Acampamento de montanha: Defesa da terra, história, anti-consumismo, ...


A Agrupaçom de Montanha “Augas Limpas” dá continuidade às suas actividades de Verao. Se o ano passado organizávamos umha marcha todo ao longo da Dorsal Galega, denunciando a desfeita ambiental que estraga as serras galegas, neste ano convocamos um acampamento de montanha.

Encontro na serra:

As datas escolhidas som o 19, 20 e 21 de Setembro, justo os últimos dias de Verao. O lugar é o concelho de Sam Joám de Rio, no coraçom dumha das comarcas montanhosas mais senlheiras: Terras de Trives. O pequeno território de Sam Joám de Rio situa-se entre a serra de Castrelo e o monte Cerengo, com mais de 1200 metros de altitude. Ao norte, linda com Ribas de Sil, ao oeste com Castro Caldelas, ao suroeste com Chandreja de Queija e ao sul com a Póvoa de Trives. O rio mais importante do concelho é o Navea.

Sam Joám de Rio tem a sua capital no lugar do Campo, ao que se chega pola estrada comarcal 536 (de Ourense à Rua). Se vés do norte do país, podes chegar pola N-120, atravessando a Serra da Moa.

O território da Moa assenta numha planície de 900 metros de altura média, da Serra da Moa até o rio Navea. Como é habitual nestas zonas, a paisagem conforma-a um hábitat de aldeinhas dispersas e espalhadas. Nove parróquias dividem o concelho, que soma em total 69 núcleos habitados.

Sam Joám de Rio nom se livra do devalar demográfico e económico de todo o interior do país. Desde 1991 a 2007 perdeu umha terceira parte dos seus habitantes. Hoje apenas passa dos 800.

História:

Faltam muitos estudos sobre esta zona. Contodo, podemos dizer que se atopárom pegadas mui marcadas da civilizaçom do Ferro e a cultura castreja, como também dos seus antecessores megalíticos. Na serra da Moa existem restos de numerosas “mamoinhas”, que é como se conhecem nesta área, e que estám feitas de pedra gistosa.

Os romanos deixárom a sua marca perdurável na ponte sobre o rio Navea, pois tinham especial interesse no nosso país, sobretodo para saquear o ouro. (Ainda podemos conhecer alguns miliários que deixárom na zona em homenagem ao emperador). A ponte, tal como a vemos hoje, mostra um arco apontado, que nos indica que foi modificada no século XVI, junto com umha capela que servia de refúgio a peregrinos.

Ainda resta por recuperar muito da história mais recente desta comarca, que de seguro está na memória dos mais velhos. As Terras de Trives fôrom espaço de actuaçom da Federaçom de Guerrilhas de Leom-Galiza até a sua dissoluçom em 1946, e do Exército Guerrilheiro da Galiza durante a segunda metade dessa década.

Actividades:

Convocamos a três jornadas de conhecimento directo da serra, longe dos barulhos habituais, e numha terra que se salvou das cuiteladas das grandes infraestruturas, mas está a padecer a falta de atençom e despovoa-se irremisivelmente. Queremos que estas dias sirvam tanto para os visitantes como para quem nos recebem. Nem cumpre dizer que é obrigado deixar todo como o topamos, ou ainda melhor.

Na linha que vimos defendendo de AMAL, tencionamos que os encontros sirvam para conhecer directamente a Terra e livrar-nos de tanta ignoráncia que ainda arrastamos sobre ela; para saber das agressons que padece, e das melhores maneiras de combater os expoliadores que estám a ameaçar a Galiza; para debater o sentido de palavras como “ecologismo”, “decrescimento” ou ambientalismo; e também para conhecermos de primeira mao que alternativas existem de fixaçom de gente na montanha e na Galiza interior, e que formas de vida anticonsumistas som possíveis. Por suposto, também apostamos pola diversom, mas procurando fugir do lazer encadeado ao dinheiro, à incomunicaçom e às drogodependências. O calendário de actividades que agendamos vai nesta direcçom.

Calendário:

Sexta 19, Sábado 20 e Domingo 21 de setembro.

Como apontar-se?

Podes apontar-se ao acampamento em qualquer dos centros sociais galegos antes do dia 10 de Setembro, deixando o teu nome e um número de telefone. O preço das jornadas será de 20 euros, para afrontarmos gastos de transporte, comida alojamento.

Quem nom tiver um centro social no seu concelho, pode chamar ao 649 536 270.

Se finalmente se fleta um autocarro para a viagem, faremos-vo-lo saber individualmente a cada umha das pessoas inscritas.

Que precisas?

Por suposto, tenda de campanha e roupa de monte (apenas botas, prendas resistentes e mudas, deixa-te de marcas e consumo “decatlon”). Umha linterna, se podes uns prismáticos, navalha e pequeno botiquim. Nom te preocupes da comida, que disso já se encarrega a organizaçom. Ainda que che pareça mentira, nom precisas praticamente dinheiro, porque na montanha consume-se pouco. Umhas poucas moedinhas por se precisas fazer umha chamada de urgência dum telefone público (no monte tampouco se precisa móbil).

Isso si: som obrigatórias as ganhas de andar, certa forma física, as ánsias por conhecer a nossa Terra, e energias para contribuir a esta comunidade de resistência polo nosso país.

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