20 de janeiro de 2013

CRÓNICA DA 34ª MARCHA DA AMAL: SAM MAMEDE


O Sábado 19 de Janeiro partiu a 34ª Marcha da AMAL para trilhar, mais umha vez, os caminhos do Maciço galego. As duras condiçoes meteorológicas previstas nom conseguirom achantar às montanheiras, que começarom o caminho na boca do rio Queixa na barragem de Chandreja de Queixa, com a certeza de que ia ser necessário mudar o percurso previsto por causa dos rios nom terem cabimento nas suas bácias. A rota original planejava fazer noite na aldeia da Edreira, para o que cumpria atravessar o corgo da Boqueira, afluente do Edreira que, tras várias achegas fai o rio Queixa. A possibilidade de isto nom ser factível e mesmo de que o refúgio da Edreira nom estivesse em boas condiçoes para fazer a noite, animou-nos a mudar a rota para meter-lhe o dente ao cúmio  de Sam Mamede (1.616 m).

Começou o caminho polo vale do Queixa: regueiros de penas descem agudos polas abas lambidas dos glaciares que noutrora ocuparom estas terras; o rio impetuoso lavra um dos vales mais fundos do Maciço, e acompanhou-nos bruando até a aldeia da Ferreiria onde começamos a subir polo caminho que transcorre paralelo à corga de Torneiros, um ascenso por umha fraga belida de alvos bidueiros, avondosos acivros e liques viçosos que vestem os carvalhos. A meio caminho a chuva persistente mudou em silandeira neve e, em cousa de umha hora, o branco engalanou o bidueiral, de jeito que ao chegar a aldeia abandonada de Teixedo todo era áuga aos nossos pes.

Por caminhos anegados continuamos a rota que, por riba dos 1.300 metros bordeia a fraga por pistas cobertas de neve, onde perdemos o aconchego do vento que nos presenteava a floresta. Acompanhará-nos desde entom um frio intenso que nom tiraremos dos nossos corpos até bem andado o descenso. As montanheiras demos fé das prediçoes metereológicas de alertas máximas e ciclogéneses explosivas, e comprovamos nos próprios corpos a dureza da montanha. No cúmio de Sam Mamede um forte vento carregado de neve gélida impedia-nos enxergar ao nosso redor; com dificuldade podiamos erguer as nossas cabeças para olhar-nos no caminho. Impossível nestas condiçoes tirar a foto de equipa no cúmio: malia que procuramos faze-lo na capela do Santo, o vento louco que semelhava aparecer desde todas as direçoes nom no-lo ia permitir.
Nestas condiçoes procuramos o refúgio que se atopa nas imediaçoes da capela, que encontramos em melhor estado que na rota de Janeiro de 2012. Ali pudemos petiscar algo, mas o intenso frio empurrou-nos a reanudar rapidamente a marcha, percorrendo durante aproximadamente 2 Km a crista de Sam Mamede até o Alto da Fornosinha, onde começamos o belido caminho de descenso que nos levaria de novo a aldeia da Ferreria, bulindo para espilir o frio por um caminho de neve, enquanto aos poucos nos foi acolhendo nas suas saias a montanha.

Rematou assim mais umha marcha da Agrupaçom, na que pudemos viver de perto a afouteça da montanha, que nos tinha preparada umha dura rota por causa do clima. Como sempre, o convívio ledo que nos procuram estas nossas aventuras e a nossa paixom polos cúmios desta Nossa Terra, fizeram deste roteiro umha belida marcha, animando-nos sem dúbida a repetir o Maciço, que percorreremos na próxima Marcha pola Serra de Queixa e o Samiom, para o próximo mês de Março, aguardando que, desta vez sim, as condiçons nom no-lo impidam.

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