Roteiro polo val do Duvra


Domingo 14 de junho.
Roteiro polo Val do Dubra:

Rio Insua. Val do Duvra

A comarcal de Comportela da Agrupaçom de Montanha "Augas Limpas" organiza coa colaboraçom da Gentalha do Pichel um roteiro polo Val do Duvra.
Saída: 8:30 da manhá diante do concelho de Bembibre.
Percorrido: Subida ao Picoto e Rota das Carvalheiras.
Dificuldade: Mui baixa. Nesta ocasiom, e sem que sirva de precedente, a dificuldade da rota é nula.
Conselhos: Levar roupa adequada ao tempo (um chuvasqueiro nunca está de máis) e calçado cómodo para caminhar. Também é precisso levar auga (2 litros por pesoa) e comida para o jantar.

Val do Duvra. Notas geográficas

Visitamos nesta ocasiom o extremo norte da comarca compostelana. O concelho actual atinge um território antigamente povoado; como todas as terras vizinhas, tem importantes assentamentos castrejos. No Cronicon Iriense, documento eclesiástico que atinge dos séculos VI ao X, já aparece mentada a "Terra de Dubriam". O rei suevo Miro assignara esta terra à sede de Íria. Mais adiante, baixo o arcebispado de Soares de Deça, passaria ao distrito de Trástamara.

A geografia do concelho tem umha grande unidade morfológica. Estamos em terras do Tambre, alimentado polas águas do pequeno Duvra. A conca do vale está fechada polos quatro costados e compacta o território. Geologicamente, faz parte da foxa meridiana, que parte de Tui e chega a Carvalho, percorrendo o extremo oeste da comarca de Ordes.

O Val do Dubra, historicamente volcado para a produçom agrogadeira, é conhecido pola importáncia ecológica e a beleza das Ribeiras do rio Duvra, que ocupam por volta de 400 hectáreas. O espaço florestal autóctone compagina-se com as pradarias, básicas para o noutrora pujante sector gadeiro. O abandono do rural e da plurifuncionalidade dá como resultado o crescimento do mato de eucaliptos e pinheiros.

Todos estes traços vamos comprová-los do alto do Picoto. Partiremos da paróquia do Rial e ascenderemos a um cúmio formoso algo estragado polas novas antenas de telefonia móbil e as plantaçons indiscriminadas de eucaliptos. Da sua cima contemplaremos o monte Castelo, já em Santa Comba, e perto dos 600 metros. Olhamos para o norte, e alviscamos já o vale de Bergantinhos. Umha vez na parte baixa, andaremos os bosques ribeirinhos e perderemo-nos na frondosidade das fragas.

A AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS (A.M.A.L.) é umha organizaçom independentista de defesa da terra. Toma o seu nome de um dos campamentos que o Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive tinha nos Montes do Invernadoiro, no Maciço de Maceda.

A Terra galega comprende a actual Galiza administrativa e os territórios históricos orientais da Terra Návia-Eu, Vale de Íbias e Berzo,
a Cabreira e a Seabra.

A defesa da Terra implica conhecer, sentir, respeitar, desfrutar e identificar-se com o nosso País, o seu povo e a sua cultura.

A defesa da Terra implica defender o direito das galegas e galegos a vivermos dignamente no nosso território, sem ingerências impostas desde fora.

A defesa da Terra implica viver e relacionar-se com outras pessoas e com a natureza longe dos parámetros do consumo, individualismo e depredaçom capitalistas.

A defesa da Terra implica construir umha comunidade de resistência que faça frente à violência e espólio sistemáticos que se exercem sobre os recursos naturais, económicos e identitários da Galiza.


A AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS tem como actividades:

  • Conhecimento e desfrute da nossa Terra.
  • Marchas e campamentos de montanha.
  • Conscientizaçom e denúncia das agressons sobre o nosso território.


As actividades desenvolvem-se em território galego. O funcionamento interno é assembleário, havendo responsáveis de distintas funçons e actividades.

O símbolo da AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS é um/ha montanheiro/a com cabeça de cabra, símbolo de identificaçom com a nossa Terra.

Poderá fazer parte da A.M.A.L. qualquer galeg@ que partilhe estes princípios e esteja dispost@ a participar nas suas actividades.