7 de agosto de 2012
V acampamento de montanha 2012: Serra da Martinhá
Esta serra con orientaçom N-SO acarom da Serra do Faro e alturas que rondam os 1000m (o cúmio mais alto é o Castro ou ou Martinhá 1042m). Nascem o rio Búbal, afluente do Minho, o Oseira e o Mirela e cara o sul o Barbantinho. Formada por rochas graníticas, predomina o monte baixo, turbeiras e algumhas formaçons de árvores caducifolias. É umha serra que sofre o azoute dos incéndios.
Estamos desejosos de percorrer os seus caminhos, conhecer a sua história e beber das suas fontes.
Actualizaremos no web horarios, programaçom, como chegar e conselhos.
3 de abril de 2012
Lume nos montes mais umha vez: Crónica dumha catástrofe anunciada
Nom somos nós as surpredidas pola vaga de incêndios que está a asolar o país mais umha vez e que se torna especialmente trágica agora por se ter queimado parte das Fragas do Éume.Agora os políticos voltam coma sempre tratar o assunto como umha catástrofe natural impredecível, levada a cabo por delinqüentes e investindo milheiros de euros na extinçom umha vez que nom se fixo nada para a prevençom. E quando o incêndio avanzou e foi devastador, descobreu-se a incompetência e mala gestom, mentido sobre a realidade porque segundo informaçons directas ardérom arredor de 1000ha (nom 750 como di a Xunta) das quais 400-500 dentro do parque natural, o lume afectou principalmente à zona de reserva; à zona de maior valor ambiental pola flora e fauna que contem.
As primeiras análises dim que o acontecido pode-se qualificar coma um atentado ecológico já que afectou âs fragas melhor conservadas e às zonas onde se assenta um maior número de espécies catalogadas e de espécies subtropicais e o dano ambiental acrescenta-se pola época na que nos atopamos: floraçom e ciclo reprodutivo de moitas espécies de anfíbios e reptis. Se chover a acidez matará as larvas e/ou os ovos.
Qualquer pessoa com sentido comum sabe que a melhor forma de evitar umha catástrofe e a prevençom, assi é recolhido em qualquer manual básico de emergências e assim se fai no caso da seguridade dos prédios, nos barcos, nos automóveis, nos centros desportivos e de lazer, etc. No entanto no caso do monte, a política forestal levada a cabo polo PP e polo bipartito (PSOE-BNG) baseiou-se principalmente no contrário da máxima bem conhecida por todo o mundo: previr antes de curar.
A irracionalidade do atual modelo florestal que esqueze os serviços ambientais e sociais do monte e da biodiversidade, que fomenta os monocultivos e que permitiu a proliferaçom de eucaliptos dentro do parque das fragas do Éume, é conseqüência da miopia dum sistema de luita contra o lume que segue primando a extinçom e o desbaldimento de recursos em lugar de investir em prevençom.
En lugar de investir na prevençom inviste-se nos serviços de extinçom, e actualmente nem isso já que os investimentos nos servizos de incêndios reducirom-se consideravelmente nos últimos anos e quando nom, militarizarom-se delegando no ejército espanhol o trabalho próprio da populaçom civil galega. Incumple-se reiteradamente a Lei de Prevençom de Incêndios Forestais, precariza-se a contrataçom dos serviços de extinçom e avandonam-se terras agrícolas e plantando nelas eucaliptos e pinheiros. Desenha-se umha nova Lei de Montes (ainda um projecto) que dá mais facilidades para a entrada de empressas na exploraçom do monte, reduce as faixas de segurança contra os incêndios arredor dos núcleos de populaçom, generaliza a invasom do eucalipto favorescendo a introduçom massiva de cultivos de agromasa e energéticos nos montes e facilita o cámbio de usso de terras agrárias a usso forestal.
Pensemos por um intre que aconteceria se avandonasemos as cidades? Nom ficariam em ruínas? Nom seriam mergulhadas pola floresta selvagem? Pois bem, o que está a acontecer nos nossos montes é que nom há novas geraçons que mirem por eles que se assentem no rural para aproveitarem os seus recursos respeitando os seus ritmos biológicos. Essa identidade de verdadeira gestom forestal própria dos nossos "velhos" e "velhas" está a desaparescer, sendo desprestigiada polos governantes que olham para o rural e vem apenas os benefícios económicos que traceria sua exploraçom.
