1º ETAPA: Serra da Paradanta



O 14 de Setembro, às 9:00 da manhá, partimos do apeadoiro da Sela ( concelho de Arbo). Neste dia só dous montanheiros participamos do ascenso aos cúmios da Serra da Paradanta. Durante a manhá figemos um alto a colher água na fonte que há a carom do curro, perto já do ponto mais alto do monte (954 m).

Umha vez neste, e graças ao bom dia que acompanhou toda a jornada, puidemos fazer um repasso da geografia circundante: Suído e Faro de Aviom ao Norte, mesmo o Laboreiro trás os montes de Melgaço ao Sul, o Galinheiro ao Oeste, o longíquo Monte Meda e também Sam Mamede ao Leste…, foram algumhas das grandes serras que conseguimos lobrigar.

Também desde o alto tivemos a oportunidade de observar e escolher a rota a fazer, finalmente optando por atravessar toda a Paradanta cara ao Norte, onde se atopa o Montouto, último picouto antes do Suído. Aquí figemos o descanso para o jantar e, como nom, para a sesta. Voltando ao ponto de início, pois tivo de ser um percorrido circular, aliviamos a calor mergulhando-nos num tanque de água e mais adiante visitamos a aldeia da Franqueira. Parolamos ali cum artista que tinha montado o chiringuito para o jantar e que nos serviu uns refrigerantes, deixando assim passar a hora de mais calor do dia, para de novo retomar o caminho que nos levava mais umha vez polo alto da Paradanta, chegando finalmente à cara sul desta, onde acampamos para passar a noite. Como detalhe faunístico é de destacar o avondosos que som os cabalos ceivos nestas terras. E como detalhe fodido sobra dizer que esta serra está chea de moinhos de ferro.

Na manhá seguinte baixamos até a Franqueira, onde se combinara com os possíveis reforços. Ali juntaram-se dous marchantes mais. Deslocamo-nos de carro até os montes imediatos à aldeia da Granha, na cara Oeste do Suído.Aqui caminhamos também com a previsom de ter de voltar ao ponto de partida.

O percorrido foi um pouco improvisado, fugindo no possível das desgraçadas e abafantes pistas abertas para a construçom dos moinhos que, novamente, ateigam toda a superficie da serra. Neste sábado, desde um alto, também paramos a dar-lhe umha volta à geografia. Para surpresa de todos, puidemos alviscar graças aos "prismáticos" mesmo até as ruínas da Massó, em Cangas. Também a Serra do Faro e de novo Meda e Sam Mamede foram objeto das nossas latricadas. Para o jantar buscámos o refúgio dum penedo que nos emprestasse a sua sombra. Aqui até as vacas faziam o próprio, pois iva umha calor tremenda.

Também topamos com as típicas chouças dos pastores, sinal da avondosa gadaria. Já na tardinha chegamos ao ponto donde partiramos, para colhermos os carros e irmo-nos cada quem a onde lhe petar, nom sem antes passar por umha fonte com a milhor água do mundo e por umhas mámoas que estám na cara Leste do Suído, donde se podia ver perfeitamente a colossal Pena-Corneira.

Tocava-lhe a outro grupo de montanheiros, que iniciariam a rota polo tramo seguinte da Dorsal. Ainda restam o Suído, o Faro e o Farelo, o Careom, a Cova da Serpe, a Loba e a Faladoira...caminhada e denúncia até o 29 de Setembro, quando se chegue a Estaca de Bares.

A AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS (A.M.A.L.) é umha organizaçom independentista de defesa da terra. Toma o seu nome de um dos campamentos que o Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive tinha nos Montes do Invernadoiro, no Maciço de Maceda.

A Terra galega comprende a actual Galiza administrativa e os territórios históricos orientais da Terra Návia-Eu, Vale de Íbias e Berzo,
a Cabreira e a Seabra.

A defesa da Terra implica conhecer, sentir, respeitar, desfrutar e identificar-se com o nosso País, o seu povo e a sua cultura.

A defesa da Terra implica defender o direito das galegas e galegos a vivermos dignamente no nosso território, sem ingerências impostas desde fora.

A defesa da Terra implica viver e relacionar-se com outras pessoas e com a natureza longe dos parámetros do consumo, individualismo e depredaçom capitalistas.

A defesa da Terra implica construir umha comunidade de resistência que faça frente à violência e espólio sistemáticos que se exercem sobre os recursos naturais, económicos e identitários da Galiza.


A AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS tem como actividades:

  • Conhecimento e desfrute da nossa Terra.
  • Marchas e campamentos de montanha.
  • Conscientizaçom e denúncia das agressons sobre o nosso território.


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O símbolo da AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS é um/ha montanheiro/a com cabeça de cabra, símbolo de identificaçom com a nossa Terra.

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