MARCHA POLA DORSAL GALEGA





AMAL ATRAVESSOU TODA A GALIZA A PÉ reivindicando a defesa da nossa terra e assinalando as principais agressóns médio-ambientais que o nosso pais padece. Este projecto que levou por lema "Pola defesa da nossa Terra: Bota-te ao monte" atravessou a Galiza pola dorsal galega, de Portugal até o Cantábrico, entre os días 14 e 29 de setembro.

OS ROTEIROS POR ETAPAS E OS LUGARES DE SAIDA:

1º Roteiro: Serra da Paradanta. Sexta 14 e sábado 15 de setembro.
Saida: Comezará o dia 14 de setembro, sexta-feira, ás 9 horas, na Adega do independentista falecido Antom Bértolo Losada, a caróm do apeadoiro de Sela (concelho de Arvo). Desde Vigo há convoio às 6:40h e autocarro às 8h cara o lugar de saída.
Percurso: Sela > Barcela > Cabreiras > Vilar > Curro de Cabalos > Paradanta > Franqueira. O dia 15 o inicio será jà na Serra do Suído, pola parte da Canhiça.
A COGARRO (Coordenadora Galega de Roteiros) participou no desenho deste itinerario.

2º Roteiro: Serra do Suído.
Domingo 16 de setembro.
Saida: Combinaremos no bar "A bruja" em Arcade ás 9 horas, para achegarnos de carro à saida do roteiro em Linhares, concelho de Pontecaldelas.
Final do roteiro o mesmo domingo ao serám.

3º Roteiro: Serra do Faro e Farelo. Terça 18 e quarta 19 de Setembro.
Saida: combinaremos em Chantada ou em Lalim (a concretar com o pessoal que se ponha em contacto com nós) às 8.30, para depois deslocar-nos até Povadura, pequena aldeia no Sur da Serra, donde partiremos a pé. Percorrido total por volta de 46 Km.
Final do roteiro a começos da tarde do 19.

4º Roteiro: Serras do Careom e da Cova da Serpe. Sábado 22 e domingo 23 de setembro.
Saída: Sábado 22 de Setembro às 9:30 horas na churreria 'O burato' (Melide). Final do roteiro, domingo depois de jantar.

5º Roteiro: Serra da Loba.
Sexta 28 de setembro.
Saída: Combinaremos às 11h na paragem de autocarros de Ponte d'Eume para irmos ao centro de interpretaçom das Fragas do Eume (estrada cara ao mosteiro de Cabeiro) onde comezará o roteiro a pé.
Visita ao moinho de Batám no Val de Xestoso.
Telefone de contacto: 679 251 163.
A Asociaçom Cultural e meio-ambientalista "O Abordelo" colabora neste roteiro.

6º Roteiro: Serra da Faladoira.
bado 29 de setembro.
Saída: Sábado 29 às 8h. no bar Marbelha D'As Pontes (agradece-se puntualidade).


PARA MAIS INFORMAÇOM:


Reproduzimos o manifesto que acompanha à marcha:

Pola defesa da nossa Terra. Bota-te ao monte
MARCHA POLA DORSAL GALEGA

Desde a Serra do Suído até a Serra da Faladoira, umha cadeia de montanhas percorre o país de sul a norte. É a Dorsal Galega, umha linha de média montanha que acada alturas entre 500 e 1200 metros. A Agrupaçom de Montanha Augas Limpas continua a sua jeira convocando umha marcha montanheira durante quinze dias, em seis etapas organizadas por relevos, para juntar o goce da nossa Terra à reivindicaçom e à denúncia.