Nom pensamos que exista um povo louco que queima os montes. Pola contra cremos que existe sim, umha mao escura que desenha para o monte galego massas de eucliptos para satisfacer as necessidades de ENCE; multitude de parques eólicos em zonas de máxima proteçom; pistas e concentraçons parcelárias em maos de multinacionais madereiras; proxectos mineiros e louseiros que fam estremecer as miradas de quem habitavam esses montes (agora furados e com entulheiras); autoestradas e AVEs que como umha navalhada fam umha fenda de destruiçom e incomunicaçom ali por onde passam; desenho de parques naturais sem plam de ussos, valeiros de contido, orientados à turistificaçom e ao consumo de paisagem verde; e assim mil e um exemplos espalhados pola nossa geografia. Pensamos que estes som os maiores inimigos que tem a nossa Terra e o nosso monte.
Mas nom avonda com combate-los. A nossa identidade colectiva como povo deve ser restaurada. O amor a Terra deve ser a nossa bandeira. Devemos reocupar aos ermos nos que convertemos às nossas aldeias, leiras, prados, soutos e carvalheiras. Desterrar o consumismo e combater o capitalismo.
Mudemos a indignaçom em revolta!
Pola língua, a terra e o mar: Galiza Ceive, Poder Popular!
25 de fevereiro de 2012
Roteiro pola serra do Suido 24 e 25 de Março
Cima de Vidueiros (943m) no Concelho de Covelo
Neste roteiro moveremo-nos por un territorio ainda domínio do lobo, no que iremos vendo chozos centenários de pastores de diversa tipologia. Retaremos a atopar foxos de lobo, sitíos com mamoas, cotos con abrigos rochosos e "sesteiros" do gando e vistas ate o mar... Também veremos turbeiras, com os seus endemismos.
A Serra do Suido prolongase cara ao sur na Serra do Faro e cara ao norte nos Montes do Testeiro, formando no seu conjunto a parte sur-ocidental da Dorsal Galega. A serra tem um perfil suave de alti-planicies por riba dos 900m. Destacam as cimas de Coto Minhoto (1051m),Cotos Cornudos (1032m), Porto do Val do home (1014 m), Puza (1025 m) e Vidueiros (943 m).
Info Roteiro:
Sábado 24 de Março:
Dificuldade: meia-baixa
Lugar de encontro/saida: as 10:30 na praça da Igreja da aldeia da Granha, O Covelo. Desde alí desprazamo-nos em carro até o ponto de inicio da rota, distante da aldeia a 5 km/10 minutos.
Distância: 13 Km por caminhos, carreiros e monte travês
Domingo 25 de Março:
Dificuldade: baixa
Distância: 8 Kms por caminhos.
Recomendações: Específicamente calças longas que protexam do mato baixo (toxo etc.), o resto o habitual. Lembrar levar cada quem umha garrafa de água. Levar tendas de campismo já que é provável que acampemos n'A Granha.
Como chegar até A Granha (O Covelo): Indo pola autovia do Porrinho direçom a Ourense, saída do Covelo (mesmo antes do tunel de Canhiza). Logo de 5 kms, confluência coa N120, isleta central, colher à esquerda, direcçom Ponte Areias para já mesmo a 200 metros colher à dereita até O Covelo. Temos que passa-lo todo dereito até Mazeda donde apartaremos à esquerda e a 1400 metros, logo mesmo de cruzar o rio, colher à dereita, subida direcçom (sinalizado) a Granha, colhendo no seguinte cruze, a 800 metros, à dereita e seguido 8 kilometros máis adiante A Granha.
Quen vaia pola autovia desde Ourense lembrar que tem que empregar a saida da Canhiza pois passando o tunel non hai saida da autovia. Também se pode ir até a seguinte saída depois do tunel, a das Neves, para fazer cambio de sentido e voltar pola autovia até a do Covelo.
Mais Info: aguaslimpas@hotmail.com
23 de fevereiro de 2012
Finou o companheiro Xosé Reigosa, "Xosé de Monteferro"
Para as pessoas que formamos parte da AMAL, Xose de Monteferro foi pai e amigo a um tempo. O seu afecto e carinho mútuos, a sua humanidade e conhecimentos, fíxoo que fora para nós um referente; um dos pilares da nossa formaçom militante e ao mesmo tempo um grande companheiro e amigo.Xose foi a pessoa que nos deu formaçom militante no decrescimento, na crise do petróleo e em xeral na irracionalidade do capitalismo. Encheou de lexitimidade e de argumentos a nossa militância nas conversas posteriores a cada assembléia. A sua capacidade pedagógica conseguia explicar os procesos mais complexos dun xeito simples e compreensível, afastado dos cursos magistrais e egocéntricos tam próprios da academia.
