10 de fevereiro de 2011

Roteiro polo Gistral: crónica e fotos




A serra do Gistral é umha das áreas mais inóspitas e despovoadas da Galiza. Pese a nom superar os 1050 m de altitude, a sua dureza fixo que os assentamentos humanos fossem escassos desde tempos antigos. Comprovamo-lo no roteiro ao andar por espaços onde nem aldeias nem cabanas estam presentes ainda que seja pólos seus restos e ruínas. Nom. Nom é assim realmente. Hoje existem edificaçons, caminhos e instalaçons vinculadas a umha massiva exploraçom eólica que nom respeita nem paisagem, nem recursos naturais, nem os enclaves ecológicos únicos no sul de Europa.




O roteiro começou a carom da aldeia de As Folgueiras a onde chegamos nos carros desde a vila de Abadim. O lugar de parada é um bom sítio de início do roteiro pois permite ascender à serra pólo val do Rego da Furna, um rio tributário do rio Ouro que nos deixa praticamente num pequeno monte (o monte Rubio) que é a base do Cadramom. A subida ao Cadramom é mediante umha pista asfaltada e a mesma cume está coroada por um enorme aerogerador ao serviço do capital e do dinheiro. Assim som estes capitalistas que nom som capazes de respeitar os lugares emblemáticos da nossa terra.


Visom da invasom eólica

A vista desde o Cadramom era impressionante. Os seus 1056 m de altitude e o dia despejado e claro que disfrutávamos (cousa rara na Serra do Gistral) permitiam umha vista da que poucas vezes se pode gozar. Ao leste a cordilheira cantábrica totalmente nevada, um pouco mais ao sul, os Ancares e mui possivelmente o Courel algo mais aló, o Valadouro e o Cantábrico ao Norte, e como nom, ao Oeste um anaco da chaminé de As Pontes com o seu característico halo de contaminaçom. No cume do Cadramom um pode-se sentir na atalaia que domina todo o norte da Galiza.

Montanheiras no cume do Cadramom


O vento frio fixo que retomáramos a marcha cara ao outro objectivo: o monte Gistral, ao que chegamos umha hora depois atravessando um longo planalto inçado de turbeiras, únicas na Galiza, e que existem em virtude da humidade e frio existentes sempre em toda a área.

Planalto de uniom entre o Candramom e o Gistral


Ao monte Gistral (1032 m) também chega umha estrada para dar serviço ao repetidor de TV de toda a zona, e por suposto está também rodeada de parques eólicos, ainda que nom no cume. Depois de comer algo ali, seguimos a andar em direcçom Sudeste a carom do Rego das Tojeiras, que remata numha extensa área pantanosa que constitui o nascimento do rio Eume.

Montanheiras no cume do Gistral

Viramos logo cara ao Nordeste entrando numha área boscosa bastante complicada de relevo, e na que tivemos que sortear o Rego do Redondinho e o Rio do Pedrido que quilómetros mais adiante fundira-se com o rio Masma, que desembocará em Foz no Cantábrico.

Caminhando entre pinheiros

Branha onde nace o rio Eume
Chegamos outra vez ao Monte Rubio e dirigimo-nos outra vez pólo val do Rego da Furna cara ao lugar onde estavam os carros estacionados, a onde chegamos já anoitecendo.


Atardecer na serra

O balanço final foi unanimemente mui positivo. Umha marcha moderada (25 km), um dia esplêndido e totalmente aproveitado e a ausência de complicaçons, permitirom-nos conhecer umha das serras mais enigmáticas da Galiza, nascimento de multidom de rios que desembocam desde o Atlântico ao Cantábrico e fonte de numerosas lendas xurdidas da sua labiríntica orografia.


1 de fevereiro de 2011

Roteiro polo Gistral



O vindeiro domingo dia 6 de Fevereiro, AMAL visitará a serra do Gistral. Sairemos do concelho de Abadim, as 9 em ponto da manhá, fazendo um roteiro de dificuldade média. Levara-nos manhá e tarde assim que devedes levar comida para o caminho. Aconselha-se levar roupa de abrigo e, como nom, um chuvasqueiro por se chove.


Nom mais ataques ao Gistral.

Nem centrais eólicas nem macro-exploraçons de Coren



A nossa serra mais nortenha, o Gistral, é núcleo dum maciço de montanhas que arredam a Terra Cha do Cantábrico; do Gistral irradiam sistemas menores, como a Toxiza (cara Mondonhedo), a Carba (cara o oeste) e os montes do Buio e de Cavaleiros (mais cercanos ao mar). A serra atinge os concelhos das Pontes, Abadim, Alfoz, Mondonhedo, Muras, Ourol, Valadouro, Vilalva, Jove, Germade, Viveiro e Cervo.

