14ª. Marcha. Pena da Agrela, Outeiro da Meda e Serra do Candám


Roteiro Agrela-Meda
(concelhos de Teo e Padrom):

Roteiro organizado pola Comarcal de Compostela de AMAL.
Rematou no mesmo dia.
Dificuldade: Baixa.

A seguir oferecemos-vos umha resenha geográfica e ambiental da zona, umha das mais privilegiadas para ter umha vista panorámica da micro-comarca da Amaía.

A comarcal de Compostela da AMAL organizou um roteiro polas montanhas do sul da comarca e terras do Sar. O nosso percurso começa na Pena da Agrela (408 m), na freguesia teense de Lampai e remata no Outeiro de Meda (448 m), que coroa a vila de Padrom. Caminhamos pola pequena serra formada polo Monte Castelo, o Castelo de Roque e o Castelo Redondo. Estas modestas elevaçons fecham o Vale da Amaía polo sul e o leste, enquanto a serra do Leirom e os montes da Muralha o fam polo norte e o oeste. É assi que se delimita umha terra que sempre tivo sona nas comarcas limítrofes pola sua alta fertilidade e o benigno do seu clima.

A Pena da Agrela, também conhecida como Pico de Lampai, oferece-nos a que adoita ser classificada como umha das panorámicas mais impressionantes do nosso país. A vista que temos desde o seu cruzeiro, ubicado no cume, permite alviscar várias comarcas e unidades fisiográficas diferenciadas, pois trata-se dum afloramento granítico que destaca entre a Depressom Meridiana polo oeste e os contactos entre rochas de diferente erosionabilidade polo leste, ficando isolada entre estas duas realidades. É assim que dela podemos contemplar paisagens costeiras, urbanas, agrárias e montanhosas.

A começar polo norte, temos a parróquia de Báscuas, pertencente ao concelho de Padrom, o monte Areal e o Castro Lupário, de grande importáncia na mitologia comarcal. Em segundo plano, o Vale do Sar destaca alturas mais setentrionais, como o Sam Marcos ou o Espinheira.

Posteriormente, e no sentido das agulhas do relógio, temos o Milhadoiro e Compostela cidade. O Vale de Santa Luzia, de clara especializaçom agrária, culmina no Monte Castelo. Mais perto de nós fica a área residencial de Cacheiras. Continuando nessa direcçom, vemos o impressionante Pico Sacro, também de grandes implicaçons na mitologia local e à direita do mesmo vemos a vila de Silheda e o Monte Sam Sebastiám (748 m). Mais a sul, temos a vila da Estrada, na comarca de Taveirós e, ao longe, as serras da Dorsal Central Galega. Bem mais perto, temos o Gesteiras e o Outeiro de Meda, que será o nosso destino final. Estes montes escondem muitas comarcas do sul, mas deixam enxergar os altos do Salnês e, se o dia estiver claro, a ria de Arousa, coas ilhas de Cortegada e Arousa, a península de Ogrobe e o monte Siradelha. Com muita sorte, poderemos ver a ilha de Ons, já na boca da ria de Ponte Vedra.

Obviamente, também contemplaremos a própria parróquia de Lampai e o Vale da Amaía.

Porém, nem todo é tam bonito. Como agressons ao território, podemos salientar as canteiras de Camilo Carballal, bem próximas da Agrela, os primeiros moinhos eólicos ubicados nesta pequena serra ou o vertedoiro de lixo que se situava nas abas de Meda. Porém, parece que este último foi recentemente retirado polas autoridades padronesas. Todo isto por nom falar da onipresença do eucalipto, agravada trás os incéndios do 2006, de graves repercussons na zona que nos ocupa.

Serra do Candám

Serra de mediana altitude que conta com notáveis extensións de matogueira junto com pequenas carvalheiras. Tem ademais superfícies importantes de herbeiras com afloramentos rochosos.

Superfície: 10 683 hectáreas
Altitude media: 708 m
Regióm bio-climática: Atlántica
Concelhos: Forcarei, Lalím, Silheda, Beariz e O Irixo.