Sem Xosé de Monteferro o movimento ecologista galego fica orfo. Xosé era um referente aglutinador de sensibilidades distintas agrupadas em torno à unidade de acçom pola defesa da Terra. Galiza nom se vende e A ria nom se vende forom uns dos seus campos de acçom e neles demostrou a sua centralidade indispensável para o movimento.
No entanto por parte da militância de AMAL, o que mais queríamos salientar nestas linhas é o que nos doe o coraçom pola ausência do nosso Xosé, a dor que nos causa pensar no seu sufrimento, e o oco que sentimos ao perder este querido amigo.
Para a militância de AMAL os últimos tempos som especialmente duros porque à morte de Xosé temos que sumar a de Martinho que fai, se cabe, mais dolorosa a perda doutro companheiro. Ambos compartiam para nós xunto côa sua referencialidade e carinho, o amor pola nossa Terra e a loita por defendela.
10 de janeiro de 2012
CRÓNICA: SERRA DE SAM MAMEDE, A EDREIRA E MONTES DO SAMIOM
As 11:15 da manha, arrancava a andar o grupo de 6 montanheir@s desde a desembocadura do rio Queixa, fazendo-lhe fronte à giada que cobria toda a paisagem e que deixava umha temperatura que convidava a entrar em calor caminhando.
Seguimos a pista rio arriba, direcçom Sul, e ao pouco tempo passamos por Ferreiria, umha aldeia na que só fica um habitante. Desde aqui viramos cara o Noroeste, seguindo a corga dos torneiros até chegar ao Teixedo, aldeia abandonada desde fai mais dumha década e que fica numha paisagem rodeada por prados, carvalheiras e bidueirais. O caminho atravessa a aldeia e vira cara à dereita para começar a subir pola paragem de As Gorbias.
Esta primeira parte da subida remata numha das entradas ao Bidueiral de Gabim, um pequeno exemplo da fraga que noutoutra cobria toda a serra. Como íamos bem de tempo e folgos, decidimos atravessa-lo e subir depois desde a cara Noroeste por um empinado corta-lumes até o alto de Sam Mamede, chegando assim à quota máxima do roteiro de 1618m. Ainda que o dia nom estava totalmente despejado, no ascenso poidemos desfrutar de fermosas vistas. Aproveitamos o refúgio para jantar, recolhendo-nos assim do vento que começava a soprar.
Depois de repor forças e colher auga na fonte do Santo saimos em sentido Sudeste rodeando o val glaciar no que se assenta a aldeia de Rebordechao, chegando até o alto de Os Petaros, donde colhemos cara o Leste para começar a baixada cara a aldeia abandonada da Edreira, a primeira parte por pistas forestais e a segunda por um pequeno sendeiro que discorre à beira do rio.
Com os últimos instantes de sol chegamos até o refúgio da Edreira no que faríamos noite. Depois dumha rota de algo mais de 30km, quentamo-nos ao carom do lume e de repuxemos folgos cum prato de calhos quente para depois descansar para outra dura jornada de montanha.
Umha vez passados os 1200m, a neve acompanhou-nos em boa parte a jornada. O primeiro alto em coroar foi o Pendedo do Samiom, a 1367m. O dia nom deixava desfrutar muito das vistas, mas ainda assim impressionavam as verticais cuncas divisadas desde o alto. A partir de aqui seguimos cresteando, dirigindo-nos sempre cara ao Norte e deixando à esquerda o val do rio Queixa e à dereita o cordo do Boi, até acadar o alto do Gistral, a 1596m.
Desde aqui, e seguindo um corta-lumes coberto de neve, descendemos até a aldeia das Taboaças, para seguir baixando por um caminho até o rio Queixa. Olvidando as frias temperaturas da auga cruzamos até o outro lado para depois caminhar um pouco pola pista até donde tínhamos os carros. As 16:40 rematava esta segunda jornada de roteiro e depois de comer algo ao quente em Monte de Ramo, despedimo-nos até a seguinte rota.
