14 de agosto de 2010

Morte de brigadistas evidencia precárias condiçons laborais e fracasso da prevençom contra o lume


Com dous cadáveres a pairar sobre a consciência de todos, a problemática dos lumes de verao volve a pôr-se com toda a sua crueza. A morte de dous brigadistas em Fornelos de Montes está a motivar múltiplas reacçons: desde as tentativas de silenciamento mediático do PP, que se lançara ao ganho de votos quando o bipartido nom dava controlado os lumes, até os protestos das forças sindicais, que pedem responsabilidades polos défices de segurança no trabalho. Seja como for, o drama evidencia as consequências humanas e ambientais de manter boa parte da Galiza como um 'deserto verde', segundo dizem sindicalistas agrários e ecologistas. Também o independentismo, através da FPG, fijo pública umha análise crítica sobre as condiçons laborais e a política anti-incêndios do PP.

Concentraçom.

Jornadas longas, escasseza de pessoal e, nomeadamente, procura de cubrir objectivos impossíveis. Essas som algumhas das críticas mais frequentes contra a política florestal da Junta de hoje, continuidade essencial da desenvolvida no fraguismo. No dia de onte, delegadas sindicais concentrárom-se nas instalaçons de SEAGA no polígono do Tambre, em Compostela, e preparam um novo acto de protesto para a segunda feira em Ponte Vedra. Eram perto dum cento de pessoas, convocadas polo comité de empresa, que lérom um comunicado onde se instava à administraçom a abrir umha pesquisa independente, com presença da representaçom dos trabalhadores e trabalhadoras.

O colectivo ambientalista Verdegaia fixera também pública, semanas antes de se consumar este drama, umha análise sobre esta problemática, reiterando a pouca atençom institucional sobre o trabalho preventivo. O informe reproduzido é do colectivo espanhol Ecologistas em Acçom, que aponta aliás algumhas consideraçons polémicas no movimento popular, como os chamados a maior presença policial nos montes, controlando assi o risco de incêndios com políticas punitivas.

Por seu turno, a Frente Popular Galega fijo público um comunicado nestes dias, assinalando 'a gestom da situaçom de crise e emergênci em chaves eleitoralistas' do governo Feijoo. A crítica alude ao silenciamento aplicado polos gabinetes de imprensa do PP neste mês de Agosto, informando apenas dos grandes lumes que nom se podem ocultar à opiniom pública.

A FPG exige também umha investigaçom independente, mostra solidariedade com as famílias dos finados, e chama à 'luita obreira para prever novos accidentes laborais'.

A crítica da orde.

A escandalosa situaçom dos montes da Galiza leva mesmo a imprensa comercial a fazer públicas certas críticas, com o fim de aliviar tensons e recriar um debate democrático. Ainda que se trata de críticas essencialmente falsárias, dado que as pronunciam conhecidos servidores dos partidos institucionais, podem estar formuladas com rigor e reproduzir reflexons certas.

É o caso de X.L. Barreiro Rivas, que nas páginas de 'La Voz de Galicia' aponta a irresponsabilidade de sacrificar vidas humanas para deter uns incêndios imparáveis, fruto dumha organizaçom do território irracional. 'A cultura ecológica que temos criado, e a falta de protecçom de vivendas e indústrias, obriga as equipas de extinçom a cumprir objectivos que devessem ser desprezados', afirma o opinólogo. Continua a vencelhar o acontecido com o esbarulhamento territorial do agro galego, numha análise que qualquer sentido comum suscreve sem matizes: 'contra o que antes acontecia, quando os lavradios, as hortas e os prados construiam um círculo de protecçom por volta das casas e faziam-nas invulneráveis contra os incêndios florestais, o modelo habitacional de hoje nom só espalha as casas ao chou, senom que semelha gostar dessa ecologia urbanita e romántica que fai entrar os ramalhos dos pinheiros pola janela do quarto.'

[Nova tirada do galizalivre.org]

Mapa dos incêndios forestais na Galiza no que vai de ano 2010:


Ver Incendios Forestais - Incendios Forestales - Galicia 2010 nun mapa máis grande


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