Crónica do roterio pola serra dos Anacares - 8 e 9 de Janeiro do 2011

NEVA no bico do cume
neva xa pola ladeira
neva no teito e na eira.
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Eu a ollar pro lume
i o lume a ollarme.
O lume sin queimarme
fai de min fume...

Uxio Novoneira


Como bem reflicte o nosso poeta courelá, assim é como afrontamos a jornada do Sábado 8 de Janeiro de 2011. Tempo duro de inverno, muita auga no começo e vento e neve no cúmio do Cuinha. Até que nos foi possível o grupo de montanheiras de AMAL desfrutou do val da aldeia de Suarbol e da ascensom inicial entre acivros, carvalhos, piornos e bidueiros. Acima o frio, a neve e umhas pegadas na neve, suspeitas de ser de lobo, fôrom os nossos companheiros. Finalmente e sem parar de neviscar atingimos o objetivo, a cima do Cuinha.

Grupo de montanheir@s na cima do Cuinha


Sem muitos mais contratempos que o cansaço e umha boa molheira finalizou a primeira jornada na Serra dos Ancares, ao pé de Suarbol. Na tardinha recuperamos folgos no albergue acarom do lume dumha lareira.

segunda etapa, o Domingo 9 de janeiro de 2011, acordamos entre um neboeiro e apos alguns debates de qual seria o nosso objetivo encaminhamo-nos até Très Bispos.



Caminho de Tres Bispos


Quando colhemos altura tivemos umha boa vissom da serra. Numha parte Corno Maldito e Penedoes. No meio Très Bispos. E mais longe Pena Roiba. O dia foi limpo e pudemos ver a parte alta da serra que no dia anterior foi-nos negada. A ascensom a Trés Bispos foi rápida e permitiu-nos consumir o tempo numha vissom espectacular e maravilhosa.

Ascensom final até Tres Bispos

Montanheir@s na cima de Tres Bispos

A volta foi pola Campa do Brego onde há um refúgio de montanha. Caminho da Degrada atravessamos um aciveiral, bosque formado por acivros. Deste jeito decorrereu o nosso achegamento a umha das serras mais sobranceiras da Galiza, até outra, serra.

A AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS (A.M.A.L.) é umha organizaçom independentista de defesa da terra. Toma o seu nome de um dos campamentos que o Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive tinha nos Montes do Invernadoiro, no Maciço de Maceda.

A Terra galega comprende a actual Galiza administrativa e os territórios históricos orientais da Terra Návia-Eu, Vale de Íbias e Berzo,
a Cabreira e a Seabra.

A defesa da Terra implica conhecer, sentir, respeitar, desfrutar e identificar-se com o nosso País, o seu povo e a sua cultura.

A defesa da Terra implica defender o direito das galegas e galegos a vivermos dignamente no nosso território, sem ingerências impostas desde fora.

A defesa da Terra implica viver e relacionar-se com outras pessoas e com a natureza longe dos parámetros do consumo, individualismo e depredaçom capitalistas.

A defesa da Terra implica construir umha comunidade de resistência que faça frente à violência e espólio sistemáticos que se exercem sobre os recursos naturais, económicos e identitários da Galiza.


A AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS tem como actividades:

  • Conhecimento e desfrute da nossa Terra.
  • Marchas e campamentos de montanha.
  • Conscientizaçom e denúncia das agressons sobre o nosso território.


As actividades desenvolvem-se em território galego. O funcionamento interno é assembleário, havendo responsáveis de distintas funçons e actividades.

O símbolo da AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS é um/ha montanheiro/a com cabeça de cabra, símbolo de identificaçom com a nossa Terra.

Poderá fazer parte da A.M.A.L. qualquer galeg@ que partilhe estes princípios e esteja dispost@ a participar nas suas actividades.