5 de janeiro de 2012
A Coordenadora INCINERADORA NO IRIXO NON, convoca unha mobilizaçom este sábado
A Coordenadora INCINERADORA NO IRIXO NON, convoca umha mobilizaçom este sábado, animando a toda a gente de bem a participar e a solidarizar-se, pois estám a reclamar o nosso apoio e difussom.A mobilizaçom será o sábado día 7 de Janeiro às 16:00h horas No Irixo, na estrada que vai de Lalím a Carvalhinho ( OU-902) recta do Abanico (ao lado da Gasolinera). O percorrido será de 1 km, dende o o cruze de partida até a Praça do Concelho. Há estaçom de tren a medio km pertencente a linha Ourense-Corunha. Saída de Compostela: 13:45. Saída de Ourense: 14:36, volta Irixo-Compostela: 20:59, volta Irixo-Ourense: 20:31.
A manifestaçom convocou-se dende a Coordenadora INCINERADORA NO IRIXO NON côa intençom de parar a construçom da nova planta de incineraçom tipo SOGAMA, seria construída com um orçamento que será a metade do que foi o de SOGAMA no seu dia, e gestionado dumha maneira totalmente privada mediante a empresa Estela Eólica.
O objetivo no fundo é contrario ao mantemento da poboaçom no rural xa que é evidente que a implantaçom dumha planta incineradora num concelho fai bem pouco atrativo a implantaçom da poboaçom. Por outra banda nom aposta por setores e modos de vida próprios do rural como a agricultura ou a gandeiria.
As incineradoras estilo Sogama (como a que querem implantar no Irixo) só queren tratar a merda que produz a sociedade de consumo nas cidades lonxe, onde nom moleste; no rural, acrescentando as desigualdades entre o rural-urbano galego e convidando a marchar à vecinhanza para as cidades.
Charla informativa no Carvalhinho
Argumentouse con dados técnicos e oficiais (da propria Xunta) como o modelo de incineraçom proposto é um modelo fracasado e totalmente desfasado. Comentouse cómo nom se fomentam políticas de reduçom, reutilizaçom e reciclagem, e por contra cómo se aposta pola incineraçom como primeira opçom em contra da disposiçom das diretivas europeias. Comentouse como non se cumprem os propósitos que aparecem no “Plan de Residuos de Galicia 2012-2020” de “Responsabilidade do Productor” (quem contamina paga) ou o de “Proximidade e suficiencia” (gestióm dos residuos próxima ás zonas de generaçom).
17 de novembro de 2011
CRÓNICA ROTEIRO ANCARES.
Partimos da aldeia de Búrbia com bastante retraso sobre a hora prevista, e coa dúvida de se daria tempo de ascender até o Mostalhar, o nosso primeiro objectivo. As dúvidas ficárom atrás quando comezçamos a andar acarom do rio Búrbia até chegar ao ponto onde o regato do Vilouso desemboca neste caudal.
A nossa intençom era ascender ao Mostalhar subindo polo val configurado polo citado regato até chegar à crista da serra, e desde ali ganhar a cimeira do emblemático pico, descendo pola outra cara e depois polo mesmo val do rio Búrbia até a anterior confluência de rios, desde onde repetiríamos caminho à inversa até o lugar de Búrbia (aldeia, vale e rio levam o mesmo nome).
A subida polo regato do Vilouso fai-se por um caminho bordeado de carvalhos, que se vam convertendo num autêntico bosque, através do que se podem ver impressionantes penas como a de Soupenadameda.
O caminho remata num sendeiro que sobe polo que agora já é um bosque de carvalhos e acivros, e que nos leva a um lago entre o Mostalhar , o pico de Lagos, e o Corno maldito.
Desde o lago ascendemos até a golada que separa o Corno Maldito e o pico de Lagos, e iniciamos o avanço cara o Mostalhar atravesando toda a crista, e despois de agatunhar e descer a pena denominada Castelim, chegamos à cimeira do Mostalhar.
Um pouco mais abaixo da pedreira segue o carreiro, que remata num caminho que nos levará de novo entre montes escarpados, ao empate do Búrbia co regato do Velouso, e de ali diretamente à aldeia de Búrbia, onde passamos a noite.
O dia seguinte seria o dia do ascenso ao pico Miravales. Dado que nom íamos dispor de todo o dia, escolhêmos a rota com menos desníivel, que é a que parte de Porto Ancares. Até ali subimos nos carros, pois está a bastantes quilómetros de Búrbia e o tempo disponhível era escaso.
