Roteiro-Homenagem ao companheiro Martinho (INFORMAÇOM ACTUALIZADA!)





CRÓNICA FOTOGRÁFICA:










O vindeiro fim de semana, nos dias 28 e 29 de Maio, a Agrupaçom de Montanha Aguas Limpas homenageará ao recententemente falecido Martinho, cum roteiro pola serra do Invernadoiro. Visitaremos o Acampamento Aguas Limpas, no que Martinho estivo na década dos 80 durante a sua militância no Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive.

Escolhemos o mês de Maio para fazer este roteiro fazendo-o coincidir com o XXIII aniversário da sua detençom e as das suas companheiras em 1988.


Dados da rota do sábado:

Saída
O ponto de encontro para chegar ao Invernadeiro será frente ao Hospital Comarcal de Verim, às 9:30 do sábado, para poder começar a andaina por volta das 10:30 (há que ter em conta que às 19:00 teremos que estar fora do Parque Natural)

Distancia
20km em rota de ida e volta polo mesmo caminho.

Tempo
8 horas

Dificuldade
Meia-alta, especialmente pola maleza dos últimos 3 km da ida

Durmida
Durmiremos em tendas de campismo sobre terra dura, mas o material quedará nos carros, nom há que carregar com ele.

Recomendaçons
Quanto a roupa será importante levar calças longas, mesmo que vaia calor, para atravessar a maleza.
Para comer: à andaina é de ida e volta, assim que só levaremos o imprescindível para resistir até a noite. Imos ter um máximo de 45min. polo que nom convém cargar com cousas que nom imos comer. Polo que um sande ou um pequeno recipiente com comida para a parada do jantar, mais algo para ir comendo polo caminho como froita seca pode avondar. Mas nom esquecer trazer mais cousas para o resto da fim-de-semana!!!

Rota
A rota, de ida e volta, começa nas Casas da Ribeira Pequena, a uns 900 metros de altitude. Durante 7 quilómetros caminharemos cómodamente por umha pista em bom estado que ascende, vagarosa e assombrada por pinheiros silvestres, até uns 1150 metros. Umha vez que cubramos este percorrido estaremos situados no limite Sul do parque. Desde aqui atravessaremos o Lombo dos Lourencinhos já por um caminho velho fora da area protegida, para depois, em apenas um quilómetro, descer de vez pola costa da Airoa todo o ascendido anteriormente. Toda vez que estejamos ao pé do encoro, a uns 890m, restarám escassamente 2 quilómetros para chegar ao Cabras, regato ao pé do qual está o acampamento que andamos a procurar. Este último trecho fai-se lento e fadigoso pola maleza que povoa o caminho. Afianal, logo de 3 horas e meia, chegamos a Aguas Limpas.

Resenha histórica
Aguas Limpas foi umha base do Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive construida a finais da década de 80. Na altura o cerco policial sobre o EGPGC estreitou-se até o ponto de obrigar a militantes, que até daquela se agachavam em moradas de gente conhecida, a fugir cara lugares mais seguros. Foi no verao de 1987 quando José Antonio Matalobos Rebolo e Antom Árias Curto, depois de terem esquadrinhado boa parte da montanha do País constroim o refúgio de Augas Limpas no corgo do Cabras, regueiro que verte no encoro de Portas, situado ao Leste dos montes do Invernadoiro.

A escolha do lugar atendeu ao carácter oculto deste, mas sobre todo o facto de estar muito perto de Portugal. Quanto ao nome, é evidente que se deve à cristalinidade das augas do Cabras, que baixam desde a serra para estagnar-se numha pequena poça antes de morrer no encoro.

Umha vez construído, os moradores foram Antom Garcia Matos, José Manuel Sam Martim Bouça, Manuel Chao Do Barro e Jaime Castro Leal, instalados alí no inverno do 1988.

A sua estadia prolongou-se até o 28 de Maio desse ano, quando o Sam Martim e o Toninho iam a umha reuniom com os militantes que estavam no refúgio de Porto-Mouro, no canhom do Sil. Essa noite caeram presos no encoro de Guístolas os primeiros, junto com Susana que os estava a agardar alô; e na ponte que atravessa cara Castro Caldelas caeram o Matalobos, o Curto e o Campuzano.




A AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS (A.M.A.L.) é umha organizaçom independentista de defesa da terra. Toma o seu nome de um dos campamentos que o Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive tinha nos Montes do Invernadoiro, no Maciço de Maceda.

A Terra galega comprende a actual Galiza administrativa e os territórios históricos orientais da Terra Návia-Eu, Vale de Íbias e Berzo,
a Cabreira e a Seabra.

A defesa da Terra implica conhecer, sentir, respeitar, desfrutar e identificar-se com o nosso País, o seu povo e a sua cultura.

A defesa da Terra implica defender o direito das galegas e galegos a vivermos dignamente no nosso território, sem ingerências impostas desde fora.

A defesa da Terra implica viver e relacionar-se com outras pessoas e com a natureza longe dos parámetros do consumo, individualismo e depredaçom capitalistas.

A defesa da Terra implica construir umha comunidade de resistência que faça frente à violência e espólio sistemáticos que se exercem sobre os recursos naturais, económicos e identitários da Galiza.


A AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS tem como actividades:

  • Conhecimento e desfrute da nossa Terra.
  • Marchas e campamentos de montanha.
  • Conscientizaçom e denúncia das agressons sobre o nosso território.


As actividades desenvolvem-se em território galego. O funcionamento interno é assembleário, havendo responsáveis de distintas funçons e actividades.

O símbolo da AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS é um/ha montanheiro/a com cabeça de cabra, símbolo de identificaçom com a nossa Terra.

Poderá fazer parte da A.M.A.L. qualquer galeg@ que partilhe estes princípios e esteja dispost@ a participar nas suas actividades.