Crónica do Acampamento de montanha 2012

Fonte: Texto do galizalivre.org e fotos de Charo Lopes / Os passados dias 21, 22 e 23 de setembro AMAL apresentou o seu 5º acampamento anual de montanha baixo a legenda "Recuperar o rural para defender a terra". Neste 2012 deslocou-se até a Serra da Martinhá situada na comarca do Carvalhinho. Esta serra com orientaçom N-SO a carom da Serra do Faro e com alturas que rondam os 1000 m. (o cúmio mais alto é o Castro ou o Martinhá, de 1042 m.). Aqui nascem os rios Búbal, afluente do Minho, o Oseira e o Mirela e cara o sul o Barbantinho. Formada por rochas graníticas, predomina o monte baixo, turbeiras e algumhas formaçons de árvores caducifólias.
Mais umha vez, AMAL achegou-nos a lugares atípicos para o turismo e sendeirismo convencionais, os quais os tenhem infravalorados, o que provoca o seu uso para parques eólicos, exploraçons de eucalipto, etc. ainda contenhendo um enorme valor natural e paisagístico.

Desenvolvimento do acampamento
A sexta-feira organizou-se umha rota ciclista pola Serra da Madalena com algumhas dificultades derivadas da complexidade do circuito, com abondosas pendentes que fazia esbarar as rodas das bicicletas e obrigavam a estar num alto estado de forma. Ainda com tudo, este esforço veria-se recompensado em grande medida polo espectacular da zona, de grande fermosura e cum bosque livre da invassom de eucaliptos. Mas como nom podia ser doutro jeito, esta impresionante paisagem tem de suportar a eiva dum Parque Eólico no cúmio da Serra, no qual os ciclistas puiderom observar o uso industrial e privado do terreo, aturando a vigilância dos guardas do parque eólico.
O sábado transcurriu o roteiro a pé pola Serra da Martinhá, um lugar único com bosque autóctono e umhas alturas máximas duns 1000 m. dende onde se puido ver cara o Sul as montanhas do Larouco na fronteira com Portugal e cara o Norte o Pico Sacro na comarca de Compostela, aliás de ter aos pés umhas fabulosas vistas do Canom do Sil. O caminho nom foi especialmente duro ao ser umha subida relativamente escalonada e sem muitas pendentes exageradas.
 
O domingo figérom jogos populares como tiro de corda e tiro contra cartazes cos inimigos do monte galego.
E para rematar figérom-se duas palestras. Na primeira, titulada "Vida e resistência no rural", falou-se da plataforma contra a incineradora do Irijo, dende a qual obervam que a actual detençom do projecto nom tem mais a ver que cumha pretensom eleitoral, pois em quanto a situaçom seja favorável para os interessados com toda seguridade a incineradora será levada a cabo. Na segunda palestra falou o representate dumha cooperativa agrária sobre a vida no rural e o deslocamento do independentismo de cara a novas formas de organizaçom apoiadas no ámbito rural.
 

Valoraçom dos organizadores
Em geral a valoraçom é moi positiva e cum ambiente inmelhorável tanto nas actividades como nas foliadas nocturnas. A assistência foi dumhas 20 pessoas, menor ca doutros anos por mor de problemas de deslocamento e em grande medida económicos que imposibilitarom a muita gente interessada no acampamento. Aliás, também se notou em falta a presença dos seqüestrados polo Estado dende hai meses Maria e Antom, assim como dos últimos detidos, alguns deles habituais das actividades de AMAL.
Porém as actividades transcurriram com total normalidade e cum comportamento por parte dos integrantes ejemplar mais outro ano AMAL sentiu o acosso policial com carros da “secreta” perguntando por eles nas aldeas da zona mas sem os poder atopar ao nom fazer-se um roteiro publicado com anterioridade. Por outra parte, a diferença doutros anos, este estiverom livres da identificaçom dos assistentes por parte da Guardia Civil.
Próximas actividades
Agora mesmo AMAL está a trabalhar conjuntamente com o reconhecido artista Leandro Lamas na creaçom dum mapa físico-artístico da Galiza prestando especial antençom a serras, cúmios e rios. Nom é seguro, mas possivelmente seja com o Apalpador quando poidamos desfrutar deste mapa.

 

A AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS (A.M.A.L.) é umha organizaçom independentista de defesa da terra. Toma o seu nome de um dos campamentos que o Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive tinha nos Montes do Invernadoiro, no Maciço de Maceda.

A Terra galega comprende a actual Galiza administrativa e os territórios históricos orientais da Terra Návia-Eu, Vale de Íbias e Berzo,
a Cabreira e a Seabra.

A defesa da Terra implica conhecer, sentir, respeitar, desfrutar e identificar-se com o nosso País, o seu povo e a sua cultura.

A defesa da Terra implica defender o direito das galegas e galegos a vivermos dignamente no nosso território, sem ingerências impostas desde fora.

A defesa da Terra implica viver e relacionar-se com outras pessoas e com a natureza longe dos parámetros do consumo, individualismo e depredaçom capitalistas.

A defesa da Terra implica construir umha comunidade de resistência que faça frente à violência e espólio sistemáticos que se exercem sobre os recursos naturais, económicos e identitários da Galiza.


A AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS tem como actividades:

  • Conhecimento e desfrute da nossa Terra.
  • Marchas e campamentos de montanha.
  • Conscientizaçom e denúncia das agressons sobre o nosso território.


As actividades desenvolvem-se em território galego. O funcionamento interno é assembleário, havendo responsáveis de distintas funçons e actividades.

O símbolo da AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS é um/ha montanheiro/a com cabeça de cabra, símbolo de identificaçom com a nossa Terra.

Poderá fazer parte da A.M.A.L. qualquer galeg@ que partilhe estes princípios e esteja dispost@ a participar nas suas actividades.