Desde Porto Ancares tomamos a crista da serra da Bruteira por onde circulamos sem apenas dificuldade, exceptuando algumha pequena e doada trepada por algum penedo que se interpunha no nosso caminho.
(foto 6 : serra da Bruteira, e o Miravales ao fondo, fotos 7 e 8 : avance pola serra)
Umha vez chegados à base do nosso objectivo, aguardava-nos umha forte subida, ainda que de pouca longitude, que figemos em vinte minutos, e por fim chegamos ao cúmio do Miravales.
(foto 9 : no cumio do Miravales)
Já na descida caminhamos cara ao Sul, co Cuinha de frente, e em pouco mais de hora e média chegamos outra vez aos carros;despois de alguns breves estiramentos e algumha mudança de roupa, dimos por rematado o nosso roteiro polos Ancares.
(foto 10 : descida do Miravales. De fondo: o Cuinha , foto 11 : sem título)
21 de outubro de 2011
ARDE GALIZA. JUNTA RESPONSÁVEL.

A inícios deste outono de 2011, a Galiza volve a padecer umha imensa crise incendiária. Nestes dias, umha parte importante do nosso património natural e cultural é consumida polas lapas. Perdem-se também fontes importantes de riqueza para a vizinhança, e hipoteca-se o direito a um futuro digno para os galegos e galegas de amanhá. O fim da memória e a desertizaçom do território som as heranças que deixa esta desfeita. Um dano irreparável que, contra o que se diga, tem RESPONSÁVEIS.
-Todos aquelas forças políticas (da UE à Junta) que leva décadas procurando expulsar a populaçom do rural, fechando alternativas de vida nas aldeias. Um rural sem vida é um rural mais vulnerável aos incêndios.
-Umha classe política (representada polo PP) que promove a forestaçom dos montes em detrimento das terras de cultivo e umha economia diversa.
-Um sector económico-empresarial, o madeireiro, que converteu os nossos montes num imenso polvorim com espécies alheias e pirófitas.
-Uns meios de comunicaçom, servos do poder (hoje PP) que ocultam dados, minimizam os danos, e ocultam as más condiçons laborais das brigadas.
-Umha conselharia de meio rural que nom quer organizar umha forte empresa pública, dotada de meios e trabalhadores em boas condiçons, para limpar e conservar os nossos montes.
Tam grande drama colectivo nom se frea laiando-nos e clamando ao céu. Cumpre DENUNCIAR ATIVAMENTE OS RESPONSÁVEIS, e, a um tempo, APOIAR COM FORÇAS TODA ALTERNATIVA DE VOLTA AO RURAL E DEFESA DUMHA VIDA E PRODUÇOM DIVERSA.
SAMUEL JUÁREZ DEMISSOM!
DEFENDAMOS A TERRA!
O NOSSO OBJETIVO É O MIRAVALES, NA SERRA DOS ANCARES
Depois do obrigado parom estival, e de termos realizado o nosso convívio em Ortegal, AMAL volta à média montanha. Começamos a temporada com umha visita a umha das serras mais senlheiras, os Ancares, onde a nossa Agrupaçom já tem organizado marchas, vivindo bons momentos.
Os Ancares som a serra que inclui umha vasta cordaleira de picos que vam do Miravales (mais ao norte) até o Alto do Cebreiro. As suas elevadas superfícies andam entre os 1500 e 2000 metros. Linda ao sul com o Courel, e ao norte com a Fonsagrada, com altitudes menores, e com o cordal cantábrico, que nos introduz nas terras vizinhas do Eo-Návia. Ao leste tem a depressom berciana, e ao oeste as terras chas de Lugo.
Os vales dos ancares tenhem quase todos orientaçom horizontal (de leste a oeste), com a única diferença do berciano Vale de Balboa. As suas fronteiras estám marcadas polos rios: Návia ao oeste, Íbias ao norte, Valcarce ao sul, Cua ao leste.
Historicamente, a serra foi conhecida como os 'Montes de Cervantes' (em alusom ao concelho do mesmo nome). Com o passo do tempo, assentou-se o nome que conhecemos, e que toma como referência o Vale de Ancares.
Os Ancares hoje.