Na actualidade, quase três quartas partes do nosso país som zonas de monte. Décadas de desleixo político, ‘desarrollismo’, expólio energético espanhol e desertizaçom tenhem convertido esta nossa grande riqueza económica e cultural um ermo que aproveitam livremente muitas empresas depredadoras. Sem umha planificaçom séria e respeitosa com o património colectivo, os usos do monte esmorecem em benefício da rapina capitalista, entorpecendo assim umha sólida base para a soberania galega e para umha outra relaçom com o meio baseada na variedade de aproveitamentos da terra. O uso agro-gandeiro do monte decai pola perda de populaçom; o uso florestal empobrecedor e curto-pracista tem cedido aos interesses da indústria madeireira promotora do monocultivo eucalipteiro, fechando as portas à exploraçom das madeiras nobres; e o uso recriativo e formativo, fundamental para que o povo galego conheça o que tem de seu, é sequestrado por um processo de turistificaçom agressivo e pensado para ricos espanhóis. Quando um monte se salva das canteiras ou dos parques eólicos, periga por grandes infraestruturas rodoviárias, pistas de esqui ou urbanizaçons para acaudalados.

Desde meados deste mês de Setembro, a AMAL organiza umha longa marcha montanheira com a pretensom de que conheçamos entre todas e todos este grande património galego, e também de denunciar sobre o terreno os responsáveis da sua destruiçom. Som empresas e políticos com nomes próprios, perfeitamente relacionados, os culpáveis de que cada vez mais espaços comunitários sejam roubados ao povo, de que sejam fanadas as fontes de riqueza, e de que se negocie com o que nom tem preço e nom é umha mercadoria.

Queremos convocar-te a algumha das nossas etapas de conhecimento e reivindicaçom. Começarám na Paradanta e seguirám pola Serra do Suído, para alcançar dias depois os cumes do Faro e percorrer o Careom, no centro da Galiza. Já no norte do país, andará-se a Cova da Serpe e a Serra da Loba, para culminar a marcha na Serra da Faladoira e rematar a actividade em Estaca de Bares. Ao rematar cada rota, de dous ou três dias de duraçom, realizaremos algumha actividade formativa relacionada com o meio ambiente, a história da comarca respectiva ou o montanhismo. Também deixaremos a nossa pegada assinalando os responsáveis de tantas desfeitas que inçam ao país. É o nosso contributo modesto à formaçom dumha comunidade de resistência nacional que face ao desarrolhismo e a dependência da Galiza, arredando-se no dia a dia, o máximo possível, do esbanjamento e do desprezo do que é próprio. Contamos contigo.

Galiza, Agosto de 2007.


A AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS (A.M.A.L.) é umha organizaçom independentista de defesa da terra. Toma o seu nome de um dos campamentos que o Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive tinha nos Montes do Invernadoiro, no Maciço de Maceda.

A Terra galega comprende a actual Galiza administrativa e os territórios históricos orientais da Terra Návia-Eu, Vale de Íbias e Berzo,
a Cabreira e a Seabra.

A defesa da Terra implica conhecer, sentir, respeitar, desfrutar e identificar-se com o nosso País, o seu povo e a sua cultura.

A defesa da Terra implica defender o direito das galegas e galegos a vivermos dignamente no nosso território, sem ingerências impostas desde fora.

A defesa da Terra implica viver e relacionar-se com outras pessoas e com a natureza longe dos parámetros do consumo, individualismo e depredaçom capitalistas.

A defesa da Terra implica construir umha comunidade de resistência que faça frente à violência e espólio sistemáticos que se exercem sobre os recursos naturais, económicos e identitários da Galiza.


A AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS tem como actividades:

  • Conhecimento e desfrute da nossa Terra.
  • Marchas e campamentos de montanha.
  • Conscientizaçom e denúncia das agressons sobre o nosso território.


As actividades desenvolvem-se em território galego. O funcionamento interno é assembleário, havendo responsáveis de distintas funçons e actividades.

O símbolo da AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS é um/ha montanheiro/a com cabeça de cabra, símbolo de identificaçom com a nossa Terra.

Poderá fazer parte da A.M.A.L. qualquer galeg@ que partilhe estes princípios e esteja dispost@ a participar nas suas actividades.