Os rios do Gistral deitam a sua água no rio Eume, no rio Sor, no rio Minho e directamente no mar Cantábrico: é o caso dos rios Landro, Ouro e Masma.

É umha serra de altura média, por volta dos 700 metros, onde bate o vento permanentemente. O seu cúmio mais alto é o conhecido como Cadramom, que alcança os 1046 metros. De toda a Galiza, é a parte que menos horas de sol recebe ao longo do ano. Coberta de névoas mui frequentes, está inçada de turbeiras mui extensas, mui deterioradas em tempos recentes pola pressom dos parques eólicos. A despopulaçom é a nota dominante. Veremos mui poucas aldeias, e apenas nos encontraremos com gado ceivo.

Do rico património natural desta serra, queremos salientar as espécies endémicas: na flora, vários tipos de uceiras, bosques aluviais de amieiros, freixos de rio e bosques de acivro; na fauna, a conhecida lagartija das branhas, que se desenvove na humidade das turbeiras, e tem no Gistral o seu limite mais ocidental. Também é das poucas áreas do nosso país onde se sobrevive o gato bravo. O lobo também campa por estes cúmios. As aves próprias de zonas abertas som também visíveis: a curuja das junqueiras ou as tartaranhas.

História.

A velha história destes montes relaciona-se com a Galiza céltica, pois pertencia à diócese da Bretonha, repovoada por bretons no século VI e desde aquela instalados no norleste galego. Mais recentemente, a zona do Gistral relembra as andainas da guerrilha antifranquista. Esta foi a serra de referência de Luis Trigo Chaos 'Guardarrios', fugido de Viveiro que cai abatido pola guarda civil no cúmio do Cadramom no verao de 1948.


Velhas e novas ameaças.

Os políticos declarárom a serra como 'de interesse comunitário' (zona LIC), o que nom valeu para frear a desfeita. A serra foi inçada de centrais eólicas e, mais recentemente, 'Endesa Cogeneración y Renovables' e Fergo Galicia Vento S.L. Montárom na Toxiza outro parque que trouxo consigo mais pistas, electrificaçom, subestaçons, estrago das turbeiras e produçom de energia destinada a Espanha.
Rececentemente, a empresa COREN apresentou um projecto de gadaria extensiva que ameaça ainda mais a serra. A exploraçom quer-se estabelecer em 'Parages do Marquês' (Vilalva) e já contou com a resposta contundente da Sociedade Galega de História Natural. Este colectivo expom umha denúncia que fazemos própria desde AMAL:


-Um macro-projecto que quer acolher mais de 840000 polos, 4800 leitons, 10000 porcos e mais de 1000 cabeças de bovino sobarda com muito as capacidades da zona, além de conlevar os conhecidos riscos para a saúde humana e animal que sempre acompanham as exploraçons industrialistas e produtivistas.



-Vai-se converter em terreno produtivo um importante espaço natural, com o conseguinte processo de tala, desbroce e fertilizaçom intensiva no terreno equivalente a mais de 500 campos de futebol. As águas da zona podem poluir-se, com o risco que isto supom numha zona em que nascem dez rios: o Madanela, Trimaz, Ladra, Lavrada, Támoga, Batám, Eume, Moinhos, Santabaia e Sam Martinho. Parte deles formam o imporante sistema fluvial Parga-Ladra-Támoga.


-COREN incorreu em falsidade documental ao apresentar fragmentadamente os informes como se se tratasse de vários projectos, quando na realidade é um só mega-projecto que dificilmente passaria os controlos legais. Na empresa sabem que superam o limite permitido de concentraçom de cabeças de gado por hectare.


De AMAL somamo-nos à defesa deste espaço senlheiro da nossa Terra. Pensamos que cumpre volver a umha produçom racional de alimentos, baseada nas pequenas exploraçons, na eliminaçom de venenos industriais e na produçom para a Galiza, abandonando o ciclo tolo de exportaçom-importaçom de produtos básicos.

Também queremos lembrar nestes dias que, junto ao Gistral, vários montes e serras mais correm perigo de cair baixo os depredadores movidos polo afám de lucro: o Careom na Ulhoa, o monte Jalo nas Marinhas e o Galinheiro no Val Minhor.


Defendamos a nossa Terra!

Palestra sobre a mina de andalucita em Ponte D'Eume





Esta quinta-feira haverá umha palestra sobre a mina de andalucida em Ponte d'Eume. O acto terá lugar no centro de maiores as 20:00hh. e nel falaram Ernesto Lopes (ADEGA) e e Antón Marcal Carracedo (Axente de conservación da natureza).

Detalhes para o Acampamento 2017 Olá montanheiras! Já está toda pronto para o acampamento: esta sexta-feira, dia 15 de S...