10 de janeiro de 2012

CRÓNICA: SERRA DE SAM MAMEDE, A EDREIRA E MONTES DO SAMIOM


O 14 de Janeiro do 2012 faziamos o que seria o nosso primeiro roteiro na ausência d@s companheir@s Maria e Antom, militantes e fundador@s de AMAL e organizador@s do anterior roteiro pola zona dos Ancares. Maria e Antom forom detid@s na primeira semana de Dezembro junto com outros dous companheiros independentistas, Edu e Teto, no marco dumha operaçom antiterrorista contra o independentismo galego. Desde a nossa organizaçom denunciamos a ilegalidade das detençons e da disperssom em prisons espanholas d@s 4 companheir@s e desexamos a sua pronta volta à Terra em total liberdade.

As 11:15 da manha, arrancava a andar o grupo de 6 montanheir@s desde a desembocadura do rio Queixa, fazendo-lhe fronte à giada que cobria toda a paisagem e que deixava umha temperatura que convidava a entrar em calor caminhando.

Grupo de montanheir@s ao começo da rota

Seguimos a pista rio arriba, direcçom Sul, e ao pouco tempo passamos por Ferreiria, umha aldeia na que só fica um habitante. Desde aqui viramos cara o Noroeste, seguindo a corga dos torneiros até chegar ao Teixedo, aldeia abandonada desde fai mais dumha década e que fica numha paisagem rodeada por prados, carvalheiras e bidueirais. O caminho atravessa a aldeia e vira cara à dereita para começar a subir pola paragem de As Gorbias.

Vistas do ascenso a Sam Mamede

Esta primeira parte da subida remata numha das entradas ao Bidueiral de Gabim, um pequeno exemplo da fraga que noutoutra cobria toda a serra. Como íamos bem de tempo e folgos, decidimos atravessa-lo e subir depois desde a cara Noroeste por um empinado corta-lumes até o alto de Sam Mamede, chegando assim à quota máxima do roteiro de 1618m. Ainda que o dia nom estava totalmente despejado, no ascenso poidemos desfrutar de fermosas vistas. Aproveitamos o refúgio para jantar, recolhendo-nos assim do vento que começava a soprar.

Grupo de montanheir@s no alto de Sam Mamede

Depois de repor forças e colher auga na fonte do Santo saimos em sentido Sudeste rodeando o val glaciar no que se assenta a aldeia de Rebordechao, chegando até o alto de Os Petaros, donde colhemos cara o Leste para começar a baixada cara a aldeia abandonada da Edreira, a primeira parte por pistas forestais e a segunda por um pequeno sendeiro que discorre à beira do rio.

Baixando pola beira do rio caminho da Edreida

Com os últimos instantes de sol chegamos até o refúgio da Edreira no que faríamos noite. Depois dumha rota de algo mais de 30km, quentamo-nos ao carom do lume e de repuxemos folgos cum prato de calhos quente para depois descansar para outra dura jornada de montanha.

Sentad@s ao carom do lume no refúgio da Edreira

Logo dumha noite de chuvia e de nom madrugar muito, o grupo de montanheir@s saimos da Edreira as 11:15 da manhá. Depois de cruzar os dous rios até o outra ladeira do val, começamos a ascender os montes do Samiom, sempre monte a través.

Ascenso aos montes de Samiom

Umha vez passados os 1200m, a neve acompanhou-nos em boa parte a jornada. O primeiro alto em coroar foi o Pendedo do Samiom, a 1367m. O dia nom deixava desfrutar muito das vistas, mas ainda assim impressionavam as verticais cuncas divisadas desde o alto. A partir de aqui seguimos cresteando, dirigindo-nos sempre cara ao Norte e deixando à esquerda o val do rio Queixa e à dereita o cordo do Boi, até acadar o alto do Gistral, a 1596m.

Foto de grupo nas crestas dos montes do Samiom

Desde aqui, e seguindo um corta-lumes coberto de neve, descendemos até a aldeia das Taboaças, para seguir baixando por um caminho até o rio Queixa. Olvidando as frias temperaturas da auga cruzamos até o outro lado para depois caminhar um pouco pola pista até donde tínhamos os carros. As 16:40 rematava esta segunda jornada de roteiro e depois de comer algo ao quente em Monte de Ramo, despedimo-nos até a seguinte rota.

Descendendo caminho de Taboaças

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