CRÓNICA ROTEIRO ANCARES.






Partimos da aldeia de Búrbia com bastante retraso sobre a hora prevista, e coa dúvida de se daria tempo de ascender até o Mostalhar, o nosso primeiro objectivo. As dúvidas ficárom atrás quando comezçamos a andar acarom do rio Búrbia até chegar ao ponto onde o regato do Vilouso desemboca neste caudal.

A nossa intençom era ascender ao Mostalhar
subindo polo val configurado polo citado regato até chegar à crista da serra, e desde ali ganhar a cimeira do emblemático pico, descendo pola outra cara e depois polo mesmo val do rio Búrbia até a anterior confluência de rios, desde onde repetiríamos caminho à inversa até o lugar de Búrbia (aldeia, vale e rio levam o mesmo nome).

A subida polo regato do Vilouso fai-se por um caminho bordeado de carvalhos, que se vam convertendo num autêntico bosque, através do que se podem ver impressionantes penas como a de Soupen
adameda.



O caminho remata num sendeiro que sobe p
olo que agora já é um bosque de carvalhos e acivros, e que nos leva a um lago entre o Mostalhar , o pico de Lagos, e o Corno maldito.

Carreiro polo bosque


Lago e Mostalhar ao fundo.

Desde o lago ascendemos até a golada que separa o Corno Maldito e o pico de Lagos, e iniciamos o avanço cara o Mostalhar atravesando toda a crista, e despois de agatunhar e descer a pena denominada Castelim, chegamos à cimeira do Mostalhar.

Cimeira do Mostalhar

A descida do Mostalhar fazemo-la pola golada que separa o Mostalhar do Pena Longa, internado-nos posteriormente no val que seria a cabeceira do rio Búrbia. A baixada por esta cabeceira é impressionante tanto polo silêncio como polos precipícios que sobem até o Mostalhar e até o Pena Longa. Parte desta descida transcorre por umha pedreira na que hai que baixar com bastante tino, mas que tampouco plantejou problemas.Descida do Mostalhar

Um pouco mais abaixo da pedreira segue o carreiro, que remata num caminho que nos levará de novo entre montes escarpados, ao empate do Búrbia co regato do Velouso, e de ali diretamente à aldeia de Búrbia, onde passamos a noite.

O dia seguinte seria o dia do ascenso ao pico Miravales. Dado que nom íamos dispor de todo o dia, escolhêmos a rota com menos desníivel, que é a que parte de Porto Ancares. Até ali subimos nos carros, pois está a bastantes quilómetros de Búrbia e o tempo disponhível era escaso.

Desde Porto Ancares tomamos a crista da serra da Bruteira por onde circulamos sem apenas dificuldade, exceptuando algumha pequena e doada trepada por algum penedo que se interpunha no nosso caminho.

(foto 6 : serra da Bruteira, e o Miravales ao fondo, fotos 7 e 8 : avance pola serra)
Umha vez chegados à base do nosso objectivo, aguardava-nos umha forte subida, ainda que de pouca longitude, que figemos em vinte minutos, e por fim chegamos ao cúmio do Miravales.

(foto 9 : no cumio do Miravales)

Já na descida caminhamos cara ao Sul, co Cuinha de frente, e em pouco mais de hora e média chegamos outra vez aos carros;despois de alguns breves estiramentos e algumha mudança de roupa, dimos por rematado o nosso roteiro polos Ancares.

(foto 10 : descida do Miravales. De fondo: o Cuinha , foto 11 : sem título)

A AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS (A.M.A.L.) é umha organizaçom independentista de defesa da terra. Toma o seu nome de um dos campamentos que o Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive tinha nos Montes do Invernadoiro, no Maciço de Maceda.

A Terra galega comprende a actual Galiza administrativa e os territórios históricos orientais da Terra Návia-Eu, Vale de Íbias e Berzo,
a Cabreira e a Seabra.

A defesa da Terra implica conhecer, sentir, respeitar, desfrutar e identificar-se com o nosso País, o seu povo e a sua cultura.

A defesa da Terra implica defender o direito das galegas e galegos a vivermos dignamente no nosso território, sem ingerências impostas desde fora.

A defesa da Terra implica viver e relacionar-se com outras pessoas e com a natureza longe dos parámetros do consumo, individualismo e depredaçom capitalistas.

A defesa da Terra implica construir umha comunidade de resistência que faça frente à violência e espólio sistemáticos que se exercem sobre os recursos naturais, económicos e identitários da Galiza.


A AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS tem como actividades:

  • Conhecimento e desfrute da nossa Terra.
  • Marchas e campamentos de montanha.
  • Conscientizaçom e denúncia das agressons sobre o nosso território.


As actividades desenvolvem-se em território galego. O funcionamento interno é assembleário, havendo responsáveis de distintas funçons e actividades.

O símbolo da AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS é um/ha montanheiro/a com cabeça de cabra, símbolo de identificaçom com a nossa Terra.

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