Fauna:
Martinho peixeiro (Alcedo atthis)
Pica patinegra montesa (Anthus spinoletta)
Bufo real (Bubo bubo)
Avenoiteira cincenta (Caprimulgus europaeus)
Papuxa montesa (Sylvia undata)
Sisón (Tetrax tetrax)
Lagarto das silvas (Lacerta schreiberi)
Libélula (Oxygastra curtisii)

Hábitats:
Uceiras secas europeas
Uceiras ortomediterráneas endémicas con toxo
Rochedos silíceos con vegetacióm pioneira do Sedo-Scleranthion ou do Sedo albi-Veronicion dillenii
Bosques aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae, Salicion albae)




A do Candám é umha serra de perfil suave que forma parte da cadeia hercínica do Maciço Galaico. Está formada por xistos, anfibiolitas, ortogneis e paragneis rotos que conformam um relevo acidentado. A altura máxima é de 1017 metros, no monte de S.Bento.

Recolhe umhas precipitaçons anuais mui elevadas que dam lugar à formaçom de branhas no interior da serra e aos mananciais que servem de nascente dos rios Leres Úmia e Deça.

A preasença no lugar de espécies de flora e fauna pouco freqüentes na Galiza dam fé da boa conservaçom do espaço. Por desgraça, temos que suportar os habituais moinhos eólicos nalguns dos seus cumes. Na serra alternam pequenas áreas cultivadas com bosques no fundo dos vales e monte baixo nos cumes. A árvore mais comum é o carvalho, mas também há cerquinhos, vidoeiros, ameneiros, castanheiros, pereiras bravas, azivro… No sotobosque há gilbardeiras, arandos, silvas, abrótegas, passarinhos, fentos… Nas beiras dos rios e regatos estám as amieiras, violetas, cáncaros, pés de boi… No mato abunda o toxo, breixos, carqueijas, gestas e queirugas.

A fauna do Candám é de grande interesse pola variedade, e sobre todo pola presença de espécies pouco comuns noutros lugares. Ente os mamíferos, podemos atopar: lobo, gato bravo, lontra, raposo, algária, porco bravo, porco teixo, coelho, esquio, ouriço cacho, morcego grande de ferradura… Das aves, salientar o bufo real, a tartaranha cinzenta, a gatafornela, as águias (cobreira, real e alvela), falcom peregrino, sisom, minhato, lagarteiro peneireiro, moucho comum, coruja, corvo, paporruivo, pimpim, papuja, tordo galego, picanço, pica papuda, laverca, bubela, ferreirinho (comum e bacachis), pombo torcaz, cuco e petos (verdeal e real). Anfíbios: rá (vermelha e patilonga), limpafontes, píntega, saramaganta, sapo rajado… No capítulo dos répteis, destacam: o escáncer, a lagartixa galega, a víbora de Seoane e a cobra de colar. Aliás, há multitude de insectos pouco comuns.

Perto do Candám, temos outros espaços de grande interesse, como a serra do Cando ou as Branhas de Gestoso.


A AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS (A.M.A.L.) é umha organizaçom independentista de defesa da terra. Toma o seu nome de um dos campamentos que o Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive tinha nos Montes do Invernadoiro, no Maciço de Maceda.

A Terra galega comprende a actual Galiza administrativa e os territórios históricos orientais da Terra Návia-Eu, Vale de Íbias e Berzo,
a Cabreira e a Seabra.

A defesa da Terra implica conhecer, sentir, respeitar, desfrutar e identificar-se com o nosso País, o seu povo e a sua cultura.

A defesa da Terra implica defender o direito das galegas e galegos a vivermos dignamente no nosso território, sem ingerências impostas desde fora.

A defesa da Terra implica viver e relacionar-se com outras pessoas e com a natureza longe dos parámetros do consumo, individualismo e depredaçom capitalistas.

A defesa da Terra implica construir umha comunidade de resistência que faça frente à violência e espólio sistemáticos que se exercem sobre os recursos naturais, económicos e identitários da Galiza.


A AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS tem como actividades:

  • Conhecimento e desfrute da nossa Terra.
  • Marchas e campamentos de montanha.
  • Conscientizaçom e denúncia das agressons sobre o nosso território.


As actividades desenvolvem-se em território galego. O funcionamento interno é assembleário, havendo responsáveis de distintas funçons e actividades.

O símbolo da AGRUPAÇOM DE MONTANHA AUGAS LIMPAS é um/ha montanheiro/a com cabeça de cabra, símbolo de identificaçom com a nossa Terra.

Poderá fazer parte da A.M.A.L. qualquer galeg@ que partilhe estes princípios e esteja dispost@ a participar nas suas actividades.