1 de fevereiro de 2011

Roteiro polo Gistral



O vindeiro domingo dia 6 de Fevereiro, AMAL visitará a serra do Gistral. Sairemos do concelho de Abadim, as 9 em ponto da manhá, fazendo um roteiro de dificuldade média. Levara-nos manhá e tarde assim que devedes levar comida para o caminho. Aconselha-se levar roupa de abrigo e, como nom, um chuvasqueiro por se chove.


Nom mais ataques ao Gistral.

Nem centrais eólicas nem macro-exploraçons de Coren



A nossa serra mais nortenha, o Gistral, é núcleo dum maciço de montanhas que arredam a Terra Cha do Cantábrico; do Gistral irradiam sistemas menores, como a Toxiza (cara Mondonhedo), a Carba (cara o oeste) e os montes do Buio e de Cavaleiros (mais cercanos ao mar). A serra atinge os concelhos das Pontes, Abadim, Alfoz, Mondonhedo, Muras, Ourol, Valadouro, Vilalva, Jove, Germade, Viveiro e Cervo.

Os rios do Gistral deitam a sua água no rio Eume, no rio Sor, no rio Minho e directamente no mar Cantábrico: é o caso dos rios Landro, Ouro e Masma.

É umha serra de altura média, por volta dos 700 metros, onde bate o vento permanentemente. O seu cúmio mais alto é o conhecido como Cadramom, que alcança os 1046 metros. De toda a Galiza, é a parte que menos horas de sol recebe ao longo do ano. Coberta de névoas mui frequentes, está inçada de turbeiras mui extensas, mui deterioradas em tempos recentes pola pressom dos parques eólicos. A despopulaçom é a nota dominante. Veremos mui poucas aldeias, e apenas nos encontraremos com gado ceivo.

Do rico património natural desta serra, queremos salientar as espécies endémicas: na flora, vários tipos de uceiras, bosques aluviais de amieiros, freixos de rio e bosques de acivro; na fauna, a conhecida lagartija das branhas, que se desenvove na humidade das turbeiras, e tem no Gistral o seu limite mais ocidental. Também é das poucas áreas do nosso país onde se sobrevive o gato bravo. O lobo também campa por estes cúmios. As aves próprias de zonas abertas som também visíveis: a curuja das junqueiras ou as tartaranhas.

História.

A velha história destes montes relaciona-se com a Galiza céltica, pois pertencia à diócese da Bretonha, repovoada por bretons no século VI e desde aquela instalados no norleste galego. Mais recentemente, a zona do Gistral relembra as andainas da guerrilha antifranquista. Esta foi a serra de referência de Luis Trigo Chaos 'Guardarrios', fugido de Viveiro que cai abatido pola guarda civil no cúmio do Cadramom no verao de 1948.


Velhas e novas ameaças.

Os políticos declarárom a serra como 'de interesse comunitário' (zona LIC), o que nom valeu para frear a desfeita. A serra foi inçada de centrais eólicas e, mais recentemente, 'Endesa Cogeneración y Renovables' e Fergo Galicia Vento S.L. Montárom na Toxiza outro parque que trouxo consigo mais pistas, electrificaçom, subestaçons, estrago das turbeiras e produçom de energia destinada a Espanha.
Rececentemente, a empresa COREN apresentou um projecto de gadaria extensiva que ameaça ainda mais a serra. A exploraçom quer-se estabelecer em 'Parages do Marquês' (Vilalva) e já contou com a resposta contundente da Sociedade Galega de História Natural. Este colectivo expom umha denúncia que fazemos própria desde AMAL:


-Um macro-projecto que quer acolher mais de 840000 polos, 4800 leitons, 10000 porcos e mais de 1000 cabeças de bovino sobarda com muito as capacidades da zona, além de conlevar os conhecidos riscos para a saúde humana e animal que sempre acompanham as exploraçons industrialistas e produtivistas.



-Vai-se converter em terreno produtivo um importante espaço natural, com o conseguinte processo de tala, desbroce e fertilizaçom intensiva no terreno equivalente a mais de 500 campos de futebol. As águas da zona podem poluir-se, com o risco que isto supom numha zona em que nascem dez rios: o Madanela, Trimaz, Ladra, Lavrada, Támoga, Batám, Eume, Moinhos, Santabaia e Sam Martinho. Parte deles formam o imporante sistema fluvial Parga-Ladra-Támoga.


-COREN incorreu em falsidade documental ao apresentar fragmentadamente os informes como se se tratasse de vários projectos, quando na realidade é um só mega-projecto que dificilmente passaria os controlos legais. Na empresa sabem que superam o limite permitido de concentraçom de cabeças de gado por hectare.


De AMAL somamo-nos à defesa deste espaço senlheiro da nossa Terra. Pensamos que cumpre volver a umha produçom racional de alimentos, baseada nas pequenas exploraçons, na eliminaçom de venenos industriais e na produçom para a Galiza, abandonando o ciclo tolo de exportaçom-importaçom de produtos básicos.

Também queremos lembrar nestes dias que, junto ao Gistral, vários montes e serras mais correm perigo de cair baixo os depredadores movidos polo afám de lucro: o Careom na Ulhoa, o monte Jalo nas Marinhas e o Galinheiro no Val Minhor.


Defendamos a nossa Terra!

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