do País é a greve do metal. Miles de trabalhadores que luitam contra umhas condiçons laborais pésimas e contra umha patronal reaccionária e explotadora. Umha luita das que formam e criam conciência política do que somos e do queremos ser. Sem dúvida, o agro e o metal simbolizam hoje o melhor da luita nacional e de classe contra os nossos irreconciliáveis inimigos: Espanha e o capitalismo.


O povo trabalhador tem que dotar-se de ferramentas para sair reforzado das batalhas que estamos a librar. É por isto, que hoje no nosso País fai-se necessária umha Greve Geral Nacional que permita mobilizar e concienciar ao povo trabalhador contra a Patronal e as políticas económicas do Goberno espanhol e autonómico. Umha greve geral que nom seja um ponto final à mobilizaçom; que seja um ponto e seguido a umha estratégia de longo alcanço: a Independência e o Socialismo.


O movimento em defesa da língua também sabe muito do recrudecimento da ofensiva. Umha nova estratégia contra a nossa língua vem de ser posta em marcha. Galicia Bilingüe representa o ódio aberto contra o galego e os galego-falantes. Esta associaçom tem-se situado à cabeça da ofensiva com o apoio político do Partido Popular na Xunta e do PSOE através da Delegación del Gobierno, aliás de contar com o apoio do grande capital: O Club Financiero de Vigo. Estes agentes estám decididos a arrebatar-lhe a nossa língua o pequeno espaço ganhado na normalizaçom lingüística.


Fronte a isto dezenas de militantes tenhem respostado com dignidade fronte a nova aldraje espanhola. Umha dignidade que adoptou múltiples formas de resposta e que tivo como ponto máximo a grande manifestaçom do passado 17 de Maio. No caminho dezenas de activistas pró-galego tenhem sido multados e processados.


O estado espanhol tem muitas e distintas formas de reprimir a qualquer que se atreva a respostar às agressons que dia trás dia sofre o povo galego. As multas, os processos penais, a cadeia preventiva e a dispersom penitenciária que sofrem os presos políticos... som exemplos de como o estado tenta frear ao povo que se rebela. Mas a repressom so pode gerar entre nós mais solidariedade, mais rebeldia e mais ganhas de botar abaixo este sistema.


Viva Galiza ceive e socialista!



Manifestaçom na Alameda de Compostela o dia da Pátria


Manifesto Dia da Pátria 2009

Amigas e amigos,

companheiras e companheiros vindos de toda a Galiza e do exterior, presentes e ausentes,

delegaçons internacionais que nos acompanhades:


Celebramos hoje a jornada em que reivindicamos o nosso direito de autodeterminaçom e reafirmamos a vontade de constituirmos o nosso próprio Estado: umha República Galega.


No actual contexto de crise capitalista, tais reivindicaçons som mais necessárias do que nunca: a crise deteriora as nossas condiçons de vida e trabalho e agudiza os piores efeitos da histórica dependência de Espanha, como o desemprego estrutural, a precariedade ou o empobrecimento de importantes sectores do povo trabalhador. Madrid e Bruxelas pretendem somar a esta condiçom de viveiro de mao-de-obra barata e fonte de recursos minerais e energéticos, a turistificaçom da economia nacional, enquanto relançam o assalto ao território que arrasa costas, vales, rios e montes em aras do benefício privado e planificam desde instituiçons alheias a liquidaçom da nossa língua e identidade.


A nível institucional, após quatro anos de governo bipartido PSOE-BNG, a direita mais conservadora recuperou o governo da Junta. Isto foi possível, entre diversos factores, pola aplicaçom continuista por parte do PSOE e do BNG de semelhantes políticas aplicadas polo fraguismo. Quatro anos perdidos na construçom nacional da Galiza e na melhora das condiçons de vida do nosso povo.


A situaçom é difícil e alterna episódios de luita exemplar, como a do proletariado do Metal, com a agudizaçom da repressom e o controlo social e a extensom do mal-estar psicossocial. É imprescindível, pois, tomarmos medidas resolutivas. A curto prazo, a convocatória dumha Greve Geral Nacional e a coordenaçom d@s independentistas para fazermos frente com radicalidade à administraçom que preside Alberto Núñez Feijó. A meio, organizando-nos para as batalhas que se anunciam e avançando a passo firme no caminho da autodeterminaçom e a soberania.


Autodeterminaçom e soberania som a chave que abre a porta a um futuro distinto do que se perfila no horizonte; som a única alternativa política real neste país. A via estatutista, a via do contrato com Espanha, é umha fraude esgotada que apenas foi útil para adormecer consciências e facilitar que os nossos inimigos históricos avanzem no espólio e a destruiçom da Galiza. A autêntica democracia e a dignidade virám da luita que nos leve a um cenário de autodeterminaçom, soberania e independência.


Contodo, companheir@s, chamar um povo à luita é muito mais que lançar umha proclama. Chamar um povo à luita, quando tantas vontades están feridas por ceticismos e impotências, é sobretodo assumir responsabilidades: a responsabilidade de forjarmos ferramentas organizativas legítimas e duradeiras; de coesionarmos as forças disponíveis sob estratégias concretas de intervençom e, por cima de todo, de ganharmos com factos os coraçons e a credibilidade de milhares de independentistas e do conjunto do povo trabalhador galego.


É evidente que os agentes políticos e sociais e as pessoas que vertebramos Causa Galiza nom conseguimos materializar nestes dous anos as expectativas criadas em 2007 e desactivar os factores que ralentizam desde dentro a luita soberanista, impossibilitando logros hoje possíveis. Estas eivas impedírom que Causa Galiza estivesse à altura do aguardado e da necessidade de edificarmos espaços de convívio e luita sobre os que erguer projectos mais ambiciosos no futuro.


Recuperarmos o rumo original e a ilusom é, portanto, o repto urgente. Pretendemos ser a ferramenta que permita a organizaçons, movimentos sociais e militantes trabalhar cóvado com cóvado, desde a esquerda, pola soberania. Queremos constroir a aliança que estenda a reivindicaçom da autodeterminaçom a todo o país e, desde o trabalho de base, desde a acçom diária, crie condiçons favoráveis para avançarmos na luita independentista. Neste Dia da Pátria convidamos quem, dia após dia, sustentades desde a militáncia e o esforço anónimos o combate pola soberania, a fortalecerdes esta ferramenta. É necessário, é urgente e dam-se as condiçons necessárias. A luita pola autodeterminaçom precisa de todas e todos nós.


Companheir@s, maos à obra,!

Viva a luita por umha Galiza ceive!

Viva Causa Galiza!







Detalhes para o Acampamento 2017 Olá montanheiras! Já está toda pronto para o acampamento: esta sexta-feira, dia 15 de S...