Roteiro pola comarca do Návia-Eu: Pico do Cuco e Serra da Penouta

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10 E 11 DE JANEIRO DE 2009

SABADO 10: Subida ao Pico do Cuco. 18 km Aprox.


Sobre as 10h45minhh saímos das antigas escolas de indianos de Doiras (concelho de Boal), lugar onde nos alojamos. Baixamos até o encoro e subimos bordeándo-o. Ao chegar à ponte sobre o rio Urúbio, afluente do Návia, começamos a caminhar já pólo monte, seguindo a beira do regueiro, por debaixo da Pena do Sol. O monte caracteriza-se por ser de pedra caliza e com muita pedra solta. No chão podemos atopar pedras de Sam Pedro, umhas formações redondas cumha cruz no meio.

Chegamos a Frouseira, aldeia onde, desde o ano 1751 até o ano 1866 funcionou um maço hidráulico que produziu ferro para os ferreiros da comarca. O complexo pertencia à casa de Berdim de Doiras e só o maço de ferro pesa 604 libras galegas. O material trabalhado vinha das minas de ferro da zona e também se importava de Euskal Herria. Depois, levavam-se os lingotes em carros até a Ponte Nova a fundir. Otília, a única habitante de Frouseira na actualidade, saiu para convidar-nos a um copo de vinho feito na sua casa e para ensinar-nos o moinho hidráulico, tam característico da Galiza, e com o que ela moe a diário.

Depois de este pequeno descanso, começamos a ascender pólo monte de carvalhos e castanheiros.

Cruzamos umha pedreira em pendente de uns 200m e chegamos até a Cova do Demo. Nela atópan-se pinturas rupestres do 1500 a.c. aproximadamente. Ademais serviu como refugio para o gado e para refugiados durante a Guerra Civil Espanhola. Seguimos monte arriba por umha zona de pinheiros e, trás ir bordeando o cúmio, chegamos ao Pico do Cuco, a 759m de altitude.

Pico do Cuco:

Comemos ali arriba e baixamos de novo até Frouseira póla pista florestal do monte de Lanteiro. Seguimos por este caminho e chegamos à escola de Doiras às 18:00hh.
Póla noite ceamos e fixemos umha festinha ao som do acordeom e a pandeireta. Logo dormimos para estar descansados para a segunda etapa.









DOMINGO 11: Roteiro póla Serra de Penouta. 12km aprox.

Saímos às 10:00hh e subimos até a Prida, em cima de Doiras. Ascendemos por pistas florestais até o Chão da Branha e tomamos o caminho dos “veneiros”. Os veneiros é como eram chamados os que iam nos séculos XVIII e XIX com os carros carregados de ferro desde o maço de Frouseira até a fundiçom da Ponte Nova. No chão podemos ver rodadas gravadas nas pedras separadas por um eixo de 90cm para que puideram passar por esse caminho. Chegamos à Pena do Mesom, umha grande pedra na que os veneiros paravam a comer.

Seguimos o caminho, com um pouco de neve já, e chegamos até a Pena Queimada, a 921m de altitude. Desde ali observamos umha paisagem muito contrastada: cara o Norte vemos o Cantábrico, até Foz e cara o Sul as serras de Carondio, a Bobia, Panondres, Valhedor e, incluso, Ubinha e Somiedo, todas cobertas de neve. Nom faltam, para romper co fermoso entorno natural, os eólicos de Penouta a poucos metros.

Vista do Mar cantábrico desde a Serra da Penouta.
Ao fundo se pode ver a vila de Foz
:


Comemos numha área recreativa com abundantes túmulos funerários e baixamos bordeando o cúmio até a aldeia de Carrugueiro.

Subimos de novo até o Chão da Branha e já baixamos a Doiras pólo mesmo caminho de subida.

















A AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS (A.M.A.L.) é umha organizaçom independentista de defesa da terra. Toma o seu nome de um dos campamentos que o Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive tinha nos Montes do Invernadoiro, no Maciço de Maceda.

A Terra galega comprende a actual Galiza administrativa e os territórios históricos orientais da Terra Návia-Eu, Vale de Íbias e Berzo,
a Cabreira e a Seabra.

A defesa da Terra implica conhecer, sentir, respeitar, desfrutar e identificar-se com o nosso País, o seu povo e a sua cultura.

A defesa da Terra implica defender o direito das galegas e galegos a vivermos dignamente no nosso território, sem ingerências impostas desde fora.

A defesa da Terra implica viver e relacionar-se com outras pessoas e com a natureza longe dos parámetros do consumo, individualismo e depredaçom capitalistas.

A defesa da Terra implica construir umha comunidade de resistência que faça frente à violência e espólio sistemáticos que se exercem sobre os recursos naturais, económicos e identitários da Galiza.


A AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS tem como actividades:

  • Conhecimento e desfrute da nossa Terra.
  • Marchas e campamentos de montanha.
  • Conscientizaçom e denúncia das agressons sobre o nosso território.


As actividades desenvolvem-se em território galego. O funcionamento interno é assembleário, havendo responsáveis de distintas funçons e actividades.

O símbolo da AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS é um/ha montanheiro/a com cabeça de cabra, símbolo de identificaçom com a nossa Terra.

Poderá fazer parte da A.M.A.L. qualquer galeg@ que partilhe estes princípios e esteja dispost@ a participar nas suas actividades.