IV ACAMPAMENTO DE MONTANHA

Mais info sobre o acampamento.

Comarca de Ortegal: terra de tradiçom guerrilheira.

Também a conhecida guerrilha antifascista tem um lugar de destaque na história recente da comarca de Ortegal. Nestas terras nortenhas actuou o conhecido como 'grupo Neira', liderado polo combatente do José Neira Fernández, ferreiro de Cuinha (Ortigueira). Desde finais dos anos 30, e a inícios dos 40, este coletivo mantivo em jaque as forças repressivas e a falange com golpes mui medidos e umha grande habilidade para agochar-se. Assi, o norte da província da Crunha rivalizava em fama guerrilheira com o norte de Lugo, na Marinha, onde o lendário Luis Trigo Chaos, 'Guardarrios', provocava o aplauso popular.


E precisamente nas Granhas do Sor, em 1943, tivo lugar um capítulo importante da luita antifascista. Segundo nos conta Harmut Heine (“A guerrilha antifranquista en Galicia”, Xerais, 1982), à beira deste rio tivo lugar umha importante juntança: protagonizárom-na Neira e os seus homens e o grupo liderado polo asturiano Marcelino Rodríguez Fernández, 'Marrofer', mestre comunista que pretendia centralizar os homens do norte na III Agrupaçom do Exército Guerrilheiro de Galiza, liderado polo PCE. Nesta reunion, segundo se conta, a maioria dos homens dérom a sua negativa ao plano de Marrofer: o militante pretendia artelhar umha sublevaçom nos principais núcleos vilegos do norte galego para incentivar umha intervençom dos Aliados no Estado espanhol. Com isso e contodo, si se plasmou o plano dos comunistas, e o Grupo Neira ficou enquadrado no EGG.


A sorte de José Neira é desconhecida. Desapareceu no mapa guerrilheiro sem dar pistas. As más línguas apontam a que foi vítima dumha purga comunista (Neira provinha da CNT), enquanto que outras fontes dizem que caiu pola repressom dos fascistas. Harmut Heine nom nos esclarece este particular. Quanto a 'Marrofer', que abandonara a vida legal em Viveiro trás ser descoberto polas forças repressivas, caiu numha cilada em Milreo-Aranga-Betanços, junto com 'Tenente Freixo', Ángel Álvarez Rego e mais um guerrilheiro. Corria o 24 de junho de 1946, e as contra-partidas da guarda civil -repressores disfarçados de combatentes- faziam estragos.

A AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS (A.M.A.L.) é umha organizaçom independentista de defesa da terra. Toma o seu nome de um dos campamentos que o Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive tinha nos Montes do Invernadoiro, no Maciço de Maceda.

A Terra galega comprende a actual Galiza administrativa e os territórios históricos orientais da Terra Návia-Eu, Vale de Íbias e Berzo,
a Cabreira e a Seabra.

A defesa da Terra implica conhecer, sentir, respeitar, desfrutar e identificar-se com o nosso País, o seu povo e a sua cultura.

A defesa da Terra implica defender o direito das galegas e galegos a vivermos dignamente no nosso território, sem ingerências impostas desde fora.

A defesa da Terra implica viver e relacionar-se com outras pessoas e com a natureza longe dos parámetros do consumo, individualismo e depredaçom capitalistas.

A defesa da Terra implica construir umha comunidade de resistência que faça frente à violência e espólio sistemáticos que se exercem sobre os recursos naturais, económicos e identitários da Galiza.


A AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS tem como actividades:

  • Conhecimento e desfrute da nossa Terra.
  • Marchas e campamentos de montanha.
  • Conscientizaçom e denúncia das agressons sobre o nosso território.


As actividades desenvolvem-se em território galego. O funcionamento interno é assembleário, havendo responsáveis de distintas funçons e actividades.

O símbolo da AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS é um/ha montanheiro/a com cabeça de cabra, símbolo de identificaçom com a nossa Terra.

Poderá fazer parte da A.M.A.L. qualquer galeg@ que partilhe estes princípios e esteja dispost@ a participar nas suas actividades.