A todos e todas nos sonam as problemáticas que assolam a serra: despovoamento, nulo apoio político, falta de serviços, avelhentamento...para mais, a atual extrema direita que governa a Junta enfreou a declaraçom da serra como Parque Natural (igual que fai com o Courel). Com isso e contodo, gratifica ver como existe vizinhança que continua a pelejar polo seu, como comprovamos no blogue ancares-terracelta.blogspot.
O roteiro.
O nosso objectivo é o Miravales, administrativamente leonês, a 1966 metros de altitude. Dado que os dias começam a encolher, marcamos a cita de saída às 8h00 diante do albergue da Degrada, o sábado 29 de Outubro.
De alô iremos nos carros até Búrbia, onde se situa o albergue, e onde faremos noite.
Ao dia seguinte, faremos um roteiro de menos duraçom e maior facilidade para aquelas pessoas às que se lhe faga excesiva a primeira rota.
As pessoas assistentes devem levar o sempre imprescindível na montanha: roupa de abrigo e muda, calçado ajeitado, água, duas comidas ligeiras, saco e esteira.
Se o tempo o permite, e como é habitual, aproveitaremos para difundir pola zona a propaganda que a nossa Agrupaçom está a realizar contra a vaga incendiária e denunciando o papel nefasto da Junta.
17 de outubro de 2011
GUIA DOS ROTEIROS 2011-2012
- Outubro de 2011: Ancares
- Janeiro 2012: Cabeça de Mazeda
- Março 2012: Roteiro organizado pola comarca de AMAL em Vigo
- Abril ou Maio: Roteiro polas fragas do Eume, organizado pola comarca de Ferrol.
13 de setembro de 2011
IV ACAMPAMENTO DE MONTANHA
Comarca de Ortegal: terra de tradiçom guerrilheira.
Também a conhecida guerrilha antifascista tem um lugar de destaque na história recente da comarca de Ortegal. Nestas terras nortenhas actuou o conhecido como 'grupo Neira', liderado polo combatente do José Neira Fernández, ferreiro de Cuinha (Ortigueira). Desde finais dos anos 30, e a inícios dos 40, este coletivo mantivo em jaque as forças repressivas e a falange com golpes mui medidos e umha grande habilidade para agochar-se. Assi, o norte da província da Crunha rivalizava em fama guerrilheira com o norte de Lugo, na Marinha, onde o lendário Luis Trigo Chaos, 'Guardarrios', provocava o aplauso popular.
E precisamente nas Granhas do Sor, em 1943, tivo lugar um capítulo importante da luita antifascista. Segundo nos conta Harmut Heine (“A guerrilha antifranquista en Galicia”, Xerais, 1982), à beira deste rio tivo lugar umha importante juntança: protagonizárom-na Neira e os seus homens e o grupo liderado polo asturiano Marcelino Rodríguez Fernández, 'Marrofer', mestre comunista que pretendia centralizar os homens do norte na III Agrupaçom do Exército Guerrilheiro de Galiza, liderado polo PCE. Nesta reunion, segundo se conta, a maioria dos homens dérom a sua negativa ao plano de Marrofer: o militante pretendia artelhar umha sublevaçom nos principais núcleos vilegos do norte galego para incentivar umha intervençom dos Aliados no Estado espanhol. Com isso e contodo, si se plasmou o plano dos comunistas, e o Grupo Neira ficou enquadrado no EGG.
A sorte de José Neira é desconhecida. Desapareceu no mapa guerrilheiro sem dar pistas. As más línguas apontam a que foi vítima dumha purga comunista (Neira provinha da CNT), enquanto que outras fontes dizem que caiu pola repressom dos fascistas. Harmut Heine nom nos esclarece este particular. Quanto a 'Marrofer', que abandonara a vida legal em Viveiro trás ser descoberto polas forças repressivas, caiu numha cilada em Milreo-Aranga-Betanços, junto com 'Tenente Freixo', Ángel Álvarez Rego e mais um guerrilheiro. Corria o 24 de junho de 1946, e as contra-partidas da guarda civil -repressores disfarçados de combatentes- faziam estragos.
X Acampamento de Verao
Como todos os últimos fins de semana do verao, reunimo-nos num par de jornadas de convívio, caminhadas, lezer e conversa, que servirá...
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Crónica da luita que a vecinhanza do Umia sostida contra a imposiçom do encoro de Caldas:
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Como todos os últimos fins de semana do verao, reunimo-nos num par de jornadas de convívio, caminhadas, lezer e conversa, que